Com o final do ano a correr de feição no que toca ao spinning e como não à 2 sem 3, tive de voltar ao mar para mandar umas amostras e ver se continuava de mão quente.
Uma vez que tinha a viagem de trabalho a Cabo Verde marcada, não podia ir sem me despedir do nosso mar, desta vez não fui à leitaria, pois a maré não era de feição, assim saí bem cedo, Porto Chão como destino pensado.
Pelo caminho, cruzei-me com o Luís Tomás, curiosamente ia a sair de casa para ir também ao mar mandar uns plásticos, parei o carro e como a noite estava fria paramos nas bombas para beber um café e colocar a conversa em dia.
Depois do café tomado, seguimos caminhos diferentes, isto da pesca é mesmo assim, cada cabeça sua sentença, eu nisso sou um bocado teimoso, se já ia com a ideia num pesqueiro, muito dificilmente mudo de ideias.
De lanterna na cabeça, desci a arriba de Gentias, a maré já descia, o mar já não estava manso, estava com um bom toque, bem certinho, comecei a bater todos os buraquinhos, ora com amostras, ora com vinis, mas do peixe nem sinal, entretanto amanheceu e desceram mais pescadores que ao buldo tentavam a sua sorte.
Sem sentir peixe, fui explorando mais a norte, até chegar ao Porto Chão, aproximo-me de um pescador e pergunto se já tinha tirado algum, negativo, também não tinha nada.
A maré já repontava, fico 20mts ao lado do pescador, olho para o pesqueiro e pego na amostra Daiwa SP Minnow sardinha, puxo bem da culatra atrás e lá vai ela certinha parece que tinha olhos he he he já que 3 maniveladas depois lá estava o carreto a cantar ZZZZZZZZzzzz......bela arrancada a levar fio e a cana bem dobrada, com aquela distancia toda e a fazer um trabalho daqueles vi logo que era um bom peixe.
Com calma fui trabalhando o peixe, que dignamente deu uma bela luta, pensava que tinha novamente um torpedo daqueles que faz bater o coração a mil.
O peixe insistia em procurar refugio das pedras, tive de o desviar e tentar encaminha-lo para uma zona mais acessível, o outro colega que lá estava nem se deu ao trabalho de me ajudar, tal era a azia de ter chegado ao lado dele e ao 1º lance ferrar logo um.
Eu nesta situação de peixes grandes, ajudo seja ele quem for, mas pronto, com muita calma acabei por encalha-lo e deitar-lhe a mão.
Era em belo robalo, mas não tão grande como pensava, tinha 4,100kg, depois de o colocar no saco continuei a insistir, mas até ao final da jornada não deu mais nada.
Foi sem duvida uma boa despedida, agora estou a ressacar em Cabo Verde com falta de pesca, por excesso de carga no avião, o meu material ficou retido em Lisboa, já conto os dias para voltar a pegar numa cana, sentir aquela maresia e frio matinal, para ver se ainda não perdi o jeito e se a mão ainda está quente he he he.
Quando voltar, que será em breve, conto como correu a 1ª saída, grande abraço a todos e boas varadas.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Despertador para que te quero
Caros amigos, depois de saber que os robalos andavam pela
zona, com 7 peixes apanhados num dia(2 pescas), não podia faltar à chamada e
fazer o romper do dia novamente.
Então combinei uma jornada a 2 tempos, amanhecer ao spinning
e depois uma pesca à bóia, o meu júnior antes do regresso às aulas queria ir
matar saudades de uma pescaria e eu queria ver se apanhava mais alguns peixes
compridos, não era sensato fazê-lo sair da cama pelas 5 da matina e com o frio
que se fazia sentir ainda pior.
A ideia era eu ia spinnar com o Tiago Lucas e pelas 9 horas
ele ia com o avô lá ter connosco para uma jornada à bóia, assim dava para tudo
e para todos.
A coisa até tinha funcionado bem, não fosse eu estar todo
estoirado, é que depois de uma directa o despertador tocou, eu basicamente
desliguei-o e fiquei a dormir é muita dureza.
Quando acordei perto das 7 e
meia, já era tarde para cumprir com o plano na sua totalidade e fique-me apenas
pela jornada de bóia em família.
Lá nos fizemos os 3 à estrada, com o mar manso e aguas
abertas, a solução foi procurar um pesqueiro mais fundo, onde fizesse alguma
feição e espumasse alguma coisa para ver se enganávamos uns sargos.
Acabamos por apostar em São Lourenço, um local pouco
frequentado por mim, mas bom para estar com o meu júnior, já que é um pouco
mais alto e livre de banhos.
Após tudo preparado, canas montadas com 0,18mm e bóias de
6grs, engodo feito com sardinha e areia, para isco a rainha das iscas, beliscos
de sardinha.
Após engodar o pesqueiro o júnior foi o primeiro a fazer
peixe, com um belo sargo, depois disso mais alguns sarguinnhos devolvidos.
Desapareceram os sargos e entraram no pesqueiro umas
salemas, que após proporcionarem boas lutas, foram sendo devolvidas.
Com a maré a descer, deixamos de sentir peixe, acabamos por
ir procurar novo canto para terminar a jornada, foi mesmo por baixo do forte
que demos com mais uns sargos e mais umas salemas.
A jornada fica marcada por mais um momento engraçado, o meu
júnior acabara de perder um peixe que levou o anzol, como andavam lá salemas,
pensou que tinha sido uma que com aqueles dentinhos terríveis tivesse cortado a
linha.
Pouco depois eu ferro um bom peixe, era um sargo lutador,
após trabalhar o peixe, encalho-o em cima da pedra, o miúdo foi lá e agarrou
nele, olha para a boca do peixe e tinha 2 anzóis he he he , um era meu e o
outro era o dele, afinal não foi uma salema que ele tinha perdido, foi este
sargo esfomeado, que depois de ferrado arrancou para algum buraco e cortou imediatamente
o fio.
Foi logo uma guerra do caraças, ele dizia que aquele peixe
era dele, ele é que o devia ter tirado e não eu, já que foi ele o primeiro a
ferra-lo, para ajudar à discussão foi o maior da jornada.
Sem duvida bons momentos passados no mar, já se fazia tarde
e a barriga pedia almoço, demos por terminada a jornada com 8 sargos na lata, o
jantar estava garantido e estes foram direitinhos para a grelha, fresquinhos
como tanto gostamos.
Devido ao cansaço desta vez safaram-se os robalos, mas não
por muito mais tempo digo eu, o Tiago não vacilou e foi á leitaria safar a grade com um quileiro.
Abraços a todos e bons lances.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Últimas gotas da Leitaria Costa???
Depois de uma grande manhã de spinning, bastante produtiva, não podia deixar passar a oportunidade de lá voltar ao final do dia ver se lá tinham ficado esquecidos mais alguns robalos.
Como em equipa que ganha não se mexe, bem antes da hora combinada lá estava eu à espera do amigo Tiago Lucas para mais uns disparos.
Assim que ele chegou, já eu estava preparadíssimo, fato vestido e cana montada, o sol ainda estava alto, mas a vontade de entrar na agua era mais que muita, mar um pouco mais calmo que de manhã e agua mais aberta, faziam prever que o peixe ia aparecer mais durante a noite.
Fora essas suspeitas, em jeito de brincadeira ia dizendo ao Tiago, parece que já os estou a ver, vou por uma matadora e vou matar um ao primeiro lançamento,
Em passo de corrida, pois a cota de agua estava no ponto, fomos caminhando para o tal spot, apostei numa amostra que afunda pouco, uma Dansel Satya imitação de sardinha, apesar de já ter alguma agua, não tinha agua suficiente para amostras que afundem mais.
Salto para cima de uma pedra, puxo a colátra e lanço, 3 maniveladas e Tau, ZZZ…zzz carreto a cantar, digo ao Tiago, já lá tenho um e não é mau, trabalho o peixe e coloco em seco, um peixe engraçado na casa dos 2 quilos.
O Tiago começou logo a chamar-me leiteiro, é normal, parecia que tinha premeditado tudo e não é que calhou mesmo como tinha previsto, ele há coisas do diabo, estava mesmo em dia de mão quente.
Peixe no saco e voltei ao ataque, passados alguns minutos, novamente outro ferrado, este um pouco mais pequeno não deu tanta luta e em menos de nada estava na minha mão.
O Tiago insistia, mas sem sucesso, estava desmotivado pois já previa outra grade, continuamos a insistir, o sol já desaparecia no horizonte, dando lugar à noite, fui mudando de amostra, mas parecia que ali não andava mais peixe.
Fomos batendo outros cantos, a maré já descia até que finalmente o Tiago livra a grade com um peixe jeitoso, na bitola dos 2 kg, mudo novamente para a Dansel Satya, e passados poucos lances nova ferragem, após umas boas arrancadas, o peixe veio para terra e aproveitei a rebentação para lhe deitar a mão, outro peixe engraçado.
Ali continuamos a insistir, mas para mim a pesca estava feita, ainda fui tentar em mais 2 cantinhos, mas não tropecei em mais nenhum.
Já no regresso ao carro o Tiago insiste num cantinho e foi premiado com o maior peixe da noite, claro que insistimos mais um bocado, mas ficou por aqui.
3 peixes para mim e 2 para o Tiago, não foi mau, assim um gajo até fica mal habituado, já quase não sei o que é gradar.
Os olhos de cansaço não enganam, mas quando o peixe colabora a moral anda sempre em altas e obrigatoriamente temos de insistir.
Como a Leitaria Costa continuava aberta, na manhã seguinte ficou combinada nova investida, mas esta seria dividida em 2 partes, amanhecer ao spinning e manhã de bóia com o meu filho e o mau pai, resta saber se continuava a dar bons resultados.
Como em equipa que ganha não se mexe, bem antes da hora combinada lá estava eu à espera do amigo Tiago Lucas para mais uns disparos.
Assim que ele chegou, já eu estava preparadíssimo, fato vestido e cana montada, o sol ainda estava alto, mas a vontade de entrar na agua era mais que muita, mar um pouco mais calmo que de manhã e agua mais aberta, faziam prever que o peixe ia aparecer mais durante a noite.
Fora essas suspeitas, em jeito de brincadeira ia dizendo ao Tiago, parece que já os estou a ver, vou por uma matadora e vou matar um ao primeiro lançamento,
Em passo de corrida, pois a cota de agua estava no ponto, fomos caminhando para o tal spot, apostei numa amostra que afunda pouco, uma Dansel Satya imitação de sardinha, apesar de já ter alguma agua, não tinha agua suficiente para amostras que afundem mais.
Salto para cima de uma pedra, puxo a colátra e lanço, 3 maniveladas e Tau, ZZZ…zzz carreto a cantar, digo ao Tiago, já lá tenho um e não é mau, trabalho o peixe e coloco em seco, um peixe engraçado na casa dos 2 quilos.
O Tiago começou logo a chamar-me leiteiro, é normal, parecia que tinha premeditado tudo e não é que calhou mesmo como tinha previsto, ele há coisas do diabo, estava mesmo em dia de mão quente.
Peixe no saco e voltei ao ataque, passados alguns minutos, novamente outro ferrado, este um pouco mais pequeno não deu tanta luta e em menos de nada estava na minha mão.
O Tiago insistia, mas sem sucesso, estava desmotivado pois já previa outra grade, continuamos a insistir, o sol já desaparecia no horizonte, dando lugar à noite, fui mudando de amostra, mas parecia que ali não andava mais peixe.
Fomos batendo outros cantos, a maré já descia até que finalmente o Tiago livra a grade com um peixe jeitoso, na bitola dos 2 kg, mudo novamente para a Dansel Satya, e passados poucos lances nova ferragem, após umas boas arrancadas, o peixe veio para terra e aproveitei a rebentação para lhe deitar a mão, outro peixe engraçado.
Ali continuamos a insistir, mas para mim a pesca estava feita, ainda fui tentar em mais 2 cantinhos, mas não tropecei em mais nenhum.
Já no regresso ao carro o Tiago insiste num cantinho e foi premiado com o maior peixe da noite, claro que insistimos mais um bocado, mas ficou por aqui.
3 peixes para mim e 2 para o Tiago, não foi mau, assim um gajo até fica mal habituado, já quase não sei o que é gradar.
Os olhos de cansaço não enganam, mas quando o peixe colabora a moral anda sempre em altas e obrigatoriamente temos de insistir.
Como a Leitaria Costa continuava aberta, na manhã seguinte ficou combinada nova investida, mas esta seria dividida em 2 partes, amanhecer ao spinning e manhã de bóia com o meu filho e o mau pai, resta saber se continuava a dar bons resultados.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Na Leitaria Costa 2 recordes batidos duma só vez
Pois bem caros amigos e seguidores e leitores do blog, tal como prometido irei retomar as lides dos relatos aqui no blog, do qual andei afastado e praticamente inactivo durante estes 2 últimos anos.
Com o final do ano à porta, escasseiam as provas de pesca desportiva de competição, é a altura ideal para desenjoar da pesca à bóia e ir tentar apanhar uns robalos ao spinning.
Esta jornada tem a sua historia, tal como muitas outras, neste caso muito peculiar, mais uma daquelas que ficam para sempre.
Vou começa-la assim, estava eu em casa com a cabeça feita num 8 por causa das novidades que tinha acabado de receber no trabalho, teria que ir a Cabo Verde durante 3 semanas, isto caiu como uma bomba.
Esta situação tirou-me completamente o sono, voltas e voltas na cama, mas pregar o olho nada.
Para ajudar à falta de sono, estava na minha semana de piquete nocturno, sempre na expectativa que o telemóvel tocasse para me chamarem para alguma urgência nocturna, ficando assim com o dia livre para ir pescar, se calhar era mesmo isto que me estava a tirar o sono, e não o trabalho.
Se por acaso isso acontecesse já tinha a coisa combinada com o amigo Tiago Lucas que estava de férias e ia fazer o romper da manhã ao spinning.
Para agravar a minha situação de ansiedade, acabara de ser expulso da cama, devido da minha inquietude que estava a perturbar o sono da minha santa esposa, não hesitou em mandar-me ir para o sofá, cenas típicas de casais he he he.
Era 1 da manhã, vou para a sala, ligo a televisão e começo e fazer zaping até que fiquei a ver um filme que me despertou atenção.
Por volta das 2 da manhã toca o telefone, era a tal avaria que precisava, levantei-me do sofá e em 3 tempos estava fardado e a sair para o trabalho.
Comecei logo a fazer contas de cabeça, tenho de despachar o trabalho cedo, para ver se consigo estar no mar por volta das 7 da manhã.
A coisa correu bem, despachei o trabalho bem cedo como queria e ás 6 da manhã estava em casa a trocar a farda de trabalho pela da pesca.
Tudo pronto e vai ele que nem um desalmado, chegado ao local combinado, a presei-me a colocar as amostras a trabalhar, fui caminhando ao encontro do Tiago, fazendo meia dúzia de lances nos cantinhos onde fazia feição.
Entre algumas trocas de amostras, e pontos quentes batidos sem resultados, lá dei com o Tiago Lucas que estava com o primo a tentarem a sorte mas sem um único toque.
Ainda era escuro, mas aproximava-se aquela hora fatal, o crepúsculo, após 2 dedos de conversa, uma nova troca de amostra, desta feita para uma Vega AKADA cavala, ao 2º ou 3º lançamento TAU, drag a cantar e pouco depois estava cá fora um bom robalo, na casa dos 2kg, já me sentia satisfeito pois a grade estava safa.
Peixe no saco e toca de mandar mais uns lançamentos, sempre na expectativa de ter sorte novamente, mas parecia ser aquele o único que por ali andava.
Com a maré praticamente cheia, puxo da Silent Assasine, aquela amostra que apenas uso em situações que me garantam que não vai lá ficar agarrada em alguma pedra.
Poucos lançamentos feitos e TAU novamente, desta feita ferrou praticamente na rebentação, após uma arrancadas, cá estava ele fora da água.
Acelero o passo para aproveitar o momento, novos lançamentos e mais um da mesma bitola no saco e mais 2 que desferraram pelo caminho.
Parecia que tinha mel o raio da amostra, não é que em pouco mais de meia hora fez 4 ferragens, o Tiago e o primo nem um toque, já me chamavam de leiteiro.
Lá continuei a insistir, e pouco depois tinha outro na ponta da linha, ZZZZZZ....zzzzzzzz...este parecia-me maior, e digo ao Tiago que me estava a ajudar, este deve ter 3,5kg, é um bom peixe.
Com calma fui tentando encalhar o peixe, ele estava já ali na rebentação, mas como ainda era de noite não queríamos apontar lanternas para a agua, tentei aproveitar uma onda para o colocar a seco, ele veio cá acima, foi só ai que já com a lanterna acesa virados para terra, que vimos o tamanho do bicho, mas não lhe conseguimos por a mão em cima.
É um grande peixão dizia o Tiago, tem calma pá!!!
2 ou 3 ondas depois lá o consegui fazer subir novamente e deitar-lhe a mão, sorriso de orelha a orelha e claro uma enorme satisfação, mas que belo robalo, peixe de uma vida mesmo.
Pesado na hora com a balança do Tiago acusou 6,750kg, recorde pessoal batido, foi sem duvida a cereja no topo do bolo.
Ainda insistimos mais, mas não deu mais nada, a Leitaria como carinhosamente o Tiago Lucas apelidou aquele cantinho, já estava seca he he he
Outro recorde batido foi o numero de exemplares capturados numa só pesca, era de 3 peixes e passou a ser de 4.
Um agradecimento especial aos meus companheiros de jornada, pela companhia, pela ajuda, pelo empréstimo de um saco para o peixe, já que o meu era pequeno, não estou habituado a tanto peixe he he he e pelas fotos, só assim é que imortalizamos estes momentos únicos para o resto da vida.
Já em casa o pescador mais novo da dinastia Franco também quis tirar uma foto com o peixe e o bichinho do spinnig já lhe desperta bastante interesse, insiste em querer lá ir mandar umas amostras, por vários motivos mas principalmente a segurança, acho que ainda é cedo para se iniciar neste tipo de pesca, talvez para o ano vá.
Claro que após esta manhã de spinning bastante produtiva, tínhamos de lá voltar para fazer o anoitecer, e ver se a Leitaria Costa tinha mais alguns peixes para nos dar, mas isso fica para um próximo relato.
Com o final do ano à porta, escasseiam as provas de pesca desportiva de competição, é a altura ideal para desenjoar da pesca à bóia e ir tentar apanhar uns robalos ao spinning.
Esta jornada tem a sua historia, tal como muitas outras, neste caso muito peculiar, mais uma daquelas que ficam para sempre.
Vou começa-la assim, estava eu em casa com a cabeça feita num 8 por causa das novidades que tinha acabado de receber no trabalho, teria que ir a Cabo Verde durante 3 semanas, isto caiu como uma bomba.
Esta situação tirou-me completamente o sono, voltas e voltas na cama, mas pregar o olho nada.
Para ajudar à falta de sono, estava na minha semana de piquete nocturno, sempre na expectativa que o telemóvel tocasse para me chamarem para alguma urgência nocturna, ficando assim com o dia livre para ir pescar, se calhar era mesmo isto que me estava a tirar o sono, e não o trabalho.
Se por acaso isso acontecesse já tinha a coisa combinada com o amigo Tiago Lucas que estava de férias e ia fazer o romper da manhã ao spinning.
Para agravar a minha situação de ansiedade, acabara de ser expulso da cama, devido da minha inquietude que estava a perturbar o sono da minha santa esposa, não hesitou em mandar-me ir para o sofá, cenas típicas de casais he he he.
Era 1 da manhã, vou para a sala, ligo a televisão e começo e fazer zaping até que fiquei a ver um filme que me despertou atenção.
Por volta das 2 da manhã toca o telefone, era a tal avaria que precisava, levantei-me do sofá e em 3 tempos estava fardado e a sair para o trabalho.
Comecei logo a fazer contas de cabeça, tenho de despachar o trabalho cedo, para ver se consigo estar no mar por volta das 7 da manhã.
A coisa correu bem, despachei o trabalho bem cedo como queria e ás 6 da manhã estava em casa a trocar a farda de trabalho pela da pesca.
Tudo pronto e vai ele que nem um desalmado, chegado ao local combinado, a presei-me a colocar as amostras a trabalhar, fui caminhando ao encontro do Tiago, fazendo meia dúzia de lances nos cantinhos onde fazia feição.
Entre algumas trocas de amostras, e pontos quentes batidos sem resultados, lá dei com o Tiago Lucas que estava com o primo a tentarem a sorte mas sem um único toque.
Ainda era escuro, mas aproximava-se aquela hora fatal, o crepúsculo, após 2 dedos de conversa, uma nova troca de amostra, desta feita para uma Vega AKADA cavala, ao 2º ou 3º lançamento TAU, drag a cantar e pouco depois estava cá fora um bom robalo, na casa dos 2kg, já me sentia satisfeito pois a grade estava safa.
Peixe no saco e toca de mandar mais uns lançamentos, sempre na expectativa de ter sorte novamente, mas parecia ser aquele o único que por ali andava.
Com a maré praticamente cheia, puxo da Silent Assasine, aquela amostra que apenas uso em situações que me garantam que não vai lá ficar agarrada em alguma pedra.
Poucos lançamentos feitos e TAU novamente, desta feita ferrou praticamente na rebentação, após uma arrancadas, cá estava ele fora da água.
Acelero o passo para aproveitar o momento, novos lançamentos e mais um da mesma bitola no saco e mais 2 que desferraram pelo caminho.
Parecia que tinha mel o raio da amostra, não é que em pouco mais de meia hora fez 4 ferragens, o Tiago e o primo nem um toque, já me chamavam de leiteiro.
Lá continuei a insistir, e pouco depois tinha outro na ponta da linha, ZZZZZZ....zzzzzzzz...este parecia-me maior, e digo ao Tiago que me estava a ajudar, este deve ter 3,5kg, é um bom peixe.
Com calma fui tentando encalhar o peixe, ele estava já ali na rebentação, mas como ainda era de noite não queríamos apontar lanternas para a agua, tentei aproveitar uma onda para o colocar a seco, ele veio cá acima, foi só ai que já com a lanterna acesa virados para terra, que vimos o tamanho do bicho, mas não lhe conseguimos por a mão em cima.
É um grande peixão dizia o Tiago, tem calma pá!!!
2 ou 3 ondas depois lá o consegui fazer subir novamente e deitar-lhe a mão, sorriso de orelha a orelha e claro uma enorme satisfação, mas que belo robalo, peixe de uma vida mesmo.
Pesado na hora com a balança do Tiago acusou 6,750kg, recorde pessoal batido, foi sem duvida a cereja no topo do bolo.
Ainda insistimos mais, mas não deu mais nada, a Leitaria como carinhosamente o Tiago Lucas apelidou aquele cantinho, já estava seca he he he
Um agradecimento especial aos meus companheiros de jornada, pela companhia, pela ajuda, pelo empréstimo de um saco para o peixe, já que o meu era pequeno, não estou habituado a tanto peixe he he he e pelas fotos, só assim é que imortalizamos estes momentos únicos para o resto da vida.
Já em casa o pescador mais novo da dinastia Franco também quis tirar uma foto com o peixe e o bichinho do spinnig já lhe desperta bastante interesse, insiste em querer lá ir mandar umas amostras, por vários motivos mas principalmente a segurança, acho que ainda é cedo para se iniciar neste tipo de pesca, talvez para o ano vá.
Claro que após esta manhã de spinning bastante produtiva, tínhamos de lá voltar para fazer o anoitecer, e ver se a Leitaria Costa tinha mais alguns peixes para nos dar, mas isso fica para um próximo relato.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Carapaus em barda
Na passada semana, com o mar de rastos e noites bem primaveris, sem vento, decidi ir fazer um teste de abertura aos carapaus e gastar um resto de engodo que tinha na arca e ver se já andavam alguns pela zona Oeste.
Esta foi uma pescaria terapêutica para curar a ressaca do atraso horário no convívio dos Unidos, como não gosto de ir para muito longe, o local foi a Formosa.
Quando cheguei, perto das 2 da manhã já lá estava um colega, como estava sozinho optei por lhe perguntar se não se importava de partilhar o pesqueiro.
Foi sem stress que aceitou, preparei um balde de engodo, estiquei a cana, para isco uns lombos de sardinha meia moída, que já tinham ido ao mar 2 vezes, como não tinha mais nada em casa, tinha de me desenrascar com esta.
O meu companheiro já estava a tirar uns bons carapaus, optei por uma pesca ligeira com uma bóia de 3grs e fio 0,18mm, assim que a isca caia na agua, era limpa em menos de um fosforo e só de longe em longe é que conseguia trancar e tirar um carapau.
O meu companheiro continuava a saca-los a um ritmo alucinante, vi que estava a iscar com belicos de camarão, coisa que eu não tinha.
Continuei a insistir na sardinha mas continuei a levar um baile, dos carapaus e do companheiro, já equacionava fazer uns filetes de um carapau que tinha capturado, mas nisto o companheiro tira um bom peixe agulha, como não o queria levar, perguntou-me se eu o queria levar para comer.
Disse para o por na lata, pois ia utiliza-lo para isco, já cansado dos carapaus me limparem a isca, passo ao plano 2, faço uns filetes do peixe agulha e começo a iscar pequenos beliscos, parecia boracha de tão fresco que estava.
Que diferença abismal, como da noite para o dia, era uns atrás dos outros, cada iscada dava para apanhar 3 e 4 carapaus, pois a isca não saia do anzol.
Até amanhecer foi sempre a malhar neles, assim que amanheceu a coisa parou, mas já tinha a minha conta, a lata transbordava e tinha mais um saco de asas bem cheio, foram 97 carapaus, 1 cavala e um sargo.
Foi sem duvida uma boa estreia, deu par distribuir pela família e ficar servido durante umas boas semanas.
Esta foi uma pescaria terapêutica para curar a ressaca do atraso horário no convívio dos Unidos, como não gosto de ir para muito longe, o local foi a Formosa.
Quando cheguei, perto das 2 da manhã já lá estava um colega, como estava sozinho optei por lhe perguntar se não se importava de partilhar o pesqueiro.
Foi sem stress que aceitou, preparei um balde de engodo, estiquei a cana, para isco uns lombos de sardinha meia moída, que já tinham ido ao mar 2 vezes, como não tinha mais nada em casa, tinha de me desenrascar com esta.
O meu companheiro já estava a tirar uns bons carapaus, optei por uma pesca ligeira com uma bóia de 3grs e fio 0,18mm, assim que a isca caia na agua, era limpa em menos de um fosforo e só de longe em longe é que conseguia trancar e tirar um carapau.
O meu companheiro continuava a saca-los a um ritmo alucinante, vi que estava a iscar com belicos de camarão, coisa que eu não tinha.
Continuei a insistir na sardinha mas continuei a levar um baile, dos carapaus e do companheiro, já equacionava fazer uns filetes de um carapau que tinha capturado, mas nisto o companheiro tira um bom peixe agulha, como não o queria levar, perguntou-me se eu o queria levar para comer.
Disse para o por na lata, pois ia utiliza-lo para isco, já cansado dos carapaus me limparem a isca, passo ao plano 2, faço uns filetes do peixe agulha e começo a iscar pequenos beliscos, parecia boracha de tão fresco que estava.
Que diferença abismal, como da noite para o dia, era uns atrás dos outros, cada iscada dava para apanhar 3 e 4 carapaus, pois a isca não saia do anzol.
Até amanhecer foi sempre a malhar neles, assim que amanheceu a coisa parou, mas já tinha a minha conta, a lata transbordava e tinha mais um saco de asas bem cheio, foram 97 carapaus, 1 cavala e um sargo.
Foi sem duvida uma boa estreia, deu par distribuir pela família e ficar servido durante umas boas semanas.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Um relógio vale mais que mil palavras
Caros seguidores e amigos deste espaço, como é normal cada jornada tem a sua história e esta não foi excepção.
Por norma o final costuma ser mais feliz, mas desta vez a coisa correu menos bem, apesar de tudo ninguém se aleijou, partir uma perna tinha sido pior, mas mesmo sem um final feliz dá para nos rirmos e é mais uma daquelas histórias que ficarão eternizadas na memória.
No passado domingo dia 9 de Abril, a Associação Unidos da Pesca de Torres Vedras realizou o seu convívio anual de pesca desportiva, como é normal a equipa da Bordinheira marcou presença, eu não fui excepção.
Os planos para a jornada estavam traçados, depois do sorteio lá nos fizemos à estrada, eu o meu pai e o João Cardoso, Porto Chão foi o local escolhido.
Depois de descermos a arriba, rapidamente preparamos os engodos, iscas e esticamos as canas e à hora indicada demos inicio à pesca.
O mar estava do meu agrado, mar manso mas com aquele toque a espumar o pesqueiro, sem hesitar a saltitar, eu e o João alcançamos a pedra pretendida, o mar já repontava e tínhamos de aproveitar ao máximo aquela horinha.
Pesqueiro bem engodado, toca de por as bóias à procura do peixe, ele deu sinal, encostaram uns sargos e umas salemas, mas a coisa não estava fácil, tanto eu como o João não estávamos a acertar na pesca, a maior parte do peixe ferrado acabava por ir embora, uns a partir e no meu caso a maior parte a desferrar, dava para ver que estávamos em dia não.
O tempo foi passando e tivemos de abandonar a pedra, no saco apenas uma salema e 2 sargos, recuamos um pouco e noutro buraco consegui matar mais um sargo.
Com a maré a subir rapidamente tivemos de ir procurar mais a sul novo cantinho, apostamos na Caldeira para ver se lá andavam os sargos, ainda que timidamente eles apareceram, tirei mais 2 e mais uma salema.
O vento soprava agora com alguma intensidade dificultando a nossa tarefa, o meu pai que tinha ficado um pouco mais a norte, veio ao nosso encontro, não tinha nada, juntamos os 3 a pescar, inesperadamente ele lá conseguiu livrar a grade com 2 robalos bem jeitosos, eu tirei mais um sargo.
O tempo não parava e a maré subia rapidamente, o trabalhar do pesqueiro não me agradava, era hora de procurar novo buraco.
Então eu e o João fomos um pouco mais a norte, apostei nas tainhas, apesar de não terem entrado muitas no pesqueiro, consegui apanhar 3, com a cota de agua certa fui ver se as salemas estavam num buraco que conheço, mas não estavam lá, ainda consegui apanhar mais 2 sargos.
Continuamos a insistir, mas o peixe não dava sinais de andar por ali, nisto chega o meu pai ao pé de nós, como estava dentro de agua perguntei que horas eram aos meus companheiros.
Desde que se avariou o meu relógio de pulso, para controlar as horas uso o telemóvel que fica sempre na mala, como o meu organismo está tão afinado, senti que já devia estar próximo da hora de acabar a pescaria, eles lá consultaram as horas e disseram que ainda faltava uma hora.
Estranhei bastante, pois tinha aquela sensação de já estar à pesca à muito tempo, não é que o tempo passado a pescar seja demais, é que à pesca o tempo parece que passa a voar e nem damos por ele passar.
Ainda questionei, mas como eles tinham visto no relógio do meu pai, confiei plenamente.
Mesmo sem estarmos a tirar ou sentir peixe, desistir não é comigo e como faltava ainda uma hora(???) fui fazer outro pesqueiro para ver se dava com mais um peixito.
Essa hora passou e peixe nem vê-lo, entretanto vejo o meu pai arrumar as tralhas dando o sinal do final da prova, ainda faço mais uns lançamentos pois sei que ele deixa de pescar uns minutos antes, é que a idade já pesa, e ele tem de subir a arriba com mais calma.
Eu e o João começamos a arrumar o material, já o meu pai ia a caminho do carro, como de costume vou à mala para tirar a maquina fotográfica e registar o resultado da pescaria, deu-me na curiosidade de pegar no telemóvel e ver as horas, qual não foi o meu espanto quando vi que eram já 14 horas e 27 minutos, sendo que a prova terminava às 13 e 30 minutos tínhamos estado a pescar fora de horas e já não podíamos nem conseguíamos entregar o peixe.
Fiquei de rastos, nem vontade tinha de tirar foto ao peixe, lá se foi todo o esforço de uma manhã de pesca.
Mas como é que isto aconteceu perguntei eu ao João que tinha visto as horas com o meu pai, ele viu as horas, disse que ainda não tinha acertado o relógio e pensamos que ainda faltava mais uma hora de pesca, por azar não estava mais nenhum pescador do convívio ali, pois teríamos visto ele arrumar as coisas e teríamos-nos questionado acerca das horas.
Afinal o meu organismo estava certo, ainda bem que não tinha uma grande pesca, pois a azia seria ainda maior.
Subo a arriba e quando chego ao carro, está o meu pai sentado calmamente a colocar o peixe no saco, eu rapidamente digo, escusas de por o peixe no saco pois já passou da hora, já não consegues entregar o peixe a horas.
Não passou nada, disse ele!!!!
Passou e bem, digo eu, confirma no relógio do carro?
São mesmo 14 e 35 minutos, mas que raio de confusão que fizemos?
Eu não sei, mas sei que já fomos, pois com a confusão dos acertos de horas, acrescenta hora, tira hora, nove fora nada, mais uns pozinhos, embrulharam tudo e a explicação tá dada.
Claro que a culpa também foi minha, é que já andava para comprar um relógio para a pesca à mais de um ano e nunca mais, toma lá que é para aprenderes.
Tralhas arrumadas no carro, lá seguimos caminho, inevitavelmente íamos conversando os 3 e tentando arranjar explicação para o sucedido, já conformados que nada mais havia a fazer, era aproveitar da melhor maneira o resto do dia de convívio, comer e beber bem para anestesiar a coisa he he he.
Ao chegar ao local da entrega do peixe, com a pesagem ainda a decorrer, já a malta estava preocupada com a nossa falta de comparência, assim que nos viram chegar atrasados perguntou se tinha acontecido alguma coisa de grave.
Contamos o sucedido e que não tinha acontecido nada de grave, perguntei se tinha saído muito peixe, mas a pesca tinha sido fraca de modo geral, para o mar que estava tinha dado pouco peixe, possivelmente a minha pesca tinha dado para ficar no 2º lugar e a do meu pai garantidamente nos 10 primeiros, mas é assim, na vida estamos sempre a aprender.
Depois de tudo isto, claro que fomos motivo de gozo para o resto do dia, e frases como temos de oferecer-te um relógio, para ti tem de ser um daqueles de parede bem grande para estares a pescar e a ver bem ao longe, melhor um daqueles com campainha tipo os das fabricas para tocar bem alto à hora certa, foram o prato forte do dia e ajudaram à festa animando o pessoal, o que vale é que o almoço e convívio estava do melhor, ajudando a esquecer o que se tinha sucedido.
Claro que a jornada não podia terminar sem a entrega dos prémios, o grande vencedor deste ano foi o Pedro Luís, capturou 23 tainhas e arrecadou também o prémio para o maior numero de exemplares, para ele os merecidos parabéns pois em pouco tempo tem-se revelado um grande pescador.
Em 2º lugar ficou o João Rodrigues e a fechar o pódio o Nuno Bernardes.
O maior exemplar foi uma tainha com 1,200kg capturado pelo Paulo Bernardes.
Por clubes a Bordinheira saiu vencedora e por equipas ganhou a equipa da ARCACEN.
Esta foi sem duvida uma jornada para mais tarde recordar, pelos piores motivos, ainda assim fica sempre algo de positivo para aprender, ficou bem patente que um relógio é quase tão importante como a cana de pesca he he he.
Cá vamos continuando na luta e vamos esperar por novas aventuras mas já com o relógio no pulso.
Saudações piscatórias e um grande abraço a todos.
Por norma o final costuma ser mais feliz, mas desta vez a coisa correu menos bem, apesar de tudo ninguém se aleijou, partir uma perna tinha sido pior, mas mesmo sem um final feliz dá para nos rirmos e é mais uma daquelas histórias que ficarão eternizadas na memória.
No passado domingo dia 9 de Abril, a Associação Unidos da Pesca de Torres Vedras realizou o seu convívio anual de pesca desportiva, como é normal a equipa da Bordinheira marcou presença, eu não fui excepção.
Os planos para a jornada estavam traçados, depois do sorteio lá nos fizemos à estrada, eu o meu pai e o João Cardoso, Porto Chão foi o local escolhido.
Depois de descermos a arriba, rapidamente preparamos os engodos, iscas e esticamos as canas e à hora indicada demos inicio à pesca.
O mar estava do meu agrado, mar manso mas com aquele toque a espumar o pesqueiro, sem hesitar a saltitar, eu e o João alcançamos a pedra pretendida, o mar já repontava e tínhamos de aproveitar ao máximo aquela horinha.
Pesqueiro bem engodado, toca de por as bóias à procura do peixe, ele deu sinal, encostaram uns sargos e umas salemas, mas a coisa não estava fácil, tanto eu como o João não estávamos a acertar na pesca, a maior parte do peixe ferrado acabava por ir embora, uns a partir e no meu caso a maior parte a desferrar, dava para ver que estávamos em dia não.
O tempo foi passando e tivemos de abandonar a pedra, no saco apenas uma salema e 2 sargos, recuamos um pouco e noutro buraco consegui matar mais um sargo.
Com a maré a subir rapidamente tivemos de ir procurar mais a sul novo cantinho, apostamos na Caldeira para ver se lá andavam os sargos, ainda que timidamente eles apareceram, tirei mais 2 e mais uma salema.
O tempo não parava e a maré subia rapidamente, o trabalhar do pesqueiro não me agradava, era hora de procurar novo buraco.
Então eu e o João fomos um pouco mais a norte, apostei nas tainhas, apesar de não terem entrado muitas no pesqueiro, consegui apanhar 3, com a cota de agua certa fui ver se as salemas estavam num buraco que conheço, mas não estavam lá, ainda consegui apanhar mais 2 sargos.
Continuamos a insistir, mas o peixe não dava sinais de andar por ali, nisto chega o meu pai ao pé de nós, como estava dentro de agua perguntei que horas eram aos meus companheiros.
Desde que se avariou o meu relógio de pulso, para controlar as horas uso o telemóvel que fica sempre na mala, como o meu organismo está tão afinado, senti que já devia estar próximo da hora de acabar a pescaria, eles lá consultaram as horas e disseram que ainda faltava uma hora.
Estranhei bastante, pois tinha aquela sensação de já estar à pesca à muito tempo, não é que o tempo passado a pescar seja demais, é que à pesca o tempo parece que passa a voar e nem damos por ele passar.
Ainda questionei, mas como eles tinham visto no relógio do meu pai, confiei plenamente.
Mesmo sem estarmos a tirar ou sentir peixe, desistir não é comigo e como faltava ainda uma hora(???) fui fazer outro pesqueiro para ver se dava com mais um peixito.
Essa hora passou e peixe nem vê-lo, entretanto vejo o meu pai arrumar as tralhas dando o sinal do final da prova, ainda faço mais uns lançamentos pois sei que ele deixa de pescar uns minutos antes, é que a idade já pesa, e ele tem de subir a arriba com mais calma.
Eu e o João começamos a arrumar o material, já o meu pai ia a caminho do carro, como de costume vou à mala para tirar a maquina fotográfica e registar o resultado da pescaria, deu-me na curiosidade de pegar no telemóvel e ver as horas, qual não foi o meu espanto quando vi que eram já 14 horas e 27 minutos, sendo que a prova terminava às 13 e 30 minutos tínhamos estado a pescar fora de horas e já não podíamos nem conseguíamos entregar o peixe.
Fiquei de rastos, nem vontade tinha de tirar foto ao peixe, lá se foi todo o esforço de uma manhã de pesca.
Mas como é que isto aconteceu perguntei eu ao João que tinha visto as horas com o meu pai, ele viu as horas, disse que ainda não tinha acertado o relógio e pensamos que ainda faltava mais uma hora de pesca, por azar não estava mais nenhum pescador do convívio ali, pois teríamos visto ele arrumar as coisas e teríamos-nos questionado acerca das horas.
Afinal o meu organismo estava certo, ainda bem que não tinha uma grande pesca, pois a azia seria ainda maior.
Subo a arriba e quando chego ao carro, está o meu pai sentado calmamente a colocar o peixe no saco, eu rapidamente digo, escusas de por o peixe no saco pois já passou da hora, já não consegues entregar o peixe a horas.
Não passou nada, disse ele!!!!
Passou e bem, digo eu, confirma no relógio do carro?
São mesmo 14 e 35 minutos, mas que raio de confusão que fizemos?
Eu não sei, mas sei que já fomos, pois com a confusão dos acertos de horas, acrescenta hora, tira hora, nove fora nada, mais uns pozinhos, embrulharam tudo e a explicação tá dada.
Claro que a culpa também foi minha, é que já andava para comprar um relógio para a pesca à mais de um ano e nunca mais, toma lá que é para aprenderes.
Tralhas arrumadas no carro, lá seguimos caminho, inevitavelmente íamos conversando os 3 e tentando arranjar explicação para o sucedido, já conformados que nada mais havia a fazer, era aproveitar da melhor maneira o resto do dia de convívio, comer e beber bem para anestesiar a coisa he he he.
Ao chegar ao local da entrega do peixe, com a pesagem ainda a decorrer, já a malta estava preocupada com a nossa falta de comparência, assim que nos viram chegar atrasados perguntou se tinha acontecido alguma coisa de grave.
Contamos o sucedido e que não tinha acontecido nada de grave, perguntei se tinha saído muito peixe, mas a pesca tinha sido fraca de modo geral, para o mar que estava tinha dado pouco peixe, possivelmente a minha pesca tinha dado para ficar no 2º lugar e a do meu pai garantidamente nos 10 primeiros, mas é assim, na vida estamos sempre a aprender.
Depois de tudo isto, claro que fomos motivo de gozo para o resto do dia, e frases como temos de oferecer-te um relógio, para ti tem de ser um daqueles de parede bem grande para estares a pescar e a ver bem ao longe, melhor um daqueles com campainha tipo os das fabricas para tocar bem alto à hora certa, foram o prato forte do dia e ajudaram à festa animando o pessoal, o que vale é que o almoço e convívio estava do melhor, ajudando a esquecer o que se tinha sucedido.
Claro que a jornada não podia terminar sem a entrega dos prémios, o grande vencedor deste ano foi o Pedro Luís, capturou 23 tainhas e arrecadou também o prémio para o maior numero de exemplares, para ele os merecidos parabéns pois em pouco tempo tem-se revelado um grande pescador.
Em 2º lugar ficou o João Rodrigues e a fechar o pódio o Nuno Bernardes.
O maior exemplar foi uma tainha com 1,200kg capturado pelo Paulo Bernardes.
Por clubes a Bordinheira saiu vencedora e por equipas ganhou a equipa da ARCACEN.
Esta foi sem duvida uma jornada para mais tarde recordar, pelos piores motivos, ainda assim fica sempre algo de positivo para aprender, ficou bem patente que um relógio é quase tão importante como a cana de pesca he he he.
Cá vamos continuando na luta e vamos esperar por novas aventuras mas já com o relógio no pulso.
Saudações piscatórias e um grande abraço a todos.
sexta-feira, 31 de março de 2017
Esteve perto, mas não chegou
Boas caros amigos e seguidores com o tempo a ser curto para pesca ainda assim lá vou andando, praticamente só nos convívios de pesca.
No passado fim de semana participei no convívio de pesca do Centro Social do Pessoal da Câmara Municipal de Peniche, o tempo agreste e a chuva não colaboraram e afugentando alguns pescadores mais receosos.
Ainda assim compareceram mais de uma centena de pescadores que tal como eu estavam com saudades da competição e da malta amiga.
Depois da concentração matinal dá fomos todos à procura do cantinho ideal, eu fui com o meu pai e não sendo grande fã de pesqueiros altos e fundos, apostei em Porto Batel, pois é mais a minha praia, muitos caneiros e lajedos.
Como de costume, apesar de algum vento apostei numa pesca ligeira, com bóia de 3grs e foi 0,165mm, o habitual engodo de sardinha e uns lombinhos de sardinha para isco.
No inicio da prova tentei procurar as salemas num caneiro mais fundo, mas cedo deu para ver que não andavam por lá, então ajustei a bóia e tentei dar com alguns sargos, mas também pareciam não querer nada comigo, depois de ter uns toques de tainhas a levantar a isca, encurtei a altura da bóia e lá saquei algumas.
Não contente com a quantidade de tainhas no pesqueiro e tendo em mente a procura de sargos, mudei de pesqueiro, nesta altura a chuva começava a cai copiosamente.
Com a maré a encher pego no balde de engodo e vou à procura de um cantinho, encontrei um que me despertou curiosidade mesmo sem grande aspecto e apesar da pouca altura de agua mandei umas colheradas de engodo, logo no primeiro lance tive um toque que não ferrou, logo de seguida ferrei um robalote que coloquei a seco, mais uns lances nova ferragem, desta feita um sargo.
Vai um gajo perceber isto, num pesqueiro com menos condições e menos altura de agua o peixe andava ali, com o rapido subir da maré o comportamento da agua mudou e a bóia já não se aguentava, rapidamente parto na procura doutro canto.
Apostei novamente em pouca altura de agua em cima das lajes e mais uma vez dei com os sargos, a comerem de fugida e bem desconfiados, eram mais os toques falhados que as ferragens, a solução foi mudar o anzol para um mais pequeno e iscar pequeno e bem para acertar nas ferragens.
Na ultima hora consegui compor a pesca com uma sargalhada, no final tinha na lata 7 tainhas, 2 bodiões, um robalote e 13 sargos.
Depois da pesagem realizada, de um reconfortante banho de agua escaldante para aquecer, vinha a hora de reconfortar o estômago com a boa almoçarada em grande convívio.
Depois de toda gente saciada, faltava premiar os grandes vencedores, o grande vencedor foi o Luís Silva, mas conhecido por Luís Abelha, um grande pescador da terra, totalizou 20450pts.
Eu consegui um honroso 2º lugar totalizaldo 19400pts, fiquei proximo, mas ainda não foi desta que consegui uma vitória em Peniche, fica para nova tentativa.
A fechar o pódio ficou o Paulo Marques com 16920pts, também ganhou o prémio para maior exemplar com uma tainha de 2,050kgs.
O prémio para o maior numero de exemplares foi ganho pelo Luís Violante, com 27 peixes capturados.
A A.D.R.C Bordinheira dominou e ganhou por Clubes e por equipas, foi sem duvida uma boa jornada.
Este fim de semana à mais, desta feita para o campeonato de pesca da Bordinheira, com a realização da 3ª prova, vamos ver como corre e depois conto-vos tudo.
Saudações piscatórias a todos e bons lances.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Apanhadas a dar na erva
Após uma dura semana carnavalesca, vivida intensamente como mandam as regras do Carnaval de Torres Vedras, o mais português de Portugal, o tempo bom a deixar os foliões brincarem à vontade e levarem a cidade ao rubro.
Em modo mais calmo
Um mar de gente, muita brincadeira, muita musica, muitos copos e muita alegria foram mais uma vez a receita ideal para esta verdadeira maratona de 6 dias.
Passada esta grande azafama, volta tudo à normalidade e nada melhor que um convívio de pesca, com a realização da 2ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira para voltar ao mundo real.
O tempo alterou-se nos 3 antes da prova, deixando o mar bravo e bastante turvo, uma volta pelo mar no dia anterior fazia prever uma pescaria bastante sofrível.
Com as melhorias previstas para o dia seguinte a acontecerem, o mar a cair e incrivelmente numa maré a ficar com uma cor aceitável a conversa já era outra e o numero de participantes subiu substancialmente.
Nesta jornada voltei a ter a companhia do João Cardoso, depois dos afazeres de organizador, como habitual fomos os últimos a sair da sede, calmamente fomos procurar pesqueiro, inevitavelmente a Ericeira era o destino.
A praia da Empa foi a aposta desta jornada, com a maré cheia restavam poucos cantos desocupados onde se conseguisse pescar à bóia, depois de tudo preparado, foi num pesqueiro de recurso onde realizamos a primeira hora de pesca, ao sabor da corrente fomos empurrados para sul, neste pesqueiro ainda fui brindado com um robalinho.
Sem sentir mais nada e vendo a falta de condições, pego no balde do engodo, nas canas e vou pesquisar uns metros mais a norte, praticamente em frente às escadas de acesso para a praia, as condições eram aceitáveis, após engodar o João chegava ao pé de mim, pescas na agua e ambas as bóias ao fundo, pelo bater não enganava eram salemas que andavam a dar na erva em cima da laje, calmamente pois estava com fio 0,165mm consegui encalhar o peixe.
Depois disto só havia uma coisa a fazer, tentar aproveitar da melhor maneira o tempo, em passo de corrida fui ao saco buscar anzóis de pé comprido, a iscar com limo, lá foram saído algumas acamaroadas pelo amigo Artur Silva que se tinha juntado ao festim, ainda perdi algumas a cortar e outras a desferrar, o normal na pesca à salema.
Com o baixar da maré elas desapareceram rapidamente e era hora de procurar nova opção onde terminar a jornada.
Tralha às costas e ir um pouco mais a norte, na laje do Forte de Mil Regos, após engodar logo no primeiro lançamento tiro um sargo o que me fez pensar que estavam lá em força, foi um tiro de polvora seca, afinal eram poucos, mas o João tirou um bom, apenas consegui tirar mais uma grande salema.
Tralha às costas e ir um pouco mais a norte, na laje do Forte de Mil Regos, após engodar logo no primeiro lançamento tiro um sargo o que me fez pensar que estavam lá em força, foi um tiro de polvora seca, afinal eram poucos, mas o João tirou um bom, apenas consegui tirar mais uma grande salema.
Final da prova, inesperadamente com a lata bem composta, 11 salaemas, 1 sargo e um robalote, um pescaria que deixava prever um bom resultado face às condições.
Depois da pesagem e do habitual almoço convívio fizeram-se as classificações e entrega dos troféus, consegui alcançar a vitória com 16770pts.
A coisa está animada e as jornadas futuras prometem, vamos ver o que nos reserva a próxima no dia 2 de abril.
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