Devem-se estar a questionar o porquê deste titulo, normal não?
Um pouco desajustado para um post num blog de pesca, mas faz todo o sentido, pois realizou-se novamente este domingo o convívio de pesca «Sopa da Pedra» no A.C.B Varatojo, é que para além de gostarmos de pescar, esta malta gosta ainda mais de comer e beber.
Um pouco desajustado para um post num blog de pesca, mas faz todo o sentido, pois realizou-se novamente este domingo o convívio de pesca «Sopa da Pedra» no A.C.B Varatojo, é que para além de gostarmos de pescar, esta malta gosta ainda mais de comer e beber.
Como o trabalho tem consumido quase todo o meu tempo, pus em consideração falhar esta brincadeira, para estar com a família, mas à ultima da hora o meu grande amigo Artur, lá me conseguiu fazer mudar de ideias, mas impus-lhe algumas condicionantes, ele seria meu companheiro de jornada e seria dele a responsabilidade de escolher o pesqueiro.
Como a prova seria curta, apenas 4 horas de pesca, das 8 ao meio dia, a ideia era pescar, almoçar e passar a tarde com a família, deixando os amigos e os copos para outra oportunidade, isto que para mim é a melhor parte.
Porto Chão foi por unanimidade a escolha para a pescaria, desta feita o mar e tempo deram sinal de melhorias, ainda que com mar forte mas as aguas com boa cor, apenas faltou o peixe para ser uma óptima jornada.
Lá descemos a arriba e rumamos para norte, eu o meu pai e o «Ti Artur», para o pesqueiro do Penedo do Zé Russo, a maré estava praticamente no pico da enchente, a pesca seria feita sempre a vazar, rapidamente montamos o material, eu optei por uma cana de 5mts, um pouco mais comprida que o habitual, porque tinha de pescar longe da agua, uma bóia também mais pesada 7gr, mantendo o fio 0,18mm.
O típico engodo para mares mais agitados, mais grosso e misturado com areia para se aguentar melhor no pesqueiro, uns bons lombos de sardinha para isco e pesca na agua, os primeiros lances fizeram parecer que ia ser um daqueles dias de lata cheia, após tirar 4 sargos(mais alguns devolvidos), uma tainha e outros 2 peixes desferrados, o peixe pura e simplesmente desapareceu com o virar da maré.
Estes são sempre acontecimentos que nos deixam a pensar, mas para onde terá ido o peixe? Se ainda agora estava aqui a monte para onde foi?
Analiso e sigo bem as correntes, para tentar imaginar para onde foi o peixe, pego no balde e vou tentando mais à direita, mais à esquerda mas nada, nisto o Artur consegue safar a grade com uma tainha.
As gaivotas facilitam a tarefa, dão sinal onde vai parar o engodo, é ai onde andam a comer alguns pedaços que o engodo para, balde numa mão e cana na outra vou até lá, poucos lançamentos depois a bóia afunda, dou a ferragem e o peixe arranca fortemente para dentro, por breves instantes fez-me pensar que era um robalo, mas depois de vir ao cimo da agua vi que era uma grande tainha, depois de uma boa luta lá consegui po-la a seco, mais umas colheradas de engodo, mais uns lances mas pelos vistos andava sozinha.
Volto para o pesqueiro inicial, mas agora com menos agua já deixava pescar melhor, restava pouco tempo de pesca, entre as pedras que começavam agora a aparecer, ferro nova tainha, esta maior que a anterior, deu pouca luta e depressa a encalhei, foi acabar da melhor maneira possível, o meu pai a pescar à chumbadinha nos últimos lançamentos também safou a grade e tirou 2 tainhas.
Arrumado o material e tiradas as fotos da praxe, faltava o mais difícil, subir a arriba até ao carro, eu que ainda sou novo não me custa muito, mas para esta malta bem mais usada que eu já pesa bastante.
Este foi mais um dia bem passado, mas com pouco peixe, onde a grade foi rainha, após a pesagem e feitas as contas, acabei por alcançar a vitória destacadamente, ainda acumulei os prémios de maior nº de exemplares e de maior exemplar, uma tainha com 1,490kg, em 2 lugar ficou o Joaquim Veríssimo que apanhou um bom robalo e a fechar o pódio o meu pai.
Na hora de receber os prémios como não estava presente, foi o meu pai que me representou, já me esquecia, contou com a ajuda do meu assessor de imprensa César Ribeiro, que estabeleceu uma ligação via telemóvel na hora para umas breves palavras.
Para todos uma boa semana e até nova aventura.


