Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Convívio de pesca no Varatojo

No passado domingo realizou-se mais um grande convívio de pesca no Varatojo, um dos mais conceituados no concelho de Torres Vedras, contou com a participação de 160 pescadores.
Contamos com a ajuda do bom tempo e um mar bastante aceitável, que ajudou na realização de boas capturas.


Obviamente não podia faltar, e tentar uma farta pescaria, a jornada foi preparada e estudada como sempre, o pesqueiro escolhido ia ser o Porto Chão, mas devido ás alterações nas condições do mar durante a noite, optei por descer na Ursa, fazer ai as primeiras horas de pesca e depois ir andando para norte ao encontro do meu pai.
A ideia era tentar umas salemas à bóia no buraco da Ursa, ou algumas tainhas, mas mais uma vez este pesqueiro não respondeu às expectativas(este é um pesqueiro a por de lado, muito bom aspecto, mas muito incerto no que toca a peixe), e na 1ª hora e meia a lata estava vazia, nem salemas, nem tainhas, apenas uns sargotes devolvidos e uma tainha que se desferrou.
Passei então para o plano B, ir caminhando para Porto Chão para tentar safar a grade, faço outro pesqueiro mesmo em frente à descida, mas foi mais um furo, a lata continuava vazia, a maré já descia, deixando as pedras perto do penedo do Zé Russo mesmo no ponto ideal para lá ir.
Mudo-me para lá e fico a pescar ao lado do meu pai e do Fausto, com um mar sargalheiro a prometer tiro 3 praticamente seguidos, mas foi sol de pouca dura, e depressa acabou o bom ritmo.
Sem sargos no pesqueiro tive de voltar-me para as tainhas, que não estando em fartura foram aparecendo e compondo a pesca, no final da prova tinha na lata 13 peixes, 9 tainhas e 4 sargos, uma pesca um pouco aquém das expectativas, mas isto na pesca é mesmo assim, nem sempre à rabo de sardinha.
Depois do trabalho feito era hora de descansar e forrar o estômago, com uns queijos frescos e uns apetitosos pipis, com o bom pão saloio, a puxar umas cervejinhas, enquanto se realizava a pesagem.
A festa continuou, e acabamos de forrar o estômago com uma saborosa feijoada, bem regada claro está, era hora de sabermos as classificações e entrega dos prémios.
Em primeiro lugar ficou o Nelson Inácio da G.A.P. Magoito, bem destacado com 28800 pontos, foi o pescador com o maior nº  de exemplares, com 25 peixes capturados na sua maioria tainhas e salemas, para ele os merecidos parabéns.
Em 2º ficou o José Dias da A.PE.CA.CO com 23100 pontos, foi o pescador que apanhou o maior exemplar da prova, um bonito robalo de 3,600 kg pescado à bóia, um belo peixe.
A fechar o pódio ficou o Vítor Bertolo também da G.A.P Magoito com 20660 pontos.
Eu ainda consegui um 17º lugar, por equipas ganhou a Bordinheira e por clubes a G.A.P Magoito, mas o dia ainda não tinha acabado, faltava ainda parar na Bordinheira, para dar cabo do leitão assado que calhou nas rifas a um pescador do clube.
Foi mais um dia de pesca e convívio de alto nível, este fim de semana voltamos a repetir a dose, mas desta feita  no «Independente» de Peniche.
Um abraço a todos o bons lances.


sábado, 5 de abril de 2014

E peixe?Podemos tirar?

No quintal(São Lourenço) dos amigos João e Hélder Luca,  as regras estão bem claras e visíveis logo à entrada numa caricata placa.


Então e peixe?Podemos tirar ou não?
Tem de definir melhor essa situação, assim a malta que lá vai pescar fica com duvidas, he he he....
Um abraço a todos e bons lances

quarta-feira, 2 de abril de 2014

No dia em que mudou a hora!!

No passado domingo realizou-se o já habitual convívio de pesca da matança porco na Bordinheira, este é mais um dia de festa nesta colectividade, onde temos um enorme prazer de convidar e receber todos os amigos da pesca e da colectividade, para desfrutarem de um dia de pesca diferente, de muita amizade e acima de tudo da boa e típica comida da matança do porco.
Como de costume fiz questão de participar e ajudar na matança dos porcos no dia anterior, mesmo sem grande tempo disponível lá dei um saltinho, esta é para mim uma das partes mais importantes e animadas na organização deste convívio. 

A 2ª parte vem no dia seguinte, a pesca propriamente dita, a almoçarada bem como o convívio.
A aventura começa agora, como mudava a hora de sábado para domingo, antes de me deitar fiz questão de mudar a hora antes de me deitar, ou seja atrasei uma hora no relógio e no telemóvel, coloco o despertador para as 5 da manhã para tomar o pequeno almoço e arrumar o material tudo nas calmas, apanhar boleia do meu pai ás dez pás 7 e fui dormir descansadinho.
Toca o despertador, levanto-me bem ensonado e começo a vestir-me, «Mas que horas são?» pergunta-me a minha Maria, «São 5 horas» digo eu, olha que no meu telemóvel já são 7 horas, diz ela, vou até à cozinha e na televisão confirmo que eram mesmo 7 horas, fo#"$se, ca##!$o estou mega atrasado, em vez de adiantar o reógio, tinha atrasado uma.
Sem tomar pequeno almoço, arrumo as tralhas, canas, baldes, engodo e isca, visto o fato neoprene a correr e saio de casa, já o meu pai estava farto de esperar, se há coisa que detesto é começar o dia de pesca em correria, atrasado e ainda por cima fazer os outros esperarem por mim, não podia ter começado da pior maneira, que stress.
Cheguei à concentração praticamente na hora de ir para o mar, nem deu para falar com a malta conhecida, apenas combinei com os meus companheiros de jornada o Gonçalo Santos e o Hélder Luca onde íamos pescar.
Com o rumo traçado lá fomos, o dia chuvoso não animava muito, Porto Chão era o destino, a descida sinuosa e um pouco escorregadia devido à chuva, foi tarefa difícil na estreia dos meus colegas neste pesqueiro, mas conseguimos chegar ao mar, que estava do meu agrado, um pouco mexido, boa cor e maré vazia, tudo ao jeito para uma boa jornada.

Montamos as pescas, o Gonçalo e o meu pai foram mais para norte pescar à chumbadinha, eu o Hélder fomos para a nossa pesca de bóia, o objectivo deste dia não era ganhar, mas sim tentar com que o meu discípulo/aluno ganhasse.
Para quem não sabe, o Hélder é um grande amigo que fiz graças a umas pequenas dicas que lhe dei quando um dia o encontrei a pescar nos Coxos num final de tarde, nunca me vou esquecer, essas dicas surtiram efeito imediato, ele apanhou uma carrada de carapaus e cavalas num instante.
Ele já pescava, mas faltava aqueles pequenos e simples toques que fazem toda diferença, tais com iscar correctamente com sardinha, os anzóis mais propícios e uma bóia mais ligeira, combinamos depois muitas mais pescarias, e ganhei ali um amigo daqueles muito especiais.
Aproveito para deixar um pensamento para aqueles pescadores que se julgam os supra sumo da pesca, se fecham em copas e tem medo de ensinar o que aprenderam, nem sabem o que perdem por serem assim, podem perder amizades destas.


Mas voltemos à pesca, preparo o pesqueiro e toca de por as bóias de molho, depressa o peixe deu sinal, foram saindo uns sargos jeitosos e alguns peixes a desferrar, uns para mim outros para o Hélder, dando eu sempre prioridade ao aluno e ajudando nas suas capturas, hoje era o seu dia e ele estava de mão quente.
A pesca estava bastante animada com bom peixe no pesqueiro, e uma ou outra salema e tainha fomos compondo o ramalhete, com o encher da maré fomos obrigados a recuar e os sargos deixaram de picar, apenas eu fui tirando umas tainhas, o meu pai e o Gonçalo iam semeando chumbadas no mar, era umas atrás das outras.
A prova caminhava para o final, a chuva que caiu copiosamente, ia-se intensificando, peguei no balde de engodo e fui para norte onde ainda apanhei um robalo jeitoso, de repente começa a chover um aguaceiro acompanhado de muito vento, de tal maneira que deixamos de pescar, a agua era tanta que corria em cascata pelas arribas em direcção ao mar, esbarrentando de imediato as aguas, a pesca estava feita.
Devido ao mau tempo mau tempo não deu para tirar fotos do peixe no pesqueiro, mas em casa tirei apenas ao meu peixe, as tainhas e salemas não aparecem.
Arrumamos as tralhas pois tínhamos uma complicada tarefa pela frente, subir em segurança a arriba de Porto Chão, enlameada e escorregadia daquela maneira não ia ser nada fácil, eu estava a vontade, mas os principiantes no neste pesqueiro não, o meu pai subiu aqui, e depois foi de carro ao nosso encontro.
Para fazer a subida de forma segura pensei em subir mais a sul na Ursa, a chuva já abrandara mas o terreno esta perigoso, eu tinha a responsabilidade de os tirar dali sem ninguém se aleijar, vou andando até lá, mas quando lá chego a maré já não permitia passar até ao inicio da subida, ja transpirava por todos os lados, tive de passar a um 3º plano, uma subida alternativa a meio caminho(Vale D´asma) foi a solução.
Carregados com as tralhas lá fomos subindo, fui dando as indicações para subir da melhor maneira, a longa e íngreme subida fazia moça, finalmente chego lá acima, pousei as minhas tralhas e volto a descer até meio caminho para ajudar o Hélder que já estava de rastos, meto a mochila pesadíssima dele às costas e com esforço acabamos todos a escalada, objectivo comprido, bastante  enlameados e exaustos chegarmos ao carro todos sem ninguém se aleijar, mas que aventura esta!!!
Este ano contamos com 180 participantes no almoço, 96 dos quais pescadores, a chuva intensa e mar forte que, inevitavelmente, produziram umas dezenas de "grades", produziram também uma vontade enorme de chegar á mesa "das entradas" e depois, com mais calma, à refeição completa, que até tinha duas qualidades de sopa à escolha,  também foram servidos dois pratos diferentes, serrabulho e porco do espeto com arroz e batata frita, não podiam faltas as cagarraças(filhós doce feita com sangue do porco), e variados doces para sobremesa.
Num dia de muitas grades e onde a classificação não era o mais importante o pódio ficou da seguinte maneira, em 1º lugar Paulo Marques, com um sargo e  21 salemas, pescadas inevitavelmente no Cavalinho, totalizou 23700 pontos, para ele os meus parabéns.


Eu acabei por ficar em 2º com 15750 pontos, e a fechar o pódio ficou o meu aluno Hélder com 14540 pontos, que se portou muito bem, não fosse o robalo tirado a acabar tinha dado porrada no professor.
De referir a participação de duas senhoras, a pescadora Cátia e uma "pescadora" iniciada, Joana, que perante as dificuldades do tempo e do mar não obtiveram capturas, mas foram igualmente agraciadas com uma recordação do evento, prémios entregues pelo sr Silvino, representante da Silfesan, patrocinador oficial da secção de pesca da Bordinheira para a temporada 2014.




Este foi um dia onde a animação, comida, bebida, e amizade não faltaram, onde penso que todos saíram satisfeitos, pelo menos essa foi a nossa intenção.
Não posso deixar de agradecer a todos os participantes, e a todos que ajudaram para que fosse possível realizar este evento, uma grande equipa, que mais uma vez esta de parabéns.
Fica já feito o convite para todos os pescadores participarem dia 11 de Maio, no nosso concurso anual de pesca, venham e tragam um amigo, que este ano vai ser de arromba, a secção de pesca completa  10 anos.







sexta-feira, 28 de março de 2014

Treinar para a meia maratona

Este domingo realizou-se a 4ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira, mais uma vez fomos brindados com um marzinho daqueles que a malta tanto gosta, he he he, bem mexidinho, com tons acastanhados, o que vale é que já nos habituamos.
O tempo até que não esteve mau, um dia solarengo com uma ligeira brisa, mas que não estorvava a acção de pesca, o pior foi mesmo os fortes enchios, divido ao período da vaga ser bastante alto, ajudado pelo descer da maré, abalava com toda a agua e engodo dos pesqueiros.
Para esta jornada, leva estudado um plano de pesca bem elaborado, mas bastante puxado, para tentar tirar partido de alguns spots nas melhores horas de maré, era quase um treino para a meia maratona, com uma grande área de costa para percorrer.
Aqui está o plano de pesca executado nesta jornada, a vermelho o 1º trajecto, a verde a 2ª parte da jornada, e a azul o regresso e espera da boleia, no total da jornada foram percorridos sensivelmente 4,5kms, desde Cambelas até à Praia da Foz.


Para inicio de jornada apostei na Ursa, mais propriamente no Castelinho, este não é um dos meus pesqueiros de eleição, mas como as condições me agradavam e deixava pescar razoavelmente, resolvi apostar aqui.
Depois de descer a arriba, o ritual do costume, preparar o engodo, sardinha para isca e montar a cana com fio 0,18mm e uma bóia de 3 grs, partilhei o pesqueiro com o amigo Carlos Maria.
Depois de engodar bem o pesqueiro, foi só por a pesca lá dentro e pouco depois a bóia afunda e eu dou o toque, do outro lado um sargo, a grade já estava safa, mais alguns lançamentos e nova ferragem, uma arrancada bastante energética proporcionou uma boa luta, daquelas que já não sentia à algum tempo, que saudades!!!
Com calma trabalhei o peixe, que acabou por ficar a seco com a ajuda da onda, a coisa prometia, mas com a maré a descer rapidamente deixei de ter agua no pesqueiro e tirei apenas mais uma tainha.
Depois começou o treino, tralha às costas, e vou mais para sul até à Ponta da Vela(Cabelas), pesqueiro com óptimas condições, mas nem um único toque, toca de arrancar ferro.
Próxima paragem Porto Chão, reencontro com o meu pai, que ainda não tinha sentido nada, mais uma tentativa num buraco com condições para dar uns peixes, mas eles não apareceram à chamada.
Não insisti muito neste spot, voltei a mudar de pesqueiro, digo ao meu pai, vou até à Foz ver se as salemas lá estão, depois apanhas-me lá.
Chego ao pesqueiro mesmo na hora certa de maré, com grande fezada neste pesqueiro, engodei bem forte para ver se entravam as salemas, tentei com sardinha, com limo, mas delas nem sinal.
Faltava meia hora para a prova acabar e desisti das salemas, e fui gastar o resto do engodo em cima da laje de Gentias, na esperança de apanhar alguma tainha, ainda consegui ferrar 2 mas apenas tirei uma, a outra desferrou.
A pesca estava feita, o resultado não era bom, mas para as condições do mar era satisfatório, na lata tinha 2 tainhas e 2 sargos, foi uma espécie de treino para a meia maratona, também uma forma de emagrecer um bocado, além de abrir o apetite para o almoço, como se isso fosse preciso he he he!!! 
Depois das pesagem realizada onde apenas 18 concorrentes conseguiram safar a grade acabei por ficar em 6º lugar com 6520 pontos, em primeiro lugar ficou o Paulo Ribeiro com 11250 pontos, para ele os meus parabéns.

Em 2º ficou o César Ribeiro com 9900 pontos, e a fechar o pódio ficou o Miguel Serra com 8250 pontos, os 3 lugares do pódio foram alcançados no pesqueiro do Cavalinho, com umas típicas pescas desta altura do ano, salemas e tainhas.
Com o campeonato ao rubro, temos fazer uma pausa, pois começam agora os concursos anuais de outras Colectividades e Associações, que se irão realizar praticamente todos os fins de semana, com os devidos relatos aqui no blog, claro está.
Um abraço a todos e boas fainas.




terça-feira, 25 de março de 2014

Obras feitas, praia segura

A ponte da praia da Foz do Sizandro que dá acesso à praia já se encontra reconstruida e operacional permitindo assim o acesso à praia.
Estava parcialmente destruída devido ás tempestades marítimas, que este ano varreram toda a nossa costa,  abalando com parte desta estrutura, impossibilitando assim o acesso ao areal  e provocando a destruição de muitas outras infraestruturas de apoio à praia.
Neste momento já se encontram operacionais, esta semana funcionários da Junta de freguesia de São Pedro da Cadeira com recurso a uma recto-escavadora reconstruiram a ponte bem como toda a zona ribeirinha envolvente.




Assim com estes dias primaveris e solarengos já todos podemos usufruir na total plenitude desta maravilhosa praia, tanto para pescar, passear ou até apanhar uns banhos de sol, caso o tempo deixe.
Uma boa semana para todos e bons lances.
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