Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Continuando na luta

Com o campeonato de pesca da Bordinheira de vento em poupa, este passado domingo realizou-se a 3ª jornada, as previsões que à partida eram boas vieram a revelar-se um verdadeiro fracasso, com o peixe a não colaborar de uma forma geral.
O mar não ajudou muito, bastante mexido e muito escangalhado, com o vento a não facilitar o trabalho dos pescadores, que bastante animados marcaram presença para mais um dia de pesca e muito convívio.
Os planos para esta jornada estavam bem traçados, o Porto Chão foi a escolha, com os companheiros João Cardoso e o Miguel Arrenega.
Depois da íngreme descida, esticamos as canas, preparamos engodos, demos início à pescaria e toca de por as bóias a trabalhar, com o maré cheia a primeira hora de pesca revelou-se complicada, com o mar a não deixar trabalhar as bóias correctamente, pior é o peixe parecia não estar por ali, entre uns sargotes e robalotes devolvidos ao mar apenas aproveitei um sargo.
A esperança de entrarem umas salemas não deu frutos e as tainhas também não andavam por lá,  insistimos mais um bocado no pesqueiro mas sem resultados.
A coisa complicava-se e desesperadamente fomos em busca de outro pesqueiro, o trabalhar das aguas era mau em todas as opções possíveis, ainda assim nos vários pesqueiros feitos consegui tirar uma tainha, um sargo e um robalote.
Com o animo em baixo, pensamos em mudar de zona, mas acabamos por ficar por ali e não desistir foi a minha palavra de ordem, baixar os braços é que não.
Voltamos ao 1º pesqueiro para nova tentativa, mas sem sentir nada novamente pouco tempo lá paramos, com menos de uma hora de pesca e numa ultima tentativa, fui mais para norte para jogar uma ultima cartada no Baio de Gentias e ainda valeu o esforço pois consegui tirar mais um sargo e 3 tainhas pequenas.
No final uma pesca muito aquém do esperado, 4 tainhas, 3 sargos e um robalote, faziam prever um descida na classificação geral, a não ser que a falta de peixe fosse generalizada. 
Depois da tralha arrumada a dura subida para deixar de rastos a malta he he he, é bom para abrir o apetite, na entrega do pescado deu logo para ver que a falta de peixe tinha sido geral, com uma única pesca a destacar-se graças ao magnifico robalo de quase 4kg capturado pelo Paulo Ribeiro, assim sendo menos mal.



Depois da almoçarada habitual terminamos com a entrega de prémios, esta jornada foi ganha destacadamente pelo Paulo Ribeiro que totalizou 20300pts.

Em 2º lugar ficou o David Forcada com 5430pts e a fechar o pódio ficou o Jorge Murta com 5380pts.
Eu fiquei-me pelo 5º lugar, que foi bastante positivo já que deu para recuperar 1 ponto ao líder Paulo Marques, a classificação está bem animada e a coisa promete, mas ainda com muito campeonato pela frente é cedo para grandes ilações. 

Vamos aguardar pelas jornadas futuras para ver como correm, grande abraço a todos e bons lances. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Pescadores de baile

Com o intuito de esquecer um grande robalo perdido ao spinning este passado fim de semana, que depois de se mandar à amostras praticamente debaixo dos meus pés, fez questão de arrancar repentinamente mar dentro sen dó nem piedade endireitando as 2 fateixas da amostra, ainda teve o descaramento de dar ao rabo como que a despedir-se de mim, deixando-me boquiaberto.
Vou afogar as máguas do baile que levei, com um relato de uma pescaria realizada em Agosto do ano passado, no convívio de pesca da festa anual da Assenta.  
As festas já foram mas ficam as boas recordações, pescadores com quem da gosto estar e que vale a pena partilhar um dia de mar.
Com o júnior de férias, o dia foi para ele, contamos ainda com a companhia do João Cardoso que quis ir conhecer uns cantinhos na Ursa. 
 Olha o sargo veado, logicamente foi devolvido pelo seu elevado porte he he he



 Chamado pescar à patrão, só não é deitado porque não dá jeito!!!




O peixe não abundou, o mar e a cor das aguas também não contribuiram muito, ainda assim deu para fazer o gosto ao dedo com uns sargotes e umas tainhas.
O grande vencedor neste dia foi o António Malaquias com 15675pts, o Paulo Marques ficou em 2º com 13040pts e a fechar o pódio ficou o João Rodrigues com 12170pts, o João Franco ainda conseguiu ficar em 12º lugar.

Como era dia de festa, após o almoço e entrega dos prémios, ouve ainda tempo para assistir a umas modas de um rancho folclórico da zona saloia. 
Basicamente foi o que me aconteceu neste passado fim de semana, o robalão deixou-me a dançar o corridinho..........   


Tão cedo não me vou esquecer deste corridinho :(  
Abraços e todos e bons lances.
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Pesca não é uma Ciência exacta

Caros amigos e leitores deste espaço de partilha, cá vou continuando a perseguir o objectivo de alcançar a liderança do campeonato de pesca da Bordinheira, 
Vou relatar agora a 7ª jornada, que se realizou no dia 23 de Outubro.
No dia antes da prova, dei uma saltada ao mar para ver alguns pesqueiros, mar muito bravo, período muito alto com enormes enchios, aliado à pesca ser realizada sempre com maré cheia, deixava antever uma jornada muito sofrida,  já que eram poucos os cantos onde se conseguisse pescar à bóia, ainda assim a cor das aguas era muito boa, menos mal.
Apesar destas condições, as previsões para o dia seguinte eram um pouco melhores, o período ia baixar, mas em contrapartida iríamos ter algum vento, com possibilidade de chuva,
Desta vez não me esqueci da bagageira do carro destrancada he he he, durante a concentração matinal a malta estava bem desanimada, mas como é no mar que se tiram as teimas lá fomos nós.
Com estas condições nem pensei muito, arranquei direitinho a Ribeira D'ilhas na companhia do meu velhote, o mar apesar de ser muito, estava bem melhor que tinha pensado.
Foi em cima do Penedo Mouro que iniciei a pescaria, na companhia do David Forcada e do Bisnaga e do Artur Silva.
Com a pesca habitual, bóia de 3grs e fio 0,165mm, após engodarmos o pesqueiro cedo livrei a grade com um sargo, eles pareciam andar por ali, sem grandes surpresas tirei mais 2 ou 3, os sargos miúdos entraram em força e eram mais que muitos, vi-me então obrigado a abandonar este pesqueiro.
Passei para o lado norte do penedo, faço mais uma paragem rápida no canto da lage onde tiro mais 2 sargos, mas sem grandes condições de pesca não deu mais nada.
Volto a pegar nas tralhas e procuro novo poiso mais a norte, exploro um cantinho que sei que não falha e lá estavam eles, apanho rapidamente mais uns sargos e 2 tainhas.
A maré já descia e começou a faltar agua no pesqueiro, deixei de sentir peixe, vim tarde demais para este cantinho.
Ainda procurei noutros cantinhos mas na ultima hora nem mais um peixe consegui apanhar.
Terminava a jornada com um resultado bastante satisfatório para o que tinha em mente, no total 20 sargos e 2 tainhas.
O meu pai à chumbadinha também deu com uns sargos,  e acabou a pesca com 12 na lata.
Agora restava saber como tinha corrido a pescaria aos mais directos adversários, esperando por algumas escorregadelas.
Com a pesagem feita, depois de um magnifico almoço de bacalhau com natas, era hora de saber os resultados desportivos e entregar os prémios, em 1º lugar ficou o David Forcada, com uma excelente pesca, completada com 4 magníficos sargos, apanhados ao cair do pano que lhe deram a vitória, totalizou 19680pts.


Eu consegui ficar em 2º lugar com 17590pts e a fechar o pódio ficou o César Ribeiro com 17140pts.
A pesca não é definitivamente uma ciência exacta, o pessimismo deu lugar a uma boa jornada de pesca, no total foram capturados 30kg de sargos, 2 belos robalos e mais uns quantos quilos de outros peixes.
Em termos desportivos para mim foi mais uma excelente jornada, pois aproximei-me do objectivo traçado.
Analisando a coisa pormenorizadamente, consegui ganhar 4 pontos ao Miguel Serra que ficou em 6º,  ainda lidera mas agora com apenas 3 pontos de vantagem, o Paulo Marques que estava em 2º empatado comigo, acabou em 30º lugar, ficando praticamente arredado da luta pelo titulo, ainda consegui ganhar um ponto ao César Ribeiro que também está na luta e ocupa o 3º lugar da geral.
Para terem uma ideia da classificação geral deixo aqui uma tabela com os lugares cimeiros.

Lembrando faltam apenas 3 provas a coisa vai ser bastante renhida até ao fim, logo vemos quem sai vitorioso no final.
Um abraço a todos e bons lances é o que vos desejo.  

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Somente saudade

Poderia começar este relato com a simples palavra Saudade, exactamente essa palavra unicamente portuguesa que descreve os sentimentos de perda, de falta, de distancia, aquele típico fado português, prefiro antes terminar este relato com um até já, fazendo desaparecer essa saudade.
Pois é companheiros a vida não é mesmo uma recta, muitas vezes tem curvas, umas mais ligeiras, outras por vezes apertadas, curvas essas que em certas situações nos obrigam a mudar por completo o rumo das nossas vidas.
Já faz algum tempo que esta pescaria foi realizada, foi num dos últimos fins de semana de Agosto, combinei uma pescaria com o Artur Silva e com o João Cardoso, mas à ultima da hora por motivos pessoais o Artur não pode vir.
Acabei por ir só eu e o João, mais um daqueles companheiro que acidentalmente conheci, mas com a sua simplicidade, humildade, boa disposição, companheirismo com aquela enorme paixão pela pesca que transpira, fez com que a amizade rapidamente crescesse, coisa só possível quando temos pessoas que se dão totalmente, pessoas respeitadoras, que sabem estar na vida, sem interesses nem egoísmos, tornando uma amizade duradoura, mesmo que estejamos afastados meses ou até mesmo anos.
Estava longe de pensar que esta era uma pescaria de despedida, mas a caminho do mar o João contava-me as novidades, por motivos pessoais tinha de abandonar o pais e por conseguinte abandonar a pesca, claro que depois da família o que mais lhe custava era mesmo abandonar as amizades criadas nos convívios de pesca na Bordinheira.
A vida é mesmo assim companheiro, dizia-lhe eu, em primeiro lugar está a vida familiar e profissional, só depois vem o resto, esse é o lema que devemos seguir, certamente é uma fase que passará, em breve tudo volta à normalidade.
Não falando mais em tristezas, pois tristezas não pagam dividas, vou então relatar a pescaria.
Como o mar estava manso a nossa ideia era fazer o romper da manhã nos Guiões, com o dia a começar a clarear lá estávamos nós prontos para por as bóias na agua, engodo preparado.
O pesqueiro engodado a preceito, alguns sargos deram logo sinal, conseguimos tirar meia dúzia, e perder outros tantos, mas com  a claridade a aumentar o peixe desapareceu, fomos experimentando mais à direita, mais à esquerda, mais o peixe já não abundava por ali, tirando mais um peixe cada um.
Dado a falta do peixe, aliada às aguas abertas, fomos obrigados a procurar pesqueiros com mais altura de agua, onde fizesse alguma branca, onde os sargos pudessem andar a mariscar.
Depois de espreitar nos Coxos, acabamos por terminar a pescaria perto do forte de São Lourenço, num pesqueiro onde nunca tinha pescado, mas que o João já tinha boas referencias.
Curiosamente não demos com o peixe no sitio onde começamos, mas já no final da jornada em desespero de causa apostamos num local mais improvável, no meio das pedras em cima da lage, onde a agua corria bastante, mas onde andavam lá uns sargotes, ainda tiramos alguns peixes e perdemos outros, terminada a pesca com pescarias muito idênticas, chegava a hora da despedida.



 






Cá te esperamos para matar saudades, eu, o Ti Artur, o meu Pai e restante equipa, sabes que na Bordinheira ou em minha casa, tens sempre uma porta aberta.
Grande companheiro, não tens de te preocupar com a distancia entre os teus sonhos e a realidade, se podes sonhar, então podes realizar os teus sonhos, assim sendo despeço-me, não com um adeus, mas sim com um até já.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Regresso às Aulas

Com o inicio do ano escolar à porta, nada melhor que fechar a época de férias escolares do meu júnior que uma pescaria com o pai.
Como já é habitual no convívio de pesca da A.C.D.R. dos Arneiros lá fomos nós participar, eu abdicando da minha pescaria em prol de auxiliar o pequeno na sua jornada, sempre com o principal objectivo de dar uma tareia no avô.
Depois da concentração matinal na sede da associação, lá arrancamos para o mar, sem destino pensado, uma primeira olhadela pelos spots para ver onde íamos cair.
A escolha desta vez foi Cambelas, pois parecia oferecer boas condições para esta jornada, mar mexido, bem certinho, maré a subir, faziam prever uma boa jornada de pesca.
O tipo de pesca já sabem qual foi, a habitual pesca à bóia com engodo de sardinha e lombos de sardinha para isco, uma pesca ligeira com fio 0,18mm e bóia de 4grs.
Quanto ao relato da jornada piscatória, desta vez não o vou fazer já que está bem documentado no video com que vos presenteio, apenas digo que foi uma jornada bastante activa e animada.
Com os sargotes a fazerem as delicias do pequeno, algumas bailas e tainhas também, muito peixe pequeno a ser devolvido e bem pelo João, que apesar de terem peso mínimo insistia em o devolver ao mar, uma boa atitude, a demonstrar que está no caminho certo.

No final aproveitaram-se 17 peixes, 13 sargos, 2 bailas e 2 tainhas, uma pesca engraçada que dava boas perspectivas de alcaçar o seu principal objectivo.
Depois da pesagem e entrega do pescado, os resultados obtidos foram melhores que os esperados,  acabou por ficar em 1º lugar totalizando 17000pts, bem à frente do avô que ficou em 8º lugar com metade dos pontos e ganhou ainda o prémio para o maior numero de exemplares com 17 peixes, não podia ter melhor fecho da sua época piscatória.



Em segundo lugar ficou o Miguel Santos com 15120pts e a fechar o pódio ficou o João Rodrigues com 13390pts.
Agora à que voltar aos estudos com a minha promessa se as notas forem positivas, volta a ter oportunidade de participar no Convívio dos Casais de São Lourenço que se vai realizar no dia 13 de Novembro.
Quanto a mim, vou continuando a minha luta competitiva, com mais uma jornada para o campeonato da Bordinheira que se realizou este fim de semana passado, que com certeza em breve vou relatar para todos vós.
Abraços e bons lances.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Família Unida

Esta foi uma das ultimas pescarias do ano 2015.
Uma pescaria combinada à pressa no dia anterior, quando nos encontramos no novo ponto de encontro dos pescadores do Oeste, a loja «Só pesca», as previsões não eram animadores, mas a vontade de estar a pescar com os amigos falou mais alto.
Em principio era para ser só a 3, eu o meu pai e o «Tio Artur Silva», mas como o júnior estava de férias, lá fez o choradinho e acabou por nos acompanhar.
É compreensível que sinta falta do mar, mas eu também, ainda tentei demove-lo, dizendo que estava muito frio, vento e que o mar estava bravo, para ver se conseguia eu matar o vício.
Nada resultou, teimoso que nem uma porta, nada o fez desmobilizar e no dia seguinte ao romper da manhã lá estávamos nós, todos juntos.
O spot escolhido foi o Cavalinho e os Guiões, o mar bravo, bastante vento, dificultaram a pescaria, mas não nos importamos.
Estávamos ali para nos divertirmos, descontraidamente sem correrias ou pressões da competição, apenas o pequeno João Franco estava em modo competitivo, não dando descanso aos mais velhos he he he.
Depois do material montado, um pouco mais forte que o habitual, fio 0,20mm, bóia de 7grs, um anzol um pouco maior, para tentar alguma surpresa, mas também porque o mar e vento assim o obrigavam.
Depois de fazer um balde de engodo, lá fui servir de engodador para os artistas, pescar que é bom, nada ;)

O dia começou difícil, muita sargueta miúda a desiscar, o João foi o primeiro a apanhar uma tainha, pouco depois o Artur tirou 2 praticamente seguidas, o João volta a empatar a coisa.


Com o baixar da maré as tainhas desapareceram, mas como nós estávamos mais virados para os sargos, fomos à sua procura.
Estávamos a arrumar o material para mudarmos de spot, quando começaram a cair pedras vindas do alto da arriba, olhamos para cima, quem lá estava, o Miguel Serra que tinha ouvido a nossa conversa na loja e veio fazer companhia à malta.


Juntos lá fomos até aos Guiões, para mais umas horas de pesca, a maré estava mesmo na cota certa de agua, fomos engodando a miude, pois o pesqueiro ganhava algumas correntes fortes quando vinham os enchios.
Deixei o júnior entregue aos meus companheiros e fui num instante apanhar uns mexilhões para o petisco, a minha pesca foi esta, valeu a pena, muito bom tamanho e que gordos que estavam.





O peixe que procurávamos lá apareceu timidamente, uns sargos de bom calibre animaram alguns dos pescadores, eu ainda peguei na cana 2 ou 3 vezes, nessas poucas vezes que peguei na cana ferrei peixe, impressionante, parecia que tinha magnetismo.

Outros ouve que tentaram de tudo para safar a grade, foi à chumbadinha, à bóia com a cana esticada, à bóia com a cana encolhida, até que conseguiu apanhar um sargo também.
O meu pai andou um pouco afastado de nós, a pescar à chumbadinha, também apanhou 2 sargos, apenas se juntou a nós no final para a foto.


Além de mais uns sargos, saiu também mais uma tainha e uma salema, o mar ganhava muita força e deixava de ter condições, estava mesmo na hora certa, hora de almoço, demos por terminada a pescaria e satisfeitos voltamos a casa, prontos para mais uma semana de labuta.
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