Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

Segue-me no Facebook

Mostrar mensagens com a etiqueta Iscos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Iscos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Apanhadas a dar na erva

Após uma dura semana carnavalesca, vivida intensamente como mandam as regras do Carnaval de Torres Vedras, o mais português de Portugal, o tempo bom a deixar os foliões brincarem à vontade e levarem a cidade ao rubro.



Em modo mais calmo




Um mar de gente, muita brincadeira, muita musica, muitos copos e muita alegria foram mais uma vez a receita ideal para esta verdadeira maratona de 6 dias.
Passada esta grande azafama, volta tudo à normalidade e nada melhor que um convívio de pesca, com a realização da 2ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira para voltar ao mundo real.
O tempo alterou-se nos 3 antes da prova, deixando o mar bravo e bastante turvo, uma volta pelo mar no dia anterior fazia prever uma pescaria bastante sofrível.
Com as melhorias previstas para o dia seguinte a acontecerem, o mar a cair e incrivelmente numa maré a ficar com uma cor aceitável a conversa já era outra e o numero de participantes subiu substancialmente.
Nesta jornada voltei a ter a companhia do João Cardoso, depois dos afazeres de organizador, como habitual fomos os últimos a sair da sede, calmamente fomos procurar pesqueiro, inevitavelmente a Ericeira era o destino.
A praia da Empa foi a aposta desta jornada, com a maré cheia restavam poucos cantos desocupados onde se conseguisse pescar à bóia, depois de tudo preparado, foi num pesqueiro de recurso onde realizamos a primeira hora de pesca, ao sabor da corrente fomos empurrados para sul, neste pesqueiro ainda fui brindado com um robalinho.
Sem sentir mais nada e vendo a falta de condições, pego  no balde do engodo, nas canas e vou pesquisar uns metros mais a norte, praticamente em frente às escadas de acesso para a praia, as condições eram aceitáveis, após engodar o João chegava ao pé de mim, pescas na agua e ambas as bóias ao fundo, pelo bater não enganava eram salemas que andavam a dar na erva em cima da laje, calmamente pois estava com fio 0,165mm consegui encalhar o peixe.

Depois disto só havia uma coisa a fazer, tentar aproveitar da melhor maneira o tempo, em passo de corrida fui ao saco buscar anzóis de pé comprido, a iscar com limo, lá foram saído algumas acamaroadas pelo amigo Artur Silva que se tinha juntado ao festim, ainda perdi algumas a cortar e outras a desferrar, o normal na pesca à salema.
Com o baixar da maré elas desapareceram rapidamente e era hora de procurar nova opção onde terminar a jornada.
Tralha às costas e ir um pouco mais a norte, na laje do Forte de Mil Regos, após engodar logo no primeiro lançamento tiro um sargo o que me fez pensar que estavam lá em força, foi um tiro de polvora seca, afinal eram poucos, mas o João tirou um bom, apenas consegui tirar mais uma grande salema.
Final da prova, inesperadamente com a lata bem composta, 11 salaemas, 1 sargo e um robalote, um pescaria que deixava prever um bom resultado face às condições.
Depois da pesagem e do habitual almoço convívio fizeram-se as classificações e entrega dos troféus, consegui alcançar a vitória com 16770pts.
Em 2º lugar ficou o Paulo Marques com 15030pts, é agora o líder isolado do campeonato somando 4pts.
A fechar o pódio totalizando 11500pts ficou o César Ribeiro.
A coisa está animada e as jornadas futuras prometem, vamos ver o que nos reserva a próxima no dia 2 de abril.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Mau cheiro persistente

Este é um post bastante útil para os pescadores, aborda um tema algo nauseabundo, principalmente para as esposas, namoradas ou até mesmo amantes de pescadores, que detestam este odor.
Manusear iscos ou peixe deixa quase sempre um cheiro nada agradável nas mãos, principalmente a sardinha, quem é pescador de bóia em que a sardinha é a base principal, seja para isco ou para engodo, sabe bem do que estou a falar, mesmo depois de se lavar as mãos varias vezes o cheiro a peixe permanece por muito tempo.
Depois de pescar, amanhar, limpar o peixe, há algumas opções que ajudam a remover o cheiro a peixe das mãos, escolham o que for mais fácil para vocês.
Corte um limão em pedaços, e depois esprema o limão nas mãos e esfregue.
 Esfregar as mãos com pasta dos dentes também resulta, depois passar por com água, para melhorar os resultados repetir novamente.
Para evitar estes cheiros de iscas de engodos, e até mesmo de peixe, pode ainda optar pela pesca com amostras, vulgo spinning, esta é uma das vantagens neste tipo de pesca, não deixa cheiros, as grades que apanhamos ao spinning também ajudam, pois evita ter de amanhar peixe he he he.
Fica a dica, simples, fácil e as vossas esposas agradecem ;)
Abraços e bons lances.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O que vão fazer???

Vou divulgar um pequeno artigo de opinião sobre sardinha, que fiz em Novembro a pedido da Revista Mundo da Pesca.
Este foi digitalizado por um companheiro de pesca e partilhada no facebook, a quem agradeço a partilha.
Aproveito para tentar saber também a vossa opinião acerca deste assunto.

As perguntas foram estas:
Não dispensas as sardinhas para iscar e engodar na competição, por vezes em quantidades apreciáveis. Como vai ser agora com o aumento do preço da mesma?
Quais são as opções que tomarás para contrariar esta situação?
Logicamente que não dispenso a rainha de todas as iscas, a sardinha para iscar e engodar, na maior parte das minhas jornadas é só isto que levo, mas sou bastante moderado no gasto de engodo que a vida está cara,  não sou apologista da ideia «quanto mais engodo gasto, mais peixe entra no pesqueiro», não existe uma relação proporcional, o importante é saber onde o gastar, como o gastar nas horas e nos pontos chave, para tal à que saber ler o mar, de modo a que o dito engodo, não disperse para longe, sem realizar o efeito desejado, isso sim é fundamental, não gasto por gastar, com apenas 3/4kg de sardinha realizo a maior parte das minhas jornadas de pesca, contrariamente a muitos dos meus colegas, que gastam bastante mais que eu e na maior parte das vezes sem melhores resultados. Sou bastante ecológico, nunca mando para o mar os restos de sardinhas que sobram das jornadas, volta tudo para casa, muitas vezes trago do mar restos de sardinhas que outros pescadores lá deixaram, voltam para o congelador para próxima jornada, sou um pescador ecológico e bastante preocupado com a sustentabilidade.

Já à alguns anos que penso nesta situação da falta de sardinha para engodo e isca, é sem duvida uma boa questão, existem no mercado alguns engodos em pó ou líquidos, talvez seja uma solução, misturado com cavalas ou carapau que por enquanto tem preços mais em conta,
Gastar menos engodo, do que o gasto é quase impossível, como não me vejo a pescar à bóia sem engodo, pelo menos na minha zona, provavelmente terei de abdicar da modalidade de pesca à bóia e dedicar-me ao spinning ou Surfcasting, deixar de pescar é que não!!!!!

A resposta foi simples e sincera, quem me conhece sabe como sou poupadinho e ecológico he he he...
E vocês que também usam e abusam da sardinha, quer para isco e engodo, o que vão fazer???

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pesca da sardinha proibida, e agora?

Até ao final do ano, está proibida a pesca da sardinha.
A interdição entrou em vigor à meia-noite de sabado e em causa está o facto de a frota ibérica ter atingido o limite máximo de captura para este ano. 
Esta foi apenas a antecipação obrigada da pausa para o defeso desta espécie que costuma ser feita apenas a partir de Novembro altura da desova.
Como pescador de bóia sou grande consumidor de sardinhas, gasto em média 5kg por pesca para engodo e isca, na maior parte das vezes ainda sobra alguma, olhem que não sou exagerado tenho colegas que gastam 10kg por pesca, eu tento rentabilizar da melhor maneira estes recursos sem desperdiçar nada, além de poupar dinheiro ajudo na preservação desta espécie já que a maior parte da sardinha que gasto é excedente das vendas de peixeiros e que já não servem para consumo. 
Muitas vezes já me questionei, que este tipo de pesca que faço recorrendo a engodo tem os dias contados, ou passará a ser para ricos, senão vejamos, à pouco mais de uma década comprava-se sardinha para engodo a pouco mais de 25 cêntimos kg, agora compra-se a 1 euro e tal, a tendência é o preço continuar a subir dada a escassez de sardinha.
Será que terei de voltar a pescar ao fundo(Surfcasting) ou fazer outro tipo de pesca dentro em breve?
Fica a questão apenas para reflexão.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pescadores de agua doce

Porque a vida são dois dias, e o Carnaval de Torres são seis, que devem ser vividos de forma muito intensa, mas já passaram, cá voltamos à pesca e aos relatos de pesca.
Na quarta feira, aproveitando o ultimo dia de férias escolares do meu petiz, fomos fazer uma pescaria, já que a vontade de pescar dele era muita e estava prometida uma ida ao mar, que para ele é sagrado, se está prometido tem que ser cumprido mesmo que as condições para pescar não sejam nenhumas, raio do miúdo é teimoso como uma mula, não sai nada ao pai!!! He he he....
Sem condições para pescar no mar, pois estava muito bravo, barrento e com muito vento, o que é que eu pensei, vamos à pesca, mas não vai ser no mar, vamos pescar enguias no o rio Sizandro, que passa na minha aldeia, leva bastante agua e está barrento, o ideal para esta pesca.
Foi uma pesca à moda antiga, como nunca tinha ido às enguias, mas sempre ouvi as explicações do meu pai e do meu avô, de como se fazia esta pesca, pus mãos à obra, ou seja na enxada e lá foi eu.
Primeiro era necessário apanhar uma boa quantidade de minhocas da terra, fui até uma zona parcialmente alagada e toca de cavar, em pouco tempo tinha uma bola de minhocas mais que suficiente.
Agora era só fazer o «remelhão», que consiste em colocar as minhocas com recurso a uma agulha, num fio de costura com aproximadamente 1,5mt, eu utilizei uma agulha de costura, mas se for com uma agulha de iscar minhocas é bem mais fácil, mas como não tinha a tropa manda desenrascar.
Depois de enfiadas todas as minhocas, da-se umas voltas à minhocada na mão e ata-se, num caniço atei um fio de pesca, com uma chumbada de 100grs, onde atei a minhocada à chumbada, agora era só levar uma bucha e irmos até ao rio.



Já no rio, era hora de escolher o pesqueiro, procuramos uma margem onde fizesse um fundo com pouca corrente e com condições para estarmos em segurança, levamos um chapéu de chuva, não é que tivesse com cara de chuva, mas este faz parte das artes desta pesca, fica aberto e espetado na berma do rio, funciona como camaroeiro.
Pescas na agua e esperar, de vez em quando levantar as pescas sempre para cima do chapéu, pois se vier alguma enguia agarrada ela cair lá dentro, mas delas nem sinal, ainda era cedo........ e sentados na margem do rio íamos conversando os dois, momentos importantes entre pai e filho, são estes momentos que fortalecem relações e nos fazem criar laços de amizade muito fortes.
As enguias teimavam em não dar sinal, mas para mim o dia estava a correr maravilhosamente, ouvir a agua a correr, os pássaros a cantar, as galinhas de agua a passarem assustadas de uma margem para a outra, faziam-me voltar uns anos atrás no tempo, em que eu menino passava grande parte das minhas férias no rio com amigos, a apanhar pássaros, caracóis e cágados entre outras bicharadas.
Mudamos de pesqueiro, andamos talvez uns 2 kms pela margem e lá encontramos um cantinho, e insistimos, a caminhada abriu o apetite, era hora de comer uma bucha para recuperar forças, meus amigos digo uma coisa, uma sandocha comida ali, ao ar livre em contacto com a natureza, é melhor que comer uma boa dose num bom restaurante, sem duvida nenhuma.


Depois de reconfortados, voltamos à pesca, sinto a cana tremelicar, será desta!!! Levanto devagar e era mesmo uma  boa enguia, acabou por largar-se antes de entrar no chapéu, ora bolas, são poucas e mesmo assim não as apanho, entretanto o João perde também uma da mesma maneira, tínhamos de ser mais rápidos no momento de levantar a pesca de modo a caírem dentro do chapéu.

O dia caminhava para o fim e foi nessa altura que finalmente conseguimos apanhar algumas enguias, eu apanhei 3, e o João 1, talvez por haver menos claridade influenciou nas capturas, pois foram praticamente seguidas já que o resto do dia não sentimos nada.


Chegava a hora de ir para casa, estávamos satisfeitos com a jornada, pois o que estava na lata já dava para o jantar de 10, se 9 não comessem é claro, ha ha ha....Acabamos por devolve-las ao rio, mas foi sem duvida um dia muito bem passado, que vai ficar guardado na nossa memória.
Fico satisfeito por ver que a poluição no rio diminui bastante, quando era miúdo o rio estava bem mais poluído e com pouca vida, agora existe mais vida nas aguas o que é animador, é sinal que algumas coisas que tem sido bem feitas e o dinheiro gasto não foi em vão.
A Câmara Municipal e as entidades que gerem os recursos hídricos, que continuem pois estão no caminho certo, também temos de dar os parabéns quando vemos que merecem, não podemos só dizer mal.
Uma ultima nota, no final da pescaria seja no rio ou no mar, não esquecer de levar todo o lixo do pesqueiro, não custa nada e a natureza agradece.
Um abraço a todos e bons lances seja no mar ou em agua doce.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Saber engodar não é para todos!!!!

A engodagem de pesqueiros a partir da costa é utilizada por muitos pescadores, mas não dominada por todos, não é o caso do protagonista deste video, chamem-lhe parvo!!!
Porque engodar não é só mandar sardinha migada ou qualquer outro tipo de engodo, é necessário saber trabalhar bem o engodo, é necessário escolher os sítios e horas certas para o fazer, para conseguir atrair e apanhar(ou tentar) os nossos peixes.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Isco Automático

Esta é mais uma ideia brilhante, estava eu a trabalhar na Charneca da Caparica quando passei pela loja  de pesca Casa Oliveira, como qualquer pescador parei e fui dar uma olhadela dentro da loja, mas o que me despertou interesse e curiosidade foi uma maquina de venda de isco 24 horas por dia, ou seja é uma maquina de venda de snack embutida na parede tipo multibanco, que foi convertida para venda de isco, no caso eram varios tipos de minlhocas, desde casulo a coreano, é só chegar colocar o dinheiro escolher o isco e carregar no botão e temos isco para a nossa jornada, muito à frente, isto é empreendedorismo puro.


Quanto á loja tem de tudo um pouco como na farmácia, tem material novo e também tem algum material vintage tipo reliquias. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Lagostins uma isca do tempo de CRISE

Em tempo de crise temos de arranjar maneira de poupar alguns trocos, agora que começaram as chuvas e existe mais água nos ribeiros e lagoas, os ditos lagostins aparecem  e é tempo de os apanharmos para servir de isco.
Material necessário para apanhar os ditos lagostins um carapau(ou outro tipo de peixe) para servir de isco um pouco de fio para prender o isco e um camaroeiro para os apanharmos.
Depois é só por a isca no fundo do ribeiro, esperar um pouco e levantar e com o camaroeiro apanha-los pois eles vem agarrados à isca.
Este isco é muito idêntico ao camarão(ou melhor) e isca-se da mesma maneira, descasca-se e coloca-se no anzol(se 1 for pouco meto 2). Isco bastante bom agora com aguas mais turvas serve para apanhar sargos, salemas, bodiões. Gosto deste isco vivo mas congelado é bom na na mesma.
Este dia não foi muito produtivo talvez por ser ainda o inicio das chuvas mas daqui prá frente uma hora de pesca enche quase o balde.
Se tiverem a possibilidade de conseguir este isco experimentem e depois digam como correu a pescaria.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...