Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Quando me salta a tampa

O relato que realizo hoje diz respeito à 6ª prova do campeonato da Bordinheira, esta prova ao contrário do habitual foi realizada ao sábado à tarde, deixando o domingo livre para alguns pescadores que também tem a caça como hobie.
A verdade é que não sou grande fã de pescarias realizadas à tarde, por diversos motivos, não estar habituado a pescar neste horário, por estar a pescar sempre de frente para o sol que espelha na agua, encandeando-me de tal maneira que não consigo ver a bóia, já para não falar na sensação com que fico de estar menos tempo à pesca além de retraçar o dia todo.
Bem mas competição é competição e lá estava eu pronto para mais uma jornada competitiva.
Ainda nem tinha chegado ao mar já estava a correr mal, tinha eu o carro estacionado no largo em frente à sede, fui lá rapidamente tirar umas sardinhas frescas para isca do meu pai, com a pressa esqueci-me de trancar a mala do carro e voltei aos afazeres da organização.
Enquanto eu estava na sede a tratar de receber e entregar a documentação aos pescadores, ouve quem tivesse dado com a mala do carro destrancada, vai dai toca de vasculhar, coscuvilhar, desarrumar o que por lá tinha.
Eu atarefado não dei conta de nada, quando chegou a hora de arrancar para o mar, juntei a malta e dei a palestra habitual, quando ia para o carro alguém disse, vai pescar mas não te esqueças da sardinha cá, foi então que vi 3 sacos de sardinha no chão fora da lata que tinha no carro.
Com a malta a arrancar toda para o mar, peguei nos sacos, voltei a colocar na lata e arranquei também.
Claro que a inconveniente brincadeira não me caiu nada bem, pelo caminho, ia pensando qual tinha sido a ideia dos brincalhões em vasculhar, será que foi apenas brincadeira, não sei se a ideia era ver se já lá tinha peixe, se foi apenas para ver que isca ou engodo lá tinha, estranho pois não escondo segredos na pesca, ou seria mera manobra para desestabilizar, se foi essa a ideia posso dizer que quase conseguiram.
Para esta prova, mais uma vez fomos brindados com mar bastante mexido, a maré já levava uma hora de enchente, sem destino certo, fui correndo a costa desde a Foz do Sizandro até que me decidi pelo Cavalinho.
Já com meia hora de prova gasta na procura de pesqueiro, apressei-me a descer a arriba, fazer um balde de engodo , esticar a cana com fio 0,165mm e bóia de 3grs, fazer uns lombos de sardinha e dar inicio à pescaria.
Com o mar a passar já por cima da laje do Cavalinho, não consegui ir ao buraco pretendido, fiquei um pouco mais recuado, engodei e logo comecei a ver tainhas à tona da agua, apesar de não ser a minha pesca, nem ter muita paciência quando eles estão manhosas, tentei fazer-me a elas.
Se já vinha enxofrado da cabeça, para piorar a situação era mesmo um daqueles dias em que elas não estavam fáceis, não ligavam ao isco, lá de vez em quando conseguia tirar uma, impacientemente ia fazendo alterações na altura da bóia, na altura dos chumbos, mas nada as fazia comerem melhor, a cadencia de ferragens não aumentou, para piorar acabava de perder uma tainha quileira que partiu o empate.
As tantas desisti das tainhas e alterei a altura da pesca para ver se andava lá alguns sargos e até andavam, mas eram demasiado pequenos, após apanhar uns 10 em que só aproveitei 3, voltei-me novamente para as tainhas.
Ia pensando para comigo, tu hoje não estás bem, num dia normal, já tinhas saído deste pesqueiro à muito em busca de uma solução, mas parecia que estava sem ideias, ainda tentei fui a sul espreitar, mas não vi nenhum canto que me agradasse e voltei ao mesmo pesqueiro, onde tirei mais uma ou 2 tainhas.
A maré estava quase cheia e com menos de uma hora para acabar a prova, vindo desanimado do lado dos Guiões chega ao pé de mim o Eduardo Arrenegado, vira-se para mim e disse, se soubesse que eras tu que ai estavas já tinha vindo à mais tempo, posso fazer uns lançamentos ai?
Foi então que me deu o clik, claro que sim disse eu, mas não vamos pescar aqui, vou fazer um balde de engodo, deixamos aqui as tralhas e vamos ali à aquela laje apanhar 2 ou 3 sargos pois está com a cota certa de agua.
Não falhei muito, apanhei 2 sargos e 2 tainhas, ainda tive mais 2 tainhas ferradas que não quiseram vir, deu para compor a pesca, no total foram 5 sargos e 11 tainhas.
De volta à sede quando ia entregar o peixe, em jeito de gozo alguém disse, até mesmo com detergente na isca ele consegue apanhar peixe, posso dizer que foi uma saída algo infeliz, tal como a brincadeira inicial.
Saltou-me logo a tampa e disse tudo o que pensava acerca do assunto, focando principalmente no tema da desconfiança, disse que não tinha gostado da brincadeira, ainda para mais antes de ir pescar, se à coisa que detesto é estar a pescar desorientado.
A coisa ficou mais ou menos esclarecida,  tendo eu mostrado um lado do Pedro Franco que nem todos conhecem, aquela pessoa calma e serena de vez em quando também explode.
Depois da pesagem realizada, sem grande apetite para comer o frango assado, que até estava muito bom, lá fui empurrado a custo alguns pedaços.
Faltava apenas premiar os vencedores desta jornada, o líder do campeonato Miguel Serra com uma boa pesca de sargos feita à chumbadinha, conseguiu reforçar a liderança ficando em 1º nesta prova somando 11560pts.
Em 2º lugar ficou o Paulo Marques com 8860pts, eu fechei o pódio com 7520pts.
A jornada apesar de não ser totalmente positiva, até que não foi má, consegui subir para 2º lugar em execuo com o Paulo Marques, já que o Pedro Luís vacilou ficando em 23º nesta jornada.
Nada está perdido já que a luta continua bastante renhida entre os 4 primeiros classificados, como podem ver na tabela da classificação geral.
Agora é esperar para ver as cenas do próximo episódio que relatarei brevemente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Do mal o menos

Caros amigos e seguidores com o campeonato de pesca da Bordinheira a aproximar-se a passos largos do final, vou tentar relatar as provas já realizadas para ficarem a saber todo o desenrolar dos acontecimentos.
Este está a ser para mim um campeonato bastante motivante, pois na 1ª prova só pude pescar 1 hora devido a compromissos familiares, começando logo com uma desvantagem de 21 pontos para o líder.
Apesar de ter sido um mau começo, andar a correr atrás do prejuízo, acresce o factor de motivação extra, faz com que em cada prova tente dar o máximo para tentar recuperar essa desvantagem.
Caso desse empenho extra foi esta 5ª prova, já realizada no dia 18 de Setembro, as previsões de mar para esta prova não eram as melhores, aguas tapadas, mar bastante mexido, com um periodo alto, algum vento à mistura não prometiam uma pescaria farta.
Com uma grande maré vazia a meio da prova, com estas condições não tinha certezas onde ia pescar, então depois da concentração matinal na sede, sai para o mar, ia espreitar na lage de Gentias, se me agradasse ficaria por ali.
Foi isso mesmo que aconteceu, apesar das condições não serem as ideais, não desgostei do pesqueiro, portanto nada como arriscar, desci a arriba com destino à Pedra da Mesa, rapidamente estiquei a cana que levava já com montagem feita, fio 0,165mm e bóia de 3grs, preparo o engodo e lanço umas colheradas ao mar, uns lombos de sardinha para isco, começava então a procurar o peixe.
Mas a coisa não me estava a correr bem, nem a agradar, muita sujidade na agua, os limos em suspensão muitas tapavam a isca não deixavam a pescar trabalhar correctamente, o peixe parecia não estar por ali, apenas algumas sarguetas miúdas entraram no pesqueiro, rapidamente desiscavam o anzol, deixando poucas hipóteses de outro peixe poder chegar à isca primeiro.
Passado uma hora de pesca nisto, depressa vi que tinha de abandonar este pesqueiro, sem grandes opções por perto, a única solução foi mesmo subir a arriba, pegar no carro e ir procurar local com melhores condições e se possível que tivesse peixe que pontuasse.



Arranco para a zona da Ericeira, primeira paragem no miradouro no alto de Ribeira D'ilhas para espreitar as condições, não desgostei, ainda passei pelo Matadouro, mas não me agradou, sem pensar mais decidi apostar em Ribeira D'ilhas.
Como a maré vazava muito, procurei aguas mais fundas, encostei-me ao canto sul, por baixo do forte de Mil Regos.
Aposta ganha, pouco tempo depois safava a grade com uma tainha, tiro ainda uma boa baila, e mais uma tainha, subitamente as condições alteraram-se, levantou-se uma ventania desgraçada, o mar ganhou ainda mais força e o pesqueiro deixou de ter condições.
Vou então um pouco mais a sul, faço mais 2 pesqueiros mas sem sentir qualquer peixe, com a maré a começar a subir vou para a ponta da laje, onde rapidamente tirei 3 sargos, mas o mar bruto obrigou-me a sair dali rapidamente.
Ainda com uma hora de prova, tentei nos lagos mesmo à praia, mas não consegui tirar mais nenhum peixe, acabei a prova apenas com 6 peixes, 3 sargos. uma baila e 2 tainhas, apesar de não ser uma grande pescaria, dadas as condições e dado o mau começo de pesca, não estava mau de todo, restava agora saber como tinha corrido aos meus colegas.
Depois da pesagem realizada, barriga reconfortada com um bacalhau assado na brasa, feito pelo Policarpo, o melhor grelhador da zona Oeste, era hora de saber os resultados desportivos.
Em 1º lugar com 10260pts ficou o Jorge Murta, deu com uns peixes engraçados, onde sobressaiu um belo robalo de 1,560kg, para ele os meus parabéns. 
Em 2º lugar com 7910pts ficou o Paulo Ribeiro, a fechar o pódio com 7200pts ficou o Paulo Marques.

Eu acabei na 6ª posição com 4730pts, até que não foi mau de todo pois consegui ficar 2 lugares à frente do líder Miguel Serra, 3 lugares à frente do Pedro Luís que ainda está em 2º  e um lugar à frente do César Ribeiro.
Ou seja continua tudo em aberto e bastante renhido entre os 5 primeiros classificados como podem ver a tabela.

Eu cá vou continuando na luta, logo veremos como vai correndo, abraços e bons lances a todos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Mau cheiro persistente

Este é um post bastante útil para os pescadores, aborda um tema algo nauseabundo, principalmente para as esposas, namoradas ou até mesmo amantes de pescadores, que detestam este odor.
Manusear iscos ou peixe deixa quase sempre um cheiro nada agradável nas mãos, principalmente a sardinha, quem é pescador de bóia em que a sardinha é a base principal, seja para isco ou para engodo, sabe bem do que estou a falar, mesmo depois de se lavar as mãos varias vezes o cheiro a peixe permanece por muito tempo.
Depois de pescar, amanhar, limpar o peixe, há algumas opções que ajudam a remover o cheiro a peixe das mãos, escolham o que for mais fácil para vocês.
Corte um limão em pedaços, e depois esprema o limão nas mãos e esfregue.
 Esfregar as mãos com pasta dos dentes também resulta, depois passar por com água, para melhorar os resultados repetir novamente.
Para evitar estes cheiros de iscas de engodos, e até mesmo de peixe, pode ainda optar pela pesca com amostras, vulgo spinning, esta é uma das vantagens neste tipo de pesca, não deixa cheiros, as grades que apanhamos ao spinning também ajudam, pois evita ter de amanhar peixe he he he.
Fica a dica, simples, fácil e as vossas esposas agradecem ;)
Abraços e bons lances.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Somente saudade

Poderia começar este relato com a simples palavra Saudade, exactamente essa palavra unicamente portuguesa que descreve os sentimentos de perda, de falta, de distancia, aquele típico fado português, prefiro antes terminar este relato com um até já, fazendo desaparecer essa saudade.
Pois é companheiros a vida não é mesmo uma recta, muitas vezes tem curvas, umas mais ligeiras, outras por vezes apertadas, curvas essas que em certas situações nos obrigam a mudar por completo o rumo das nossas vidas.
Já faz algum tempo que esta pescaria foi realizada, foi num dos últimos fins de semana de Agosto, combinei uma pescaria com o Artur Silva e com o João Cardoso, mas à ultima da hora por motivos pessoais o Artur não pode vir.
Acabei por ir só eu e o João, mais um daqueles companheiro que acidentalmente conheci, mas com a sua simplicidade, humildade, boa disposição, companheirismo com aquela enorme paixão pela pesca que transpira, fez com que a amizade rapidamente crescesse, coisa só possível quando temos pessoas que se dão totalmente, pessoas respeitadoras, que sabem estar na vida, sem interesses nem egoísmos, tornando uma amizade duradoura, mesmo que estejamos afastados meses ou até mesmo anos.
Estava longe de pensar que esta era uma pescaria de despedida, mas a caminho do mar o João contava-me as novidades, por motivos pessoais tinha de abandonar o pais e por conseguinte abandonar a pesca, claro que depois da família o que mais lhe custava era mesmo abandonar as amizades criadas nos convívios de pesca na Bordinheira.
A vida é mesmo assim companheiro, dizia-lhe eu, em primeiro lugar está a vida familiar e profissional, só depois vem o resto, esse é o lema que devemos seguir, certamente é uma fase que passará, em breve tudo volta à normalidade.
Não falando mais em tristezas, pois tristezas não pagam dividas, vou então relatar a pescaria.
Como o mar estava manso a nossa ideia era fazer o romper da manhã nos Guiões, com o dia a começar a clarear lá estávamos nós prontos para por as bóias na agua, engodo preparado.
O pesqueiro engodado a preceito, alguns sargos deram logo sinal, conseguimos tirar meia dúzia, e perder outros tantos, mas com  a claridade a aumentar o peixe desapareceu, fomos experimentando mais à direita, mais à esquerda, mais o peixe já não abundava por ali, tirando mais um peixe cada um.
Dado a falta do peixe, aliada às aguas abertas, fomos obrigados a procurar pesqueiros com mais altura de agua, onde fizesse alguma branca, onde os sargos pudessem andar a mariscar.
Depois de espreitar nos Coxos, acabamos por terminar a pescaria perto do forte de São Lourenço, num pesqueiro onde nunca tinha pescado, mas que o João já tinha boas referencias.
Curiosamente não demos com o peixe no sitio onde começamos, mas já no final da jornada em desespero de causa apostamos num local mais improvável, no meio das pedras em cima da lage, onde a agua corria bastante, mas onde andavam lá uns sargotes, ainda tiramos alguns peixes e perdemos outros, terminada a pesca com pescarias muito idênticas, chegava a hora da despedida.



 






Cá te esperamos para matar saudades, eu, o Ti Artur, o meu Pai e restante equipa, sabes que na Bordinheira ou em minha casa, tens sempre uma porta aberta.
Grande companheiro, não tens de te preocupar com a distancia entre os teus sonhos e a realidade, se podes sonhar, então podes realizar os teus sonhos, assim sendo despeço-me, não com um adeus, mas sim com um até já.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Afinal o ditado está correcto!!!

Pois bem depois de 2 jornadas seguidas de spinning com sucesso, tinha de ver se bate certo o ditado popular «Não há 2 sem 3», posto isto este sábado fui lá lançar umas amostras.
Acordar bem cedo como manda a regra, antes do amanhecer já estava a descer a arriba nas Gentias, quase a chegar ao mar vou ao tapete, um belo dum tralho para começar bem a pesca.
Levanto-me e vejo os estragos da queda, uns arranhões no cromado, fato de neoprene com uns cortes, cana e carreto intactos, menos mal, podia ter sido pior.
Depois disto, meio dorido lá dei inicio à pescaria, lançamento atrás de lançamento lá fui eu até Porto Chão, de robalos apenas vi apanharem um que estava num aparelho mesmo à minha frente.
Continuei a insistir já a manhã ia a meio quando tive aquela boa sensação de peixe a puxar pela amostra, curiosamente vinha ferrado pela barriga, o que fez com que parecesse um pouco maior, sem grande luta pus o peixe a seco.
Voltei à carga mas até ao final da jornada não senti mais nada, mas a teima estava tirada e o ditado faz todo o sentido, não há mesmo 2 sem 3.
Depois de 3 jornadas seguidas a tirar peixe, fiquei tentado a lá voltar na manhã seguinte, mas o resultado foi uma bela grade, também faz parte mas quase já me esquecia he he he.



Ainda fui brindado com a companhia desta passarada, Maçaricos das Rochas que descontraidamente mariscava nas pedras à minha frente.
Abraços e bons lances a todos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Troféu Rodrigo Rodrigues da ARCACEN

Já faz alguns meses que se realizou o 3º convívio de pesca Rodrigo Rodrigues na ARCACEN, foi exactamente no dia 17 de Julho, mas só agora vou fazer o relato desta jornada.
Depois da concentração matinal perto da Papôa em Peniche, lá arrancamos para os pesqueiros, eu para não andar muito fiquei por ali mesmo.
Depois de montar o material, toca de preparar o engodo para mais uma jornada de bóia, o mar estava bom para dar uns sargos, e essa era a espécie que tentei capturar. 
Pouco depois de começar a pescar os sargos deram sinal, consegui tirar 3 ou 4 bem rapidinho, mas depressa desaparecem do pesqueiro.
Havia que tentar procura-los noutro local, tralha às costas e toca de andar, espreita aqui, espreita ali, todos os bons locais estavam ocupados, encostei-me ao meu colega César que estava a tirar uns sargos, pouco tempo lá estive, o pesqueiro estava perigoso, de vez em quando vinham umas vagas que varriam a pedra onde ele estava e para mim não dava, arranquei na hora.
Fui então fazer companhia ao David Forcada, que estava um pouco mais a norte a pescar mais afastado da água, ainda fiz alguns lançamentos, mas a minha pesca era muito leve, não conseguia segurar a bóia onde desejava.
Ainda consegui tirar 2 sargos, mas como não quis mudar para uma bóia mais pesada, voltei para o pesqueiro inicial, onde voltei a tirar mais 2 sargos, com o mar a sacudir-me do pesqueiro, fui andando para terra, terminei a prova numa zona de mar mais calmo, onde tirei 2 tainhas e 2 salemas e mais uns sargotes.
Terminei a prova com 13 sargos, 2 salemas e 2 tainhas, depois de entregar o pescado, tal como no ano passado ajudei na pesagem do mesmo, sempre que me é solicitado gosto de ajudar, temos de ser uns para os outros.
Depois da pesagem realizada, hora da bucha he he he, e que boa que estava a comida, esta malta trabalha muito bem neste ramo. 
Faltava então a entrega de prémios, em 1º lugar com uma grande pesca ficou o Jorge Soeiro que apanhou mais de 10kgs de sargos, totalizou 42600pts, para ele os merecidos parabéns.
Em 2º lugar também com uma fantástica pesca ficou o Alexandre Tomás, que totalizou 37475pts.
A fechar o pódio ficou o David Forcada que somou 29640pts, recebeu ainda o prémio de maior exemplar com um grande sargo de 1,300kg.
De salientar que os prémios para os 3 primeiros classificados foram entregues simbolicamente pelos pais do colega de pesca Rodrigo Rodrigues, que infelizmente já não está entre nós, mas que a ARCACEN não esquece, atribuindo o seu nome a este convívio de pesca em sua homenagem, uma bonita atitude.
O prémio para o maior numero de exemplares foi para o João Fastré com 121 peixes.
Eu ainda consegui ficar em 16º lugar com 13345pts.
Por clubes e por equipas a APE CA CO saiu vitoriosa, ainda conseguiu levar também para casa a taça da pinga, esta malta alem de pescar muito, bebe também muito.

A A.D.R.C. da Bordinheira ficou em 2º lugar por Clubes e por equipas.
Queria dar os parabéns à organização por mais um grande convívio de pesca que nos proporcionaram, para o ano cá estarei novamente.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

De mão quente, será possível??

Nesta jornada as expectativas eram poucas, mas após uma boa jornada anterior para moralizar, nada como tentar uma 2ª vez.
Como o mar era bastante mexido achei que não valia a pena sair muito cedo de casa, então por volta das 6 da manhã lá estava eu a chegar ao pesqueiro.
Desta feita fui bater a zona de Cambelas, desci na Ursa ainda de noite e ao romper do dia lá estava eu a mandar umas amostras.
A força do mar deixava poucos spots com alguma feição, mas num ou noutro canto, o mar deixava trabalhar bem as amostras.
Fui batendo bem esses cantos até à Lamparoeira, mas sem sucesso, voltei para trás, com a maré a baixar iam aparecendo mais algumas possibilidades de spots que ia tentando explorar.


Até que num desses consegui enganar o único peixe da jornada, depois de engata-lo lá dentro, deu pouca luta, até pensei tratar-se de um peixe pequeno, mas quando estava quase aos pés vi que era um bonito robalo, escurinho, com tom meio esverdeado, quase parecia um achigã, apenas quando o peixe me viu, deu alguma luta, fazendo duas ou três investidas antes de ficar a seco.
Ainda insisti mais uma hora para ver se lá andava mais algum perdido, mas este era mesmo filho único, dei por terminada a jornada com saldo positivo, um robalo com 2,365kg.
Pois bem agora é que ninguém me para no spinning he he he, pelos vistos ando de mão quente, é de admirar duas pescas seguidas ao spinning a tirar peixe, não acredito.
Agora é tentar fazer jus ao velho ditado, «Não à duas sem três» e matar mais algum peixinho.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nem sempre, nem nunca

Pois é caros amigos este fim de semana para desenjoar da pesca à bóia com engodo, decidi pegar na cana de spinning e dar banho às amostras, na tentativa de apanhar um robalinho ou trazer mais uma grade he he he.
O resumo da jornada é bem curto, já a jornada essa foi bem comprida e bastante puxada, praticamente foi uma directa nocturna.
Por volta da 1 da manhã chegava ao primeiro pesqueiro, entrei em Ribeira D'ilhas e fui batendo todos os cantinhos possíveis e imaginários até aos Coxos, mudando de amostras varias vezes como manda a lei, sem resultados volto para o carro.
Ir para casa ainda não estava nos planos, com a maré a baixar na ideia tinha novo spot, a praia das Amoeiras, quando lá cheguei a maré ainda não tinha a cota de agua desejada, ainda estava de noite, para enganar o estômago uma bucha que tinha levado, com o sono já a apertar ainda passei pelas brasas uma horinha.


Quando acordei estava na hora certa, o dia a começar a clarear e o mar com a altura certa, muita areia no pesqueiro não me animava muito, mas como já lá estava nada como insistir mais uma ou 2 horas.
Fui andando para norte, mudando de amostras e mandando uns tiros aqui e ali, encontro um companheiro que também tentava a sua sorte, em conversa com ele digo-lhe que o mar não esta bom, que estava mexido demais e a agua um pouco tapado, ele respondeu-me, eu acho exactamente o contrário, está mesmo bom eles é que não estão por aqui.
Afasto-me um pouco dele,  era uma zona de muita pedra com limos de correia,  mudo de amostra para uma daquelas todas assassinadas, daquelas mais baratinhas, já a perder a pintura, aquelas que se lá ficar não se perde grande coisa.
Não é que após meia dúzia de lançamentos ela agarra qualquer coisa, como inicialmente não mandou aquela porrada habitual, pensei que era limos, mas depois os limos começaram a andar, olá já cá está um, com calma trabalhei o peixe que ainda fez o drag trabalhar e pouco depois estava a seco, um robalo de 2,200kg a premiar o esforço da jornada.
Claro que insisti mais, mas era filho único, já foi bom para animar para futuras jornadas de spinning.

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