Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aula de Filosofia ou Latim?

Caros leitores esta desvendada a origem da palavra do latim ou a explicação filosófica que faltava para a palavra pescador ha ha ha....
Vejam este video hilariante da autoria do treinador de futebol Abel Xavier, que apesar de não se relacionar em nada com a pesca ou com a palavra pescador, encaixa-se na perfeição para a palavra PESCADOR.
Digam lá se ele não tenho razão, senão vejamos pescador, é sem sombra de duvida alguém que PESCA a DOR he he he!!
Em certa parte faz sentido pois muitas vezes o pescador sofre, e não é pouco, ele anda á chuva, ele suporta frio de rachar, ele arrisca a vida no mar, seja de costa , sujeitando-se a quedas nas pedras e nas falésias, ou embarcado podendo naufragar, já para não falar dos riscos de espetar anzóis e fateixas no corpo o que deve doer bastante, mas não são só dores físicas, pois principalmente o pescador sofre para apanhar uns peixes, já dizia o amigo Rui Estrela, que é preciso sofrer, e sofrer é sempre a sofrer.
Agora fora de brincadeiras, com grande respeito pelos homens e famílias que fazem do mar a sua vida e ganha pão, esses sim estão diariamente sujeitos a essa dor, e como infelizmente todos os anos acontecem tragédias no mar, há que saber medir os riscos e respeitar o mar para minimizar essa DOR, quanto aos pescadores lúdicos nunca esquecer que correr riscos desmedidos por causa de um peixe não é um bom lema, a segurança em 1º lugar.
       

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Foram 2 horinhas à Benfica!!!

Neste passado domingo realizou-se o 2º Grande Convívio de Pesca  A.C.D.R dos Arneiros, como não podia deixar de ser fiz questão de participar, além de ajudar na pesagem do peixe e no esvaziamento da panela do almoço, dos jarros de vinho, de minis e afins he he he....
Vamos então ao relato, a previsão de mar não era animadora com ondulação de 4mts ou mais, com mar de enchios e aguas algo tapadas, apenas o vento não estorvou pois nem uma brisa se fazia sentir, saberia que teria de aproveitar as 3 primeiras horas de pesca, porque depois seria praticamente impossível pescar.
A maré de lua, vazia por volta das 8h e meia fizeram-me apostar no Porto Chão, como de costumo na companhia do meu pai, depois de descermos, o ritual do costume, montar uma cana com fio 0,165mm e a bóia de 3grs, fazer um balde de engodo, ajeitar uns filetes de sardinha e apressar-me para rentabilizar ao máximo as primeiras horas.
Vou pela laje adentro até ao saltadouro, umas colheradas de engodo a salpicar as pedras, venho por o balde bem cá atrás pois os enchios bem fortes varriam todo o pesqueiro, pego na cana, e avanço novamente o máximo que consigo,  lanço estico o fio e quando olho para a bóia esta já tinha afundado, dou toque de ferragem, e ai estava o primeiro peixe do dia, um belo sargo, o maior da jornada a dar uma boa luta e a acabar no saco.
Bom não está mau, pensei eu, volto a lançar e tranco mais um para o saco, enquanto eu ia tirando peixe o meu pai tentava apanhar umas tiagens para isco, quando ele começou a pescar já eu devia ter no saco uns 7 sargos.
Mais umas colheradas de engodo, e o bom ritmo continuou, mais uns sargos, com a maré a dar sinal de subida repentina, tive de começar a recuar, os sargos foram desaparecendo gradualmente e deram lugar a umas grandes tainhas que entraram no pesqueiro.
O meu pai ia tentando pescar à bóia, mas sem grande sucesso, enquanto falava com ele, veio umas vagas de mar encavalitadas que quase fizeram o meu pai ir a banhos, tendo equilibrado a muito custo, depois de passar por nós foi varrendo tudo, inclusive os dois baldes de engodo que estavam bem lá atrás. Pronto foi o fim da pescaria, perdemos ai uns 10 minutos para recuperar as colheres e migadores bem como os baldes, o pesqueiro estava estragado pois todo o engodo( algum mal migado) desapareceu rapidamente na escoa, e o peixe foi atrás dele deixando de dar sinal.
Ainda lá voltei para fazer mais uns lançamentos e ainda tirei um robalo, foram 2 horinhas á Benfica com peixe a monte no pesqueiro, depois fui obrigado a vir pescar para a areia onde apenas consegui tirar mais 2 tainhas, deixei de conseguir pescar à bóia e montei uma cana com uma chumbadinha para as 2 horas finais e ainda consegui apanhar mais um sargote.


A lata estava bem cheia e o dia estava ganho, com o mar praticamente impescavel deixei de pescar antes de terminar a prova, o que é coisa rara,  aproveitei para tirar umas fotos ao meu pai em acção.





A pescaria correu bem melhor que o esperado para um dia com poucas condições, uma pesca engraçada 23 sargos, 1 robalo e 11 tainhas num total de 11,040kg, depois da pesagem onde para espanto meu apareceram bastantes peixes de qualidade e de bom lote  seguiu-se um saboroso e animado e regado almoço.


Depois de feitas as contas acabei por fazer o pleno, conseguindo mais uma vitória  totalizando 32570 pontos, o maior nº de exemplares e o maior exemplar.


Em 2º lugar ficou  Jorge Murta com 16700 pontos, e a fechar o pódio Nelson Assis com 16400 pontos.



 A copofonia e a amizade habitual segui-se bem animada tarde fora e foi mais um grande dia nesta colectividade desportiva, onde o futsal feminino tem sido o desporto que mais alegrias e orgulho e tem dado, desta vez foi a pesca pois conseguiram organizar novamente um bom convívio, que se repita por muitos mais anos. 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

8ª Prova do campeonato 2013 da Bordinheira

Depois de uma pausa para férias de verão, finalmente regressaram as provas finais do campeonato,   como tinha referido no ultimo post, 26/27 de Outubro foi um fim de semana com muita pesca,  este relato está a sair com algum atraso, não para esconder a pescaria que fiz, que por sinal não é grande coisa, mas por falta de tempo mesmo.
Depois de no sábado ter ganho o convívio da casa do Nadrupe, a moral estava em alta para a 8ª Prova do campeonato 2013 da Bordinheira, e mesmo sem ter preparado a prova estava bastante confiante num bom resultado para tentar reduzir a desvantagem para o 1º classificado.
Sem ter visto os pesqueiros, e atendendo às condições do mar, um pouco barrento e com alguma força, mas a cair, a minha escolha foi Ribeira D´ilhas, na esperança das aguas estarem mais abertas, a maré seria praticamente sempre a descer, com excepção da primeira meia hora.
Depois do habitual café matinal e depois da concentração, fomos rumo ao mar, na companhia do meu pai claro está, as condições eram bastante positivas e agradaram-me logo, tralha ás costas e em poucos minutos estava no pesqueiro, material montado e engodo feito, era hora de por mãos à obra.
Depois de engodar, logo nos primeiros lances comecei a tirar peixe, entre uns sargotes palmeiros, ia saindo uma ou outra tainha, e assim fui pescando e compondo a lata, a coisa prometia, estava a correr bem de mais, durante a 1ª hora até ao virar da maré, altura em que repentinamente deixei de sentir peixe, insisti mais algum tempo sem grande sucesso.
Estava na hora de partir em busca do peixe, sempre em direcção ao norte, fui tentando a minha sorte nuns quantos pesqueiros feitos, mas sem grandes resultados, tirando apenas mais um sargote, o tempo ia passando e peixe nem sinal.
Ia caminhando mais para norte, e passo pelo pesqueiro do Cavalinho, onde estava o João Carvalho, a dar show na arte de pescar tainhas, por segundos parei a observar, e pensei mais uma vez vai ser difícil ficar à frente dele, mas ficar a olhar desmoralizado não ia adiantar.

Ainda faltava uma hora e pouco para o final e continuo caminho, fiquei a pescar no cavalinho mas na parte norte, a pescar nas escoas das pedras numa zona bem espumada, na esperança de apanhar mais alguns sargos.



Depois de engodar, lanço e em menos de nada a bóia afunda logo, mais um sargote, tu queres ver que eles estão aqui em força, pensei eu, no lançamento seguinte tranco uma salema, que acabou por partir, mais umas colheradas de engodo.
Enquanto empatava um novo anzol, recebo então a visita do meu amigo Hélder que andava ao spinning e de maquina fotográfica na mão tirou umas fotos á malta em ação.




Volto a lançar e engato um belo robalote que acaba no saco, depois até ao final apenas tirei mais uma tainha, perco uma salema que cortou e tiro outra.
Era hora de arrumar tudo e dar corda aos sapatos pois estava longe do carro, e não queria ser desclassificado por chegar fora de horas à pesagem.
Apesar de ter uma pesca bem composta, constatei que existiam mais uns quantos sacos com bastante peixe e que faziam prever uma classificação aquém do esperado, pior fiquei depois de pesar o meu peixe, e ver grande parte do meu trabalho ir por agua abaixo pois a maior parte dos sargotes não atingirem o peso mínimo de 200grs, por umas miseras gramas era vê-los a irem para o lado, 190, 185grs pareciam todos irmãos, e no final apenas meia dúzia restaram, e 4tainhas e 2 salemas.
Depois da respectiva almoçarada e do habitual bom convívio entre todos, era hora de fazer as contas e ver quem conseguiu subir ao pódio, assim sendo e sem dar hipóteses aos adversários o João Carvalho
alcançou mais uma grande vitória com 27790 pontos, capturando 70 tainhas, com um total de 13,895kgs, em 2º lugar ficou o César Ribeiro com 17765 pontos e a fechar o pódio o João Rodrigues com 14275 pontos.
Eu acabei por ficar em 5º lugar, bem longe do objectivo que esperava, mas pesca é isto mesmo e se não fosse assim não tinha piada, uns dias corre bem, outros dias corre menos bem, mas o importante como se costuma dizer é participar, dar o nosso melhor, pois o espírito saudável e honesto de competir ninguém me tira, caso as coisas corram menos bem, ver onde falhamos para que da próxima tentar melhorar.
Falta apenas não esquecer, de num gesto de desportivismo e humildade(coisa que nem todos os pescadores de competição têm), dar os parabéns a quem merece, pois com mérito vai levando a coisa a bom porto.
Restam apenas 2 provas para finalizar o campeonato, e apesar da desvantagem ser grande, à que não esquecer o velho ditado, «Que até ao lavar dos cestos é vindima!!», vou lutar até ao fim como faço sempre.  
Um grande abraço para todos e até novo relato.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

De volta a Nadrupe

Pois caros amigos e seguidores,este foi um fim de semana repleto de pesca e convívio, para mal da minha Maria, estavam agendados 2 concursos, no sábado o convívio da Casa do Nadrupe organizado pelo meu amigo Artur, ao  qual não podia faltar, e no domingo a 8ª prova do campeonato da Bordinheira, onde não podia cometer mais deslizes para ainda ter esperança de alcançar a vitória.
Assim sendo abdiquei da preparação da 8ª prova do campeonato da Bordinheira, falhando a habitual  vistoria dos pesqueiros, para definir uma estratégia para a prova, afim de estar com bons amigos no convívio do Nadrupe, no domingo seja o que Deus quiser, o que por vezes até é boa politica, vamos ver!!!   
Mas para já vou relatar o dia de sábado, ponto de encontro praça da Lourinhã para tomar o café e por a conversa em dia antes de ir para o mar. 
Fui com o meu pai e por culpa minha chegamos atrasados, já tinham todos arrancado para o mar, mais um pouco tomávamos o café sozinhos, apenas o organizador Artur Silva nos fez companhia.
Arrancamos então para  o mar a ideia era ir até a Vale Frades na Areia Branca, mas como o mar era muito bravo e barrento fomos andando para norte, passamos pela praia de Paimogo, mas as condições eram idênticas, fomos então até Peniche na procura de aguas mais claras e onde conseguíssemos pescar minimamente.
Chegados a Peniche, mais propriamente à Papoa, as condições agradavam, preparava-me para descer quando fui interpelado, «És o Pedro Franco do blog?», era o Pedro Batalha do blog Pescatuga, que tinha combinado uma pesca com o Sérgio Tente, mas este parece que adormeceu.
Tivemos um pouco na conversa, esta é outra parte engraçada dos blogs, conhecermos e sermos reconhecidos, além de se aprender muita coisa nova.
Depois disto desço então para o pesqueiro, à direita do antigo esgoto, a ideia era tentar apanhar uns sargos nos rebolos pois o mar estava de feição e não me cansar muito saltando de pesqueiro em pesqueiro, pois tinha prova dura no domingo.
Monto a pesca do costume, bóia de 3grs, fio 0,165mm e faço um bom balde de engodo de sardinha, começo a pescar e sinto logo peixe, mas miúdo e a comer mal, tiro um sargote e uma tainha. 
Deixei de sentir peixe, agarro no balde de engodo e vou para o lado do cano de esgoto, onde fiquei a pescar com o Pedro Batalha, em estilos de pesca completamente diferentes, ele com uma pesca pesada, um pião de 40 ou 50 grs a pescar fora ai a 60mts de distância e eu com uma pesca ultra leve a pescar aos pés, tiro mais um sargote, uma tainha e dois robalinhos que foram devolvidos, ele a iscar com percebe não sentia nada.
Nova falha do peixe e tralha às costas, mas eu tinha dito que não me queria cansar muito!!!
É mais forte que eu, não consigo parar muito tempo num pesqueiro se não tiver peixe, subo a arriba e  volto a descer do lado norte da Papoa, num pesqueiro que não sei o nome, sugerido pelo colega penicheiro Cláudio Ferro.
Um pesqueiro mais fundo e mais alto, com boas escoas, mudo a bóia para uma de 7 grs, engodo numa pedra onde o mar vinha lavar, e no 1º lançamento tiro um sargote, pouco depois tiro um robalote, tiro mais uma tainha e um sargo jeitoso e volta a falhar o peixe, insisto no engodo mas sem sucesso, novamente tralha ás costas e vou fazer a ultima hora de pesca no Barreiro Baixo, onde ainda apanhei mais umas tainhas e uns sargotes.




 No final apesar de ser peixe miúdo tinha a lata composta, era hora de ir pesar o peixe e almoçar.
Após a realização da pesagem, e comida uma boa feijoada, confeccionada pela esposa do Artur, que por acaso foi minha professora no secundário, e para sobremesa o típico e saboroso arroz doce.

Enquanto uns saboreavam o arroz doce, outros tratavam de lavar a loiça, he he he!!!
 Entre mais uns dedos de conversa e um cafézinho na sede do Nadrupe, foi feita a classificação, faltava apenas a entrega dos prémios e fotos da praxe.



Apesar de não ser grande pescaria acabei por alcançar a vitória com 14680 pontos, em 2º lugar ficou Fernando Maymone com 11700 pontos e a fechar o pódio o Silva Duarte com 10840 pontos.
O organizador está de parabéns pois foi sem duvida mais um dia muito bem passado, entre bons amigos e que para o ano nos voltemos a reunir na casa do Nadrupe.
Agora era voltar a casa e preparar o material para a 2ª jornada do fim de semana, fica o suspense para saber como correu. 


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

2º Grande Convívio de Pesca A.C.D.R dos Arneiros

Pois é pessoal amigo após alguns meses de descanso está ai mais um concurso convívio para desenferrujar os ossos e o material.
Venho por este meio convidar todos a participar no 2º grande convívio de pesca  A.C.D.R dos Arneiros(São Mamede da Ventosa) no litoral do concelho de Torres Vedras, que já deu provas de saber receber e tratar bem da malta.
Depois da pescaria para abrir o apetite será servido o esmerado e farto almoço que certamente nos espera, sem ter certezas, penso que será maçada de marisco.
Será certamente um dia  muito bem passado, venham e tragam 1 ou mais amigos para participar, e no final do dia vão ver que valeu a pena e que o resultado da pescaria é o menos importante.
Aqui fica o prospecto com os horários e contactos para inscrição, a inscrição é 10 euros, com direito a almoço.
Um abraço e espero contar com a vossa presença.
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