Mais um fim de semana, mais um convívio de pesca, desta feita novamente na costa de Peniche, mais propriamente do Núcleo do Sporting de Peniche, com a participação de 120 pescadores.
Tendo estabelecido o objectivo de nesta época de alcançar uma vitória nesta zona, lá fui eu tentar concretiza-lo, na companhia do meu habitual companheiro de jornada, o meu pai.
Antes de ir para a concentração, uma rápida passagem pelo mar na zona da Consolação para ver as condições do mar bem como possíveis pesqueiros a explorar, depois dessa volta, em que as condições do mar e dos pesqueiros me agradaram imenso, zona ideal para o meu tipo de pesca, com muitos caneiros com boas condições, numa grande extensão de costa, o que permite um enorme leque de opções onde procurar o peixe.
A Consolação é uma praia que fica a sul da península de Peniche, é famosa pelos seus "tratamentos" nas rochas, que segundo se diz, fazem muito bem aos ossos, o iodo acumulado aliado a outras condições naturais, proporciona o bem estar de numerosas pessoas que nela procuram, com satisfação, a cura dos seus males de origem reumática e óssea, no meu caso foi exactamente ao contrário, pois à uns 4 anos parti lá o pulso numa queda nessas ditas rochas, durante uma jornada de pesca, é caso para dizer que são ossos do oficio he he he....
Continuando, um dos caneiros tinha ficado debaixo de olho, depois do sorteio, em que fui um dos últimos pescadores a sair para o mar, lá fomos nas calmas habituais, sem correias nem stress.
O ritual de montagem de canas e preparação do engodo, enquanto se espera pela hora de inicio da prova, montei 2 canas, uma preparada para uma pesca mais geral, para sargos e tainhas com fio 0,18mm e bóia de 4grs, e outra preparada caso as salemas encostassem, com fio 0,24mm com bóia de 6grs e anzol de pé comprido.
Como este caneiro era largo tive a companhia de outro pescador da prova, na outra extremidade do caneiro, coisa que não me importo partilhar pesqueiros, desde que seja consentido, penso que existe espaço para todos.
Chegada a hora de inicio, comecei por engodar o pesqueiro, com engodo de sardinha bem consistente, fiz uma 1ª engodagem na ponta do caneiro mais dentro, e depois vim salpicando de engodo o pesqueiro mais para terra, com intuito de abeirar o peixe.
Pego na cana com a montagem para a pesca geral, avanço o mais que podia no caneiro onde o mar mexia mais, isco com beliscos de sardinha e bóia na agua, não foi preciso esperar muito para a bóia afundar, um sargo a proporcionar uma boa arrancada e uma boa luta, era bom sinal, o ritmo da 1ª hora foi bastante bom com capturas variadas a sucederem-se umas atrás das outras, umas boas tainhas mais uns sargotes e 2 salemas.
Com o encher da maré fui obrigado a recuar, e fiquei a pescar ao lado do outro companheiro, mas cá fora a conversa era outra, o peixe não encostou, e das poucas capturas que fiz durante uma hora realço esta, o saco com o peixe do outro companheiro, que estava numa poça e que por descuido, foi arrastado para o mar, como tenho fato de mergulho entrei mar dentro e consegui recuperar o saco com um belo sargo dentro, o senhor ficou contente e agradeceu-me.
A pesca continuou depois deste caricato episódio, o mar ganhava altura neste pesqueiro, mexia mais um pouco e as condições melhoravam, já sozinho continuei a insistir ali pois se o peixe estava lá dentro tinha de encostar cá fora também.
Tal não se sucedeu, o peixe não abeirou, mas o meu pai a pescar à chumbadinha, cá de fora conseguia chegar onde eles estavam e com grande categoria foi tirando alguns.
Tive mesmo de ir procura-lo por outras paragens, já que o tempo escasseava.
Sem conhecer profundamente esta zona, faço o habitual pego nas tralhas e vou andando costa fora até encontrar um canto que faça alguma feição, em direcção a sul passo pelos meus colegas de equipa Miguel Serra(o homem do 69) e César, que estavam numa zona de mar mais calmo em Porto Batel, e sem resultados, continuo a andar e vou mais para sul.
Uns 300mtrs depois encontro mais um caneiro do meu agrado e por ali fiquei, faço a engodagem nos seixos junto a terra pois a maré estava praticamente cheia, vai de lançar, posso dizer que nem dava tempo de esticar a linha, junto da rebentação era peixe atrás de peixe, com algumas ferragens falhadas e peixe a desferrar compus a pescaria com mais uns sargotes, um robalote e uma salema, foi uma pena ter perdido tanto tempo a insistir no outro pesqueiro, caso tivesse arrancado logo a conversa tinha sido outra, mas a pesca é isto mesmo, um conjunto de SES....se isto....se aquilo.
Ainda assim deu para encher a lata, com 36 peixes no total, 20 sargotes, 1 robalote, 9 tainhas, 4 salemas e 2 bodiões, 6 peixes acabaram por não pesar por terem menos de 200grs.
Depois das pesagens realizadas com alguma confusão à mistura devido a algumas falhas por parte da organização, os resultados foram os seguintes, em 1º lugar ficou o Miguel Fastré de GAP Magoito com 32650pts, para ele os meus parabéns, voltou a vencer em Peniche, estão muito fortes este ano.
Em 2º lugar ficou Carlos Bruno do Stella Maris de Peniche com 27100pts, eu fiquei a fechar o pódio com 24150pts, nada mau, mas ainda não foi desta que consegui uma vitória nesta zona.
O titulo deste post surgiu devido ao caricato acontecimento com o meu colega de equipa Miguel Serra, tinha o nº de inscrição 69 e na classificação acabou na posição 69, é caso para dizer que para ele foi dia de 69, olha que sorte a dele he he he.
Ficou assim concluída mais uma jornada de pesca e de muita amizade, aproveito para vos recordar que no dia 11 de Maio será o Convívio da Bordinheira, apareçam e tragam amigos.
Não podia acabar este post sem fazer um agradecimento especial ao fotografo de serviço, Artur Silva, pelas magnificas fotos em acção de pesca, são de grande qualidade que dá vontade de publica-las todas.
Um abraço a todos e bons lances.
















