Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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sábado, 15 de março de 2014

O mar cai e é isto!!

Basta o mar dar umas tréguas e é o costume, redes e aparelhos espalhados pela costa, o que é normal.
Mas com um mar tão grande, tem que os vir montar cá fora em cima da malhada, depois admiram-se de acontecerem acidentes.
Eu não sei qual a distancia mínima da costa para colocação destas artes, pesquisei na net e não encontrei nada, mas calculo que não seja a esta distancia, alguém sabe?









Onde andam as autoridades que não vem nada!!!!
Fotos tiradas esta semana na Praia da Assenta.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Elas já andam ai!!

Neste domingo realizou-se a 4ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira, desta vez fugindo ao que tem sido habito, esperava-nos um dia de mar bastante bom e as aguas com boa cor, o dia esse, algo nublado e temperatura amena.
Depois da típica volta no dia anterior, o spot escolhido seria  o Porto Chão, concentração na sede por volta das 7 para um café e 2 dedos de conversa com a malta, lá rumamos aos pesqueiros.
Na companhia do meu pai desci a arriba, o mar apresentava-se bem melhor que no dia anterior,  rumo para norte, precisamente para a lage perto do penedo do Zé Russo.
Desta vez já levava 2 canas montadas, uma com fio 0,135mm com bóia de 3grs e outra com fio 0,18mm e uma bóia de 7grs, para não perder tempo, e aproveitar ao máximo as horas que achava que seriam as mais produtivas, o virar da maré por volta das 8 e meia.
Rapidamente faço um balde de engodo e preparo uns filetes de sardinha, estava na hora de inicio, depois de engodar o pesqueiro mesmo em cima da lage, saco para o peixe à tira cola e caixa da sardinha à cintura, pois a pesca ia ser feita bem próximo da agua, este método é o melhor para este tipo de pesqueiro, não só para não perder tempo, mas também para evitar correrias para por o peixe na lata, e ir buscar isca, assim temos tudo á mão além de se evitarem possíveis quedas nas pedras quando estas são escorregadias ou tem limos, como era o caso.

Como o vento soprava com alguma intensidade, comecei com a pesca mais grossa, após uma meia hora nada de nada, com um mar destes nem um peixe, estava magnifico para os sargos, como é que pode, parecia que os estava a ver ali, mas não.
Sem sentir nada começo a procurar, subo a altura da bóia e passo a pescar para o lado mais fundo, mais uma colheradas de engodo, o pesqueiro estava de sonho, o mar não corria e o engodo trabalhava mesmo bem.
Lanço, ainda a bóia não tinha endireitado e já dava sinal de peixe, dou a ferragem, e o peixe saltou fora de agua, um garrento, trabalho o peixe e meto-o aos pés, a grade estava safa.
Mais uns lançamentos e pouco depois nova ferragem, pelo bater vi logo que era uma salema, com muita calma para não cortar o fio encalhei-a, carrego ainda mais no engodo para ver se as encardumava  aos meus pés.
Mas pelos vistos era só esta que lá andava, o mar já perdia altura com o vazar da maré, e pensei, não anda sargos, nem salemas, vou tentar umas tainhas com a pesca mais fina, começo a engodar mais aguado e mais vezes a miude, iscadas bem mais pequenas e consegui ferrar umas 3 praticamente seguidas.

Elas deixaram de dar sinal durante uma hora e já pensava em mudar de pesqueiro quando ferro novamente uma salema, que acabou por cortar o fio, o meu pai que estava a pescar à chumbadinha ao meu lado já ia de abalada, pousou as tralhas e fez mais uns lances, mas com limos.
Empato novo anzol e continuo a iscar com sardinha, mas não as sentia, o meu pai com limo estava a senti-las e gritou para mim, «Elas andam ai mas manhosas, não as consigo ferrar».
Mudo novamente para a pesca mais grossa e isco com limo, tirei logo uma, volto a lançar e começo a ver que elas estavam a comer mas desconfiadas, volto novamente para a pesca mais fina, mas coloco um anzol pequeno de pé comprido para elas não cortarem o fio, em pouco tempo tiro umas 5 ou 6 e perco 2.
A agua já era pouca e elas desapareceram, mudo de anzol e volto a tentar as tainhas, e ainda tirei mais 1 tainha e 1 salema, mas depois deixou de picar.
Olho para sul e vejo que o mar deixava pescar no meio da praia, a cota de mar estava no ponto, dou uma olhadela para o relógio e vejo que faltava apenas meia hora, vai não vai, vai não vai, pego no balde e lá vou eu tentar.
 Ainda consegui matar lá uma boa tainha, terminando a pesca com 15 peixes na lata, 9 salemas e 6 tainhas, à chegada à colectividade a azáfama era geral, pois quase toda a gente tinha apanhado peixe, embora não houvesse grades sacadas, havia uns quantos sacos com pescas idênticas. 
Depois da pesagem feita a sorte sorriu-me e por poucos pontos consegui ganhar, com 6,575kg de tainhas e salemas, totalizando 13150pts, em 2º lugar com 13005pts ficou o António Inácio(  que está como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor, uma verdadeira maquina!!), e a fechar o pódio ficou o filho, Nelson Inácio com 12415pts, em 4º ficou o David Forcada com 11860pts e em 5º o Paulo Ribeiro com 11820pts.

Esta já foi uma jornada bem mais animada, com o peixe a dar um ar de sua graça, com uns sargotes, as salemas(tão desejadas por uma grande parte dos pescadores), além de umas grandes tainhas onde destaco uma com 1,880kg apanhada pelo Miguel Serra, e que para já vai sendo o maior exemplar deste campeonato.

O tradicional almoço composto de uma bela sopa, carne á Bordinheira, fruta e sobremesa, como sempre, acabou por saciar ainda mais o pessoal.
Agora é esperar por novas aventuras piscatórias.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Mais um grande dia

Dia 30 deste mês realiza-se na Sede da Bordinheira mais um convívio de pesca, para todos os amantes  e amigos deste desporto que queiram participar, para terem uma ideia o ano passado foi assim (http://pescadecana.blogspot.pt/2013/03/mantendo-tradicao.html).


O programa será o seguinte:
7 horas - concentração na sede da Bordinheira 
7 horas e 30 minutos - partida para os pesqueiros
8 horas - inicio da pesca
12 horas e 30 minutos - final da pesca
1 hora e 15 minutos entrega do pescado(no local do sorteio)



Segue-se depois o almoço convívio com umas entradas, sopa, serrabulho e porco no espeto, vinho ou sumos, não faltará a sobremesa .
Depois da classificação será feita a entrega dos prémios, além de um grande sorteio de vario material de pesca.
O valor da inscrição são 10 euros, quem quiser participar poderá inscrever-se na colectividade, ou deixar aqui no blog os nomes.
Espera-se um dia muito bem passado, com um ambiente de camaradagem excelente, numa terra que sabe receber muito bem quem quiser aparecer.
O convite está feito, venham divertir-se e passar um dia diferente, tragam um ou mais amigos.
Um abraço e boas fainas

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pescadores de agua doce

Porque a vida são dois dias, e o Carnaval de Torres são seis, que devem ser vividos de forma muito intensa, mas já passaram, cá voltamos à pesca e aos relatos de pesca.
Na quarta feira, aproveitando o ultimo dia de férias escolares do meu petiz, fomos fazer uma pescaria, já que a vontade de pescar dele era muita e estava prometida uma ida ao mar, que para ele é sagrado, se está prometido tem que ser cumprido mesmo que as condições para pescar não sejam nenhumas, raio do miúdo é teimoso como uma mula, não sai nada ao pai!!! He he he....
Sem condições para pescar no mar, pois estava muito bravo, barrento e com muito vento, o que é que eu pensei, vamos à pesca, mas não vai ser no mar, vamos pescar enguias no o rio Sizandro, que passa na minha aldeia, leva bastante agua e está barrento, o ideal para esta pesca.
Foi uma pesca à moda antiga, como nunca tinha ido às enguias, mas sempre ouvi as explicações do meu pai e do meu avô, de como se fazia esta pesca, pus mãos à obra, ou seja na enxada e lá foi eu.
Primeiro era necessário apanhar uma boa quantidade de minhocas da terra, fui até uma zona parcialmente alagada e toca de cavar, em pouco tempo tinha uma bola de minhocas mais que suficiente.
Agora era só fazer o «remelhão», que consiste em colocar as minhocas com recurso a uma agulha, num fio de costura com aproximadamente 1,5mt, eu utilizei uma agulha de costura, mas se for com uma agulha de iscar minhocas é bem mais fácil, mas como não tinha a tropa manda desenrascar.
Depois de enfiadas todas as minhocas, da-se umas voltas à minhocada na mão e ata-se, num caniço atei um fio de pesca, com uma chumbada de 100grs, onde atei a minhocada à chumbada, agora era só levar uma bucha e irmos até ao rio.



Já no rio, era hora de escolher o pesqueiro, procuramos uma margem onde fizesse um fundo com pouca corrente e com condições para estarmos em segurança, levamos um chapéu de chuva, não é que tivesse com cara de chuva, mas este faz parte das artes desta pesca, fica aberto e espetado na berma do rio, funciona como camaroeiro.
Pescas na agua e esperar, de vez em quando levantar as pescas sempre para cima do chapéu, pois se vier alguma enguia agarrada ela cair lá dentro, mas delas nem sinal, ainda era cedo........ e sentados na margem do rio íamos conversando os dois, momentos importantes entre pai e filho, são estes momentos que fortalecem relações e nos fazem criar laços de amizade muito fortes.
As enguias teimavam em não dar sinal, mas para mim o dia estava a correr maravilhosamente, ouvir a agua a correr, os pássaros a cantar, as galinhas de agua a passarem assustadas de uma margem para a outra, faziam-me voltar uns anos atrás no tempo, em que eu menino passava grande parte das minhas férias no rio com amigos, a apanhar pássaros, caracóis e cágados entre outras bicharadas.
Mudamos de pesqueiro, andamos talvez uns 2 kms pela margem e lá encontramos um cantinho, e insistimos, a caminhada abriu o apetite, era hora de comer uma bucha para recuperar forças, meus amigos digo uma coisa, uma sandocha comida ali, ao ar livre em contacto com a natureza, é melhor que comer uma boa dose num bom restaurante, sem duvida nenhuma.


Depois de reconfortados, voltamos à pesca, sinto a cana tremelicar, será desta!!! Levanto devagar e era mesmo uma  boa enguia, acabou por largar-se antes de entrar no chapéu, ora bolas, são poucas e mesmo assim não as apanho, entretanto o João perde também uma da mesma maneira, tínhamos de ser mais rápidos no momento de levantar a pesca de modo a caírem dentro do chapéu.

O dia caminhava para o fim e foi nessa altura que finalmente conseguimos apanhar algumas enguias, eu apanhei 3, e o João 1, talvez por haver menos claridade influenciou nas capturas, pois foram praticamente seguidas já que o resto do dia não sentimos nada.


Chegava a hora de ir para casa, estávamos satisfeitos com a jornada, pois o que estava na lata já dava para o jantar de 10, se 9 não comessem é claro, ha ha ha....Acabamos por devolve-las ao rio, mas foi sem duvida um dia muito bem passado, que vai ficar guardado na nossa memória.
Fico satisfeito por ver que a poluição no rio diminui bastante, quando era miúdo o rio estava bem mais poluído e com pouca vida, agora existe mais vida nas aguas o que é animador, é sinal que algumas coisas que tem sido bem feitas e o dinheiro gasto não foi em vão.
A Câmara Municipal e as entidades que gerem os recursos hídricos, que continuem pois estão no caminho certo, também temos de dar os parabéns quando vemos que merecem, não podemos só dizer mal.
Uma ultima nota, no final da pescaria seja no rio ou no mar, não esquecer de levar todo o lixo do pesqueiro, não custa nada e a natureza agradece.
Um abraço a todos e bons lances seja no mar ou em agua doce.

terça-feira, 4 de março de 2014

Bom demais para ficar na gaveta

Este foi o ultimo concurso de pesca organizado pela Sociedade Recreativa do Bairro da Bela Vista(SRBBV), realizado a 24-03-2002 na Costa a Oeste de Sesimbra, zona de uma beleza ímpar.
Este acontecimento ficou registado em video, que o meu grande amigo Germano Silva, na altura dirigente da secção de pesca do SRBBV me enviou, ele fazia muito gosto que eu o tornasse publico,  assim fazendo a sua vontade, aqui esta ele, disponível para todos verem.
Neste video não está demonstrado o grande trabalho que dá organizar um evento desta envergadura, pois leva meses de preparação, desde angariação de patrocínios para prémios e almoço, tratar de todas burocracias essenciais com as outras colectividades, capitanias etc, já para não falar em toda a orgânica necessária e fundamental por parte da colectividade, baseada numa grande equipa de trabalho, para que tudo funcione naquele dia.
Fica apenas demonstrado o resultado final, uma boa maneira de recordar como eram os concursos/convívios de pesca à uns anos atrás, bem como ver e rever caras conhecidas dos pescadores que nele participaram.
Espero que gostem.

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