Este passado fim de semana dediquei o meu tempo de pesca ao meu fiel aprendiz, e fomos os 2 passar umas boas horas no mar para mais uma aula de pesca.
E que grande jornada foi esta, apesar de muito peixe capturado a maior parte foi devolvido pois não tinha medida, mas uma coisa vos garanto, que apesar de não ter pescado, foi dos dias que mais satisfação me deu nos últimos tempos, a ligação perfeita, só eu e o meu filho, com uma imensidão de um oceano pela frente, partilhando um gosto e vicio comum por este apaixonante desporto que é a pesca.
Qual grande exemplar, qual quê!!!Nem a vitória mais gloriosa de um grande concurso ou de campeonato me deixa tão orgulhoso e quase sem palavras para descrever o que senti neste dia.
Isto foi o que sempre desejei, ter um filho que gostasse da pesca, e agora ver o interesse e devoção, a dedicação e principalmente a sua evolução quando está de cana na mão, deixa-me um turbilhão de fortes emoções que me preenchem por completo, e me fazem voltar atrás no tempo e relembrar-me dos meus primeiros passos na pesca.
Revejo-me na pele do meu filho e no pensamento do meu pai e meu mestre, e tenho a perfeita noção que ele sentia e sente o mesmo, deve estar orgulhoso por ver que a dinastia lhe segue as pisadas, com as lições sábias que nos deu e ainda vai dando, em especial ao meu juvenil.
Vou deixar-me de lamechices, e vamos ao relato.
O pesqueiro escolhido foi a Ursa, perto de Cambelas, eram 10 da manhã e toca de descer a arriba, material montado, pesqueiro engodado e ai está ele em acção, de cana em riste, pouco tempo depois, cana vergada, forte combate e peixe cá fora e ele a vibrar, uma grande salema, a maré descia e pouco depois uma pequena tainha, insistimos mais mas nem mais um toque.
Depois de uma pequena pausa para comer uma sandes que a fome apertava, diz-me ele, vamos procurar noutro sitio, e fomos andando para norte em direcção a Porto Chão, continuamos a andar pois o pesqueiro não estava a agradar, e fomos parar à Foz.
Fomos pescar na laje de Gentias no «pesqueiro da mesa», ai tinha algumas condições além do bom piso para ele trabalhar.
O peixe entrou em força mas miúdo, muitas sarguetas algumas tainhas e até um perigoso peixe aranha, eu além de engodar e iscar fiquei a apreciar maravilhado o artista a trabalhar, ele lançava, ele esticava o fio para dar o toque de ferragem, ele tirava o peixe e deitava-o ao mar, ele pulava de alegria, e se eu sei o que estava a sentir!!!
São estes momentos que guardamos para toda uma vida, nostalgias eternas que ficam para sempre.
Perto das 4 da tarde finalizamos a pescaria, ainda rendeu 5 grandes peixes(do ponto de vista dele), que levou para mostrar orgulhosamente à mãe e contar todos aqueles pormenores da jornada que nos fazem sonhar, tipo, o peixe fez isto e aquilo, eu depois fiz assim e assado...etc, todas aquelas coisas de pescador,vocês sabem do que falo.
Mas a jornada ainda não estava terminada, faltava subir a arriba e caminhar cerca de 2kms até ao carro.
No caminho para o carro eu ia pensando, sais mesmo ao pai, tens um espírito de sacrifico e aventura bem vincado, qual geração Mcdonads e PlayStation, qual quê, ele gosta é de ar puro do mar e do campo.
Já exausto depois de uma grande jornada chegamos ao carro, mesmo assim não adormeceu durante o caminho pois a adrenalina continuava em altas e não o permitia.
Este post é diferente e um pouco sentimentalista, mas sabe tão bem demonstrar o que senti e como me deixou extremamente satisfeito, deixo um pequeno video com o resumo do dia .
Um grande abraço e grandes jornadas de pesca.