Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um relógio vale mais que mil palavras

Caros seguidores e amigos deste espaço, como é normal cada jornada tem a sua história e esta não foi excepção.
 Por norma o final costuma ser mais feliz, mas desta vez a coisa correu menos bem, apesar de tudo ninguém se aleijou, partir uma perna tinha sido pior, mas mesmo sem um final feliz dá para nos rirmos e é mais uma daquelas histórias que ficarão eternizadas na memória.
No passado domingo dia 9 de Abril, a Associação Unidos da Pesca de Torres Vedras realizou o seu convívio anual de pesca desportiva, como é normal a equipa da Bordinheira  marcou presença, eu não fui excepção.
Os planos para a jornada estavam traçados, depois do sorteio lá nos fizemos à estrada, eu o meu pai e o João Cardoso, Porto Chão foi o local escolhido.
Depois de descermos a arriba, rapidamente preparamos os engodos, iscas e esticamos as canas e à hora indicada demos inicio à pesca.
O mar estava do meu agrado, mar manso mas com aquele toque a espumar o pesqueiro, sem hesitar a saltitar, eu e o João alcançamos a pedra pretendida, o mar já repontava e tínhamos de aproveitar ao máximo aquela horinha.
Pesqueiro bem engodado, toca de por as bóias à procura do peixe, ele deu sinal, encostaram uns sargos e umas salemas, mas a coisa não estava fácil, tanto eu como o João não estávamos a acertar na pesca, a maior parte do peixe ferrado acabava por ir embora, uns a partir e no meu caso a maior parte a desferrar, dava para ver que estávamos em dia não.
O tempo foi passando e tivemos de abandonar a pedra, no saco apenas uma salema e 2 sargos, recuamos um pouco e noutro buraco consegui matar mais um sargo.
Com a maré a subir rapidamente tivemos de ir procurar mais a sul novo cantinho, apostamos na Caldeira para ver se lá andavam os sargos, ainda que timidamente eles apareceram, tirei mais 2 e mais uma salema.

O vento soprava agora com alguma intensidade dificultando a nossa tarefa, o meu pai que tinha ficado um pouco mais a norte, veio ao nosso encontro, não tinha nada, juntamos os 3 a pescar, inesperadamente ele lá conseguiu livrar a grade com 2 robalos bem jeitosos, eu tirei mais um sargo.
O tempo não parava e a maré subia rapidamente, o trabalhar do pesqueiro não me agradava, era hora de procurar novo buraco.
Então eu e o João fomos um pouco mais a norte, apostei nas tainhas, apesar de não terem entrado muitas no pesqueiro, consegui apanhar 3, com a cota de agua certa fui ver se as salemas estavam num buraco que conheço, mas não estavam lá, ainda consegui apanhar mais 2 sargos.

Continuamos a insistir, mas o peixe não dava sinais de andar por ali, nisto chega o meu pai ao pé de nós, como estava dentro de agua perguntei que horas eram aos meus companheiros.
Desde que se avariou o meu relógio de pulso, para controlar as horas uso o telemóvel que fica sempre na mala, como o meu organismo está tão afinado, senti que já devia estar próximo da hora de acabar a pescaria, eles lá consultaram as horas e disseram que ainda faltava uma hora.
Estranhei bastante, pois tinha aquela sensação de já estar à pesca à muito tempo, não é que o tempo passado a pescar seja demais, é que à pesca o tempo parece que passa a voar e nem damos por ele passar.
Ainda questionei, mas como eles tinham visto no relógio do meu pai, confiei plenamente.
Mesmo sem estarmos a tirar ou sentir peixe, desistir não é comigo e como faltava ainda uma hora(???) fui fazer outro pesqueiro para ver se dava com mais um peixito.
Essa hora passou e peixe nem vê-lo, entretanto vejo o meu pai arrumar as tralhas dando o sinal do final da prova, ainda faço mais uns lançamentos pois sei que ele deixa de pescar uns minutos antes, é que a idade já pesa, e ele tem de subir a arriba com mais calma.
Eu e o João começamos a arrumar o material, já o meu pai ia a caminho do carro, como de costume vou à mala para tirar a maquina fotográfica e registar o resultado da pescaria, deu-me na curiosidade de pegar no telemóvel e ver as horas, qual não foi o meu espanto quando vi que eram já 14 horas e 27 minutos, sendo que a prova terminava às 13 e 30 minutos tínhamos estado a pescar fora de horas e já não podíamos nem conseguíamos entregar o peixe.
Fiquei de rastos, nem vontade tinha de tirar foto ao peixe, lá se foi todo o esforço de uma manhã de pesca.
Mas como é que isto aconteceu perguntei eu ao João que tinha visto as horas com o meu pai, ele viu as horas, disse que ainda não tinha acertado o relógio e pensamos que ainda faltava mais uma hora de pesca, por azar não estava mais nenhum pescador do convívio ali, pois teríamos visto ele arrumar as coisas e teríamos-nos questionado acerca das horas.
Afinal o meu organismo estava certo, ainda bem que não tinha uma grande pesca, pois a azia seria ainda maior.
Subo a arriba e quando chego ao carro, está o meu pai sentado calmamente a colocar o peixe no saco, eu rapidamente digo, escusas de por o peixe no saco pois já passou da hora, já não consegues entregar o peixe a horas.
Não passou nada, disse ele!!!!
Passou e bem, digo eu, confirma no relógio do carro?
São mesmo 14 e 35 minutos, mas que raio de confusão que fizemos?
Eu não sei, mas sei que já fomos, pois com a confusão dos acertos de horas, acrescenta hora, tira hora, nove fora nada, mais uns pozinhos, embrulharam tudo e a explicação tá dada.
Claro que a culpa também foi minha, é que já andava para comprar um relógio para a pesca à mais de um ano e nunca mais, toma lá que é para aprenderes.
Tralhas arrumadas no carro, lá seguimos caminho, inevitavelmente íamos conversando os 3 e tentando arranjar explicação para o sucedido, já conformados que nada mais havia a fazer, era aproveitar da melhor maneira o resto do dia de convívio, comer e beber bem para anestesiar a coisa he he he.
Ao chegar ao local da entrega do peixe, com a pesagem ainda a decorrer, já a malta estava preocupada com a nossa falta de comparência, assim que nos viram chegar atrasados perguntou se tinha acontecido alguma coisa de grave.
Contamos o sucedido e que não tinha acontecido nada de grave, perguntei se tinha saído muito peixe, mas a pesca tinha sido fraca de modo geral, para o mar que estava tinha dado pouco peixe, possivelmente a minha pesca tinha dado para ficar no 2º lugar e a do meu pai garantidamente nos 10 primeiros, mas é assim, na vida estamos sempre a aprender.
Depois de tudo isto, claro que fomos motivo de gozo para o resto do dia, e frases como temos de oferecer-te um relógio, para ti tem de ser um daqueles de parede bem grande para estares a pescar e a ver bem ao longe, melhor um daqueles com campainha tipo os das fabricas para tocar bem alto à hora certa, foram o prato forte do dia e ajudaram à festa animando o pessoal, o que vale é que o almoço e convívio estava do melhor, ajudando a esquecer o que se tinha sucedido.
Claro que a jornada não podia terminar sem a entrega dos prémios, o grande vencedor deste ano foi o Pedro Luís, capturou 23 tainhas e arrecadou também o prémio para o maior numero de exemplares, para ele os merecidos parabéns pois em pouco tempo tem-se revelado um grande pescador.

Em 2º lugar ficou o João Rodrigues e a fechar o pódio o Nuno Bernardes.


O maior exemplar foi uma tainha com 1,200kg capturado pelo Paulo Bernardes.

Por clubes a Bordinheira saiu vencedora e por equipas ganhou a equipa da ARCACEN.


Esta foi sem duvida uma jornada para mais tarde recordar, pelos piores motivos, ainda assim fica sempre algo de positivo para aprender, ficou bem patente que um relógio é quase tão importante como a cana de pesca he he he.
Cá vamos continuando na luta e vamos esperar por novas aventuras mas já com o relógio no pulso.
Saudações piscatórias e um grande abraço a todos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um numero bem redondinho

500.000 visualizações, um numero bem redondinho!!!
Este mês faz 7 anos que criei o blog, posso dizer que só tenho motivos para estar satisfeito, tenho conseguido estabelecer boas amizades, ao longo destes 7 anos realizei pescarias memoráveis, algumas são historias que nunca esquecerei, não pelos peixes que capturei mas pelo contexto em que foram vividas.
Não tenho duvidas que os objectivos foram largamente superados, tenho tentado cativar novos pescadores a participarem nos concursos de pesca, tenho tentado mudar mentalidades, coisa que se tem revelado um enorme desafio e tarefa bem complicada.
Tenho sido meio de divulgação e promoção dos mesmos, além de divulgar o tipo de pesca que mais gosto de fazer Bóia Ligeira.
Como nem tudo é um mar de rosas, também tive algumas criticas e arrufos, na minha cabeça não importa se falam bem ou mal, o importante é continuar a ser a pessoa que sempre fui, e se mudar que seja para melhor.
Quero ainda deixar um agradecimento a todos seguidores e amigos deste meu/nosso diário de pesca, tem sido uma enorme satisfação partilhar historias de pesca com todos vós.
Deixo esta fotomontagem que publiquei quando completei as 50.000 visitas, pois a mensagem passada no video continua a ser a mesma, divertir-me e estar com bons amigos que partilham o gosto por este nosso desporto, a PESCA.
Muito obrigado a todos os que de uma forma ou de outra fazem parte desta história.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Boas Festas

Olá, desejo a todos vocês um óptimo Natal e um Ano Novo com muita saúde, prosperidade.
Que o ano que vai chegar seja muito melhor do que esse que está a ir embora.
Um grande abraço a todos.
Boas Festas e claro está bons lances a todos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Mau cheiro persistente

Este é um post bastante útil para os pescadores, aborda um tema algo nauseabundo, principalmente para as esposas, namoradas ou até mesmo amantes de pescadores, que detestam este odor.
Manusear iscos ou peixe deixa quase sempre um cheiro nada agradável nas mãos, principalmente a sardinha, quem é pescador de bóia em que a sardinha é a base principal, seja para isco ou para engodo, sabe bem do que estou a falar, mesmo depois de se lavar as mãos varias vezes o cheiro a peixe permanece por muito tempo.
Depois de pescar, amanhar, limpar o peixe, há algumas opções que ajudam a remover o cheiro a peixe das mãos, escolham o que for mais fácil para vocês.
Corte um limão em pedaços, e depois esprema o limão nas mãos e esfregue.
 Esfregar as mãos com pasta dos dentes também resulta, depois passar por com água, para melhorar os resultados repetir novamente.
Para evitar estes cheiros de iscas de engodos, e até mesmo de peixe, pode ainda optar pela pesca com amostras, vulgo spinning, esta é uma das vantagens neste tipo de pesca, não deixa cheiros, as grades que apanhamos ao spinning também ajudam, pois evita ter de amanhar peixe he he he.
Fica a dica, simples, fácil e as vossas esposas agradecem ;)
Abraços e bons lances.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os Senhores dos Mares

Após alguns meses sem publicar, por vários motivos, decidi voltar ao activo e continuar a dar vida a este espaço de partilha.
Para recomeçar nada melhor que colocar alguma lenha na fogueira, claro que a carapuça fica para quem a enfiar, já que vou dissecar um tema bastante peculiar e corrente dos pescadores dos dias de hoje, em especial dos mais ligados às novas tecnologias do mundo da web.
Nos dias que correm, após as jornadas piscatórias é natural e normal que os pescadores as fotografem, relatem e que as partilhem  em blogs, fóruns ou no facebook.
Para alguns é uma forma de partilhar conhecimentos, para outros uma maneira de travar novas amizades com pessoal que se identifica com as suas publicações, para uma minoria apenas uma forma de enaltecer os seus feitos.
Eu pessoalmente gosto de partilhar tudo, sem segredos, sem hipocrisia, sem falsidade, considero-me um pescador mediano, que muito tenho ainda para aprender, sempre em evolução constante.
Gosto de pescadores que partilham seus feitos, exemplares de sonho, peixes de uma vida, todas as suas conquistas estoicamente alcançadas, com muito suor e dedicação, carregadas de mérito, com muitas horas passadas no mar, com um estudo aprofundado de todas as variáveis e condicionantes que tornaram possíveis essas capturas, muito tempo e dinheiro investido, tanto em material, como em deslocações ao mar.
A meu ver são pescadores idolatrados como Deuses, são verdadeiros Ídolos no mundo da pesca, tal é a regularidade com que conseguem tais feitos, publicam fotos vangloriando-se, inchados dos pés à cabeça, eu sentiria o mesmo certamente se os realizasse.
Mas é para mim muito difícil aceitar e tolerar a falta de humildade, de sensibilidade e acima de tudo a ganancia que demonstram, ficam chateados se perguntam como foi pescado, onde foi pescado, com que isca foi pescado, chegando mesmo a minimizar e ridicularizar quem o faz.
Gostam apenas de ser reconhecidos como grandes pescadores, verdadeiros filósofos piscatórios,  novos ideologistas da pesca, pescadores que de lúdicos tem muito pouco, já que grossa parte do peixe capturado é para venda e não para consumo próprio, grande parte destes acham-se senhores donos do mar .
Esquecem-se de que quando começaram a pescar, pouco ou nada sabiam, foram aprendendo vendo outros pescadores, seus ídolos na altura, que lhes seguiram os passos, ouvindo aqui e ali alguns segredos e pesqueiros, uns de forma inconsciente outros nem tanto, que aprenderam lendo revistas de pesca ou pesquisando na Internet.
Após as suas publicações, ficam extremamente irritados ao verem os spots secretos invadidos por pescadores em busca do exemplar de uma vida.
Este é o preço a pagar pela fama, deviam conseguir viver com isso, adaptando-se da melhor maneira possível, ou então não publiquem nada, assim nunca os questionam, não os perseguem, ninguém os imita, nem lhes rouba os spots, bem sei que o termo roubar é uma palavra forte, mas muitos intitulam-se donos dos mesmos tal é a regularidade com que os frequentam.
Afinal de contas tornam-se vitimas do seu próprio ego, é o reverso da medalha, estas são as consequências do merecido reconhecimento.
Para finalizar deixo apenas uma citação muitas vezes mencionada por esses mesmos pescadores, «Os peixes já apanhados ninguém os volta a apanhar».
Abraços, bons lances e boas publicações.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mergulho no desconhecido

Uma outra maneira de ver o oceano ;)
Bem diferente,  mas de uma beleza extrema.


Eles que se cuidem he he he

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Pela boca morre o peixe!!!

Je suis Portugal!!!!


É mesmo caso para se dizer que pela boca morre o peixe he he he...
Pela boca e não só, foi uma vitória humilde, bem merecida, muito suada e com sabor muito especial.
Viva PORTUGAL, somos campeões Europeus.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Hoje é pra nós!!!

Se existem dias para tudo, porque não termos também um dia também para nós «PESCADORES», esse dia é hoje.
Assim sendo feliz dia para todos os pescadores e pescadoras.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Invasão, um bom sinal

Ora ai está mais uma boa noticia ecológica para o concelho de Torres Vedras.
Para quem não sabe, o rio Sizandro tem 40kms de extensão, nasce na Sapataria, concelho do Sobral de Monte Agraço, percorre 40kms até desaguar na Praia da Foz, grande parte deles no concelho de Torres Vedras.
Depois de à umas décadas atrás, ser um rio morto, praticamente um esgoto a céu aberto, o cenário tem vindo progressivamente a mudar para melhor, diga-se de passagem, para muito melhor.

Nos últimos anos foram as tainhas a invadirem o Sizandro, desde a Foz até Torres Vedras, que já era um bom sinal, chegou agora a vez de repovoar o sizandro com os Ruivacos.


Ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale, família: Cyprinidae). este peixe em vias de extinção, tem o estatuto de conservação de "criticamente ameaçado" de acordo com os critérios do livro vermelho publicado pelo ICNB (1991). 
Trata-se de uma espécie de peixe endémica da região e que, actualmente, apenas existe nestes dois rios da Estremadura - Alcabrichel e Sizandro.



Depois de reproduzidos em cativeiro, a QUERCUS fez esta semana a libertação de mais algumas centenas destes exemplares em Runa, agora é esperar que a natureza se encarregue de os multiplicar, para que deixem de ser uma espécie em vias de extinção, povoando abundantemente este afluente.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Escuta, sempre alerta para servir

Caros leitores, como já sabem, este ano abracei um novo projecto na secção de pesca da Bordinheira, agora como presidente a responsabilidade aumenta substancialmente, certamente vai trazer-me mais encargos, chatices e trabalho, mas ser o representante máximo de uma boa equipa, onde todos nos apoiam é um privilégio a que não podia negar.
Hoje vou relatar a jornada inicial do Campeonato de Pesca da Bordinheira 2016, que teve inicio este domingo passado, contou com 55 pescadores, um numero bastante positivo, que faz antever um campeonato bastante renhido e disputado.
Para mim esta jornada piscatória ia ser bastante curta, ia pescar apenas hora e meia, já que tinha um compromisso de pai, ao qual não podia faltar, o meu júnior ia completar mais uma etapa na sua formação escutista, tinha de estar presente e ser testemunha na celebração deste seu passo. 
Como tal, o plano de pesca para esta jornada foi pensado de modo a rentabilizar da melhor maneira esse pouco tempo de pesca, o objectivo era bem modesto, apanhar um peixinho para safar a grade.
O spot tinha de estar com boas condições, tinha de ser o mais próximo de casa possível, não podia esperar pela hora certa da maré, como tal a Praia Azul pareceu-me ser a opção que reunia essas condições.
Para não perder um minuto de pesca, o engodo de sardinha já ia preparado, bem como os filetes de sardinha para isco, as canas de bóia também iam montadas, era chegar ao mar e por tudo a funcionar.
Antes de ir para o mar, ainda teria de fazer as honras de boas vindas e receber a malta na sede, durante a concentração dar uma pequena palestra sobre o regulamento da prova, antes de arrancarmos para o mar.
Só depois de todo o trabalho feito, arranquei para a pescaria, chegado ao mar foi só esticar a cana, engodar o pesqueiro e por a bóia na agua, mal tinha acabado de lançar, quando ai a recuar e inesperadamente a cana verga com peixe a puxar por ela, uns segundos de luta e o objectivo de safar a grade estava cumprido, um sargo na lata logo ao primeiro lançamento fez-me pensar que eles estavam ali em força. 
Claro que foi mera ilusão, depois deste peixe madrugador, até ter de arrancar a fundo para casa, não consegui apanhar mais nada.
Em passo aceleradissimo cheguei a casa, tomei banho e mudei de roupa para ir para a cerimónia de promessa escutista, na igreja da freguesia. 
O antigo Lobito João Franco entrava agora numa nova etapa, após a sua promessa passou a ser Explorador, a partir deste momento já é oficialmente um escuteiro.

Para quem não conhece, deixo aqui os princípios básicos e leis, pelas quais se regem os escuteiros, que foram pronunciados durante a sua promessa. 

“Prometo pela minha honra, e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
- Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria.
- Auxiliar os meus semelhantes em todas as circunstâncias.
- Obedecer à Lei do Escuta.”

A Lei do Escuteiro

1º - A honra do Escuta inspira confiança
2º - O Escuta é Leal
3º - O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção
4º - O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas
5º - O Escuta é delicado e respeitador
6º - O Escuta protege as plantas e os animais
7º - O Escuta é obediente
8º - O Escuta tem sempre boa disposição de espírito
9º - O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio
10º - O Escuta é puro nos pensamentos, palavras e acções

Penso serem boas directrizes de vida e que para muito boa gente fazem falta, deviam ser princípios transversais ao mundo escutista, dai vivermos numa sociedade egoísta e sem grandes valores morais.
Depois da cerimónia concluída, ainda com a máxima escutista SEMPRE ALERTA PARA SERVIR, lá voltei para o mundo da pesca e fui cumprir os meus deveres, não de escutista, mas sim de presidente.
Fui realizar a pesagem do pescado, almoçar, premiar os vencedores desta jornada e claro está conviver com esta gente amiga.



Quanto aos resultados piscatórios, esta não foi uma jornada de fartura nem de qualidade, as tainhas foram praticamente os únicos peixes capturados, entre os 55 pescadores apenas saíram 4 sargos.
O grande vencedor desta jornada foi o Miguel Serra com 8610pts, afirmando-se logo na primeira prova, como um potencial vencedor do campeonato, será este o ano do Miguel??? Só o tempo o dirá.
Em 2º lugar ficou o Carlos Ferreira com 6900pts, um estreante nestas andanças, já brilhou e conseguiu por o resto da malta em sentido, muito bom, está de parabéns.

A fechar o pódio com 6370pts ficou o Octávio, eu apesar de tudo fiquei em 22º lugar com 1180pts o que faz com que tenha de me aplicar para conseguir subir na tabela classificativa.
Vamos aguardar pela 2ª prova e ver como corre.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Hoje é o dia

Com o tempo que está, pesca é para esquecer,  nada mais apropriado para celebrar o dia de São Valentim com a cara metade.
Feliz dia dos Namorados para todos, porque o amor é Fish ;)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nem tudo é mau

Ora viva caros amigos, como estamos na força máxima da época robaleira, ultimamente tenho dedicado todas as minhas idas ao mar, praticando a modalidade de spinning, com vinis, mas acima de tudo com amostras rígidas.
Em mente levo sempre a ideia de apanhar algum robalo de bom porte, mas após algumas investidas, com vários tipos de mar e altura de maré, os resultados tem sido fracos no que toca a peixe.

Até agora penas um kileiro se fez à amostra, e acabou num tabuleiro coberto de sal.
Apesar de tudo tenho passado excelentes momentos no mar, partilhando jornadas com outros colegas, este tipo de pesca tem este lado positivo.

Aqui a somar mais uma grade na companhia do Luciano Inácio, pescador do blog Grades na Praia.



Na ultima saída, na companhia do Eduardo não foi grade, mas andou lá perto ;)










Até começarem as provas competitivas, vou continuando a insistir, pode ser que a sorte me sorria, se isso acontecer vocês serão os primeiros a saber.
Abraços e bons lances a todos.
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