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sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
4º Prova do Campeonato da Bordinheira
O relato desta prova foi feito pelo meu camarada de prova Artur Silva a quem agradeço, como descreve tão bem esta jornada decidi publica-lo.
Quarta prova deste campeonato. As previsões do tempo e mar eram tão más que tive dúvidas em participar, no entanto as expectativas que criei no Pedro Franco pelo meu interesse nas coisas da pesca deveriam ter sido tantas que ficaria envergonhado se não participasse. Combinámos a hora, fatos de oleado para o carro e lá vamos nós direito à Bordinheira e à praia da Amoeira. Desta vez era para participar na competição, mas tentar não prejudicar a prova do Pedro. Chegados à Amoeira estava um tempo de uma negrura fantástica, de ondas fantásticas, eu estava bem agasalhado mas ainda sentia frio nas mãos. Resumindo; estava fantástico dentro do carro, mas…….. a obrigação pôs-me a caminho encosta abaixo, para cima do areal. Não sabia como é que havia de pescar, tais eram as condições. O Pedro orientou-me para a chumbadinha de 20 grs. e assim fiz enquanto ele começou por pescar à bóia fazendo logo alguns peixes nos primeiros lances .Quando o colega se deslocou para pesqueiro da direita iniciei um pouco de engodagem, quando o colega foi experimentar para o fim da praia, aproximei-me e subi para cima da rocha onde confirmei a existência de uma poça mais ou menos calma e vi que dava para a bóia. Fui buscar a cana da bóia e aumentei a densidade de engodo sobre a “ponta da água”, qual não é o meu espanto quando vi uma boa tainha a 2mts de distância, iniciou-se o processo de forte produção de adrenalina. Dado que estava muito perto do local da tainha, recuei cerca de 2-3 metros, isco e lanço obtendo uma captura boa, isco e lanço e bis, e mais dois bis. Chega o colega, que não queria acreditar que eu tinha 4 tainhas e…, logo de seguida ferro a 5ª. A partir daqui mantivemo-nos algum tempo no mesmo pesqueiro, começou a haver mais corrente, a maré já enchia bem (com influência da lua cheia) e a bóia já não se mantinha no mesmo sitio, deixou de dar peixe.
Acabei por ir para cima da areia e verifiquei que a bóia ainda se aguentava bem no pesqueiro, mas.... incompreensivelmente não ouve mais toques de peixe com medida, o que me deixou estupefacto, foi então que verifiquei que, embora eu pensasse que o engodo estava a correr para a esquerda, efectivamente estava a correr para a direita, terá sido por isso? O Pedro ainda fez peixe á direita, mas a partir daí, eu mantive-me no mesmo lugar, ele mudou mas já não se apanhou nada. Havia que ir á procura do anunciado cozido á
portuguesa e... aguardar pela próxima em 08.Jan.
Acabou por ser um dia de mar muito bem passado (e “de terra” também).
A prova foi ganha na Praia Formosa pelo José Tecedeiro com tainhas, Salemas e sargotes, somando 13700pts.
O Pedro fez 2º lugar com 4 sargotes com 1095grs e 6 tainhas com 3725grs totalizando 11830 pts.
Eu fiz 5 tainhas com 3,865kg, 7.730pts, 6º classº.
O Joaquim Franco também ficou nos 10 primeiros.
Aqui fica a foto da pescaria que não sendo nada de espectacular vale pelas condições adversas em que se realizou.
Quarta prova deste campeonato. As previsões do tempo e mar eram tão más que tive dúvidas em participar, no entanto as expectativas que criei no Pedro Franco pelo meu interesse nas coisas da pesca deveriam ter sido tantas que ficaria envergonhado se não participasse. Combinámos a hora, fatos de oleado para o carro e lá vamos nós direito à Bordinheira e à praia da Amoeira. Desta vez era para participar na competição, mas tentar não prejudicar a prova do Pedro. Chegados à Amoeira estava um tempo de uma negrura fantástica, de ondas fantásticas, eu estava bem agasalhado mas ainda sentia frio nas mãos. Resumindo; estava fantástico dentro do carro, mas…….. a obrigação pôs-me a caminho encosta abaixo, para cima do areal. Não sabia como é que havia de pescar, tais eram as condições. O Pedro orientou-me para a chumbadinha de 20 grs. e assim fiz enquanto ele começou por pescar à bóia fazendo logo alguns peixes nos primeiros lances .Quando o colega se deslocou para pesqueiro da direita iniciei um pouco de engodagem, quando o colega foi experimentar para o fim da praia, aproximei-me e subi para cima da rocha onde confirmei a existência de uma poça mais ou menos calma e vi que dava para a bóia. Fui buscar a cana da bóia e aumentei a densidade de engodo sobre a “ponta da água”, qual não é o meu espanto quando vi uma boa tainha a 2mts de distância, iniciou-se o processo de forte produção de adrenalina. Dado que estava muito perto do local da tainha, recuei cerca de 2-3 metros, isco e lanço obtendo uma captura boa, isco e lanço e bis, e mais dois bis. Chega o colega, que não queria acreditar que eu tinha 4 tainhas e…, logo de seguida ferro a 5ª. A partir daqui mantivemo-nos algum tempo no mesmo pesqueiro, começou a haver mais corrente, a maré já enchia bem (com influência da lua cheia) e a bóia já não se mantinha no mesmo sitio, deixou de dar peixe.
Acabei por ir para cima da areia e verifiquei que a bóia ainda se aguentava bem no pesqueiro, mas.... incompreensivelmente não ouve mais toques de peixe com medida, o que me deixou estupefacto, foi então que verifiquei que, embora eu pensasse que o engodo estava a correr para a esquerda, efectivamente estava a correr para a direita, terá sido por isso? O Pedro ainda fez peixe á direita, mas a partir daí, eu mantive-me no mesmo lugar, ele mudou mas já não se apanhou nada. Havia que ir á procura do anunciado cozido á
portuguesa e... aguardar pela próxima em 08.Jan.
Acabou por ser um dia de mar muito bem passado (e “de terra” também).
A prova foi ganha na Praia Formosa pelo José Tecedeiro com tainhas, Salemas e sargotes, somando 13700pts.
O Pedro fez 2º lugar com 4 sargotes com 1095grs e 6 tainhas com 3725grs totalizando 11830 pts.
Eu fiz 5 tainhas com 3,865kg, 7.730pts, 6º classº.
O Joaquim Franco também ficou nos 10 primeiros.
Aqui fica a foto da pescaria que não sendo nada de espectacular vale pelas condições adversas em que se realizou.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Uma no cravo outra na ferradura
Já estava na altura de fazer uma auto retrato do meu percurso enquanto pescador desportivo.
Desde muito novo que o bichinho da pesca começou a ficar entranhado em mim, com apenas 5 ou 6 anos já pescava cabozes nas poças na baixa mar, esse vicio foi aumentando e com 8 anos comecei a dar os primeiros passos na pesca mais a serio.
Comecei por pescar ao fundo onde aprendi os princípios básicos da pesca, como montar o material, iscar, lançar e capturar os nossos troféus. Os primeiros anos lembro-me de praticamente só apanhar bodiões e quando apanhava um sargo era motivo de festa e euforia.
Por volta dos 10 anos comecei a participar em concursos como juvenil onde ganhei traquejo e alguns troféus, até sonhava de noite ao ponto de não dormir,com apenas 13 anos já pescava como sénior pescando em clubes como o «Queijo Saloio» e posteriormente a «Venditorres», sempre acompanhado de bons pescadores onde eu era uma espécie de mascote pois era muito novo.
Com alguns anos de competição e já alcançando boas classificações, mas vendo que os pescadores de bóia ganhavam a maior parte das provas, decido então dedicar-me a essa difícil arte por volta dos 17 anos.
Sempre imbuído do espírito competitivo saudável, e sempre com princípios de honestidade e seriedade da qual sou apologista fui evoluindo. Pescando ao lado de bons e maus pescadores, vendo como pescavam e obtinham os seu resultados fui-me adaptando e criando um estilo de pesca muito próprio e que ia de encontro com os objectivos traçados.
Sendo eu uma pessoa simples um pouco reservado mas bastante acessível a todos, amigo do meu amigo e sem medo ou problemas em ensinar tudo o que fui aprendendo ao longo destes anos, fui sendo bastante respeitado e reconhecido como um bom pescador do concelho de Torres Vedras, fruto de muito trabalho e por vezes grandes sacrifícios mas quem corre por gosto não cansa. E como dizia Artur Agostinho, um grande homem da comunicação social esses elogios fazem-me bem, enchem o meu ego de orgulho fazendo sentir que vale a pena ser honesto e trabalhador mas acima de tudo continuando a ser muito humilde.
Sendo eu uma pessoa simples um pouco reservado mas bastante acessível a todos, amigo do meu amigo e sem medo ou problemas em ensinar tudo o que fui aprendendo ao longo destes anos, fui sendo bastante respeitado e reconhecido como um bom pescador do concelho de Torres Vedras, fruto de muito trabalho e por vezes grandes sacrifícios mas quem corre por gosto não cansa. E como dizia Artur Agostinho, um grande homem da comunicação social esses elogios fazem-me bem, enchem o meu ego de orgulho fazendo sentir que vale a pena ser honesto e trabalhador mas acima de tudo continuando a ser muito humilde.
Ainda assim existe uma ou outra pessoa que tem duvidas quanto ao meu valor, pondo em causa qualidades como a honestidade dizendo que na minha lata entram peixes que não são apanhados por mim, que muitas das vitórias são com ajuda do meu companheiro de pesca (pai), ou seja que por vezes sou levado ao colo.
Para essas pessoas tenho que admitir que em certa parte tem razão, pois tenho quase a certeza que não tiveram a sorte de ter um pai que lhes transmitisse bons valores de vida e que muitas vezes tenha andado literalmente comigo ao colo para me ajudar a ser o que sou hoje, um exemplo a seguir.
É baseado nesses ideais que transmito ao meu filho que está a dar os primeiros passos na pesca, para que um dia ele possa seguir os meus passos.
Como diz o ditado «Quem é desconfiado não é certo», , dá-me um grande gozo pescar perto dessas ditas pessoas e mostrar como se faz uma lata de peixe.
Vendo o lado positivo da coisa é apenas mais um ponto para me motivar.
É bastante engraçado vermos o nosso percurso e evolução ao longo do tempo.
domingo, 27 de novembro de 2011
Dupla jornada de spinning
Este fim de semana decidi preparar o material de spining para tentar fazer a minha primeira captura. Bastante entusiasmado com a compra de um novo multi filamento, pois o que tinha comprado o ano passado fazia cabeleira e eu achava que era da má qualidade do fio, mas chegado ao spot de pesca ainda de noite toca de lançar e pouco tempo depois o fio voltou a fazer cabeleira, pelos vistos não é da qualidade do fio!!!! Deve haver mais alguma falha que ainda não detectei, mas com o tempo lá chegarei.
Com paciência desenrolo a cabeleira, e volto aos lançamentos, mais meia duzia e nova cabeleira, farto de andar a desenrolar cabeleiras mudo a bobine do carreto para fio mono filamento e continuo a pescaria, mudo varias vezes de pesqueiro, mas peixe nem vê-lo.
Decido então mudar de estratégia de modo a não ir para casa de mãos a abanar, e já se sabe que quando não há peixe quem paga é o mexilhão(e estava bem bom).
No domingo para não perder a embalagem e sempre na esperança de uma captura vou para a segunda jornada mas depois de 3 horas de pesca sem resultados para safar a grade decidi apanhar umas navalheiras e até apanhei um polvo.
De salientar que o tempo estava bom mas o mar estava um pouco mexido e turvo para esta pesca, mas melhores dias virão.
Com paciência desenrolo a cabeleira, e volto aos lançamentos, mais meia duzia e nova cabeleira, farto de andar a desenrolar cabeleiras mudo a bobine do carreto para fio mono filamento e continuo a pescaria, mudo varias vezes de pesqueiro, mas peixe nem vê-lo.
Decido então mudar de estratégia de modo a não ir para casa de mãos a abanar, e já se sabe que quando não há peixe quem paga é o mexilhão(e estava bem bom).
No domingo para não perder a embalagem e sempre na esperança de uma captura vou para a segunda jornada mas depois de 3 horas de pesca sem resultados para safar a grade decidi apanhar umas navalheiras e até apanhei um polvo.
De salientar que o tempo estava bom mas o mar estava um pouco mexido e turvo para esta pesca, mas melhores dias virão.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
3ª prova do campeonato
Este fim de semana realizou-se a 3ª prova do campeonato, com o tempo bastante agradável mas o mar muito mexido e a apanhar a praia-mar o que dificultou muito a pescaria. Mas como eu costumo dizer, um bom pescador tem que pescar em qualquer tipo de mar e de condições climatéricas.
Destino escolhido pesqueiro do «César» na Ericeira, pois o mar parte lá dentro e quando chega cá fora já traz pouca força e tem 1 ou 2 cantos onde se consegue pescar à bóia nestas condições.
Nesta pescaria tive como companheiros de pesca o mestre Miguel Serra e um convidado de honra Artur Silva.
Chegados ao local escolhido faço um balde de engodo monto a cana com fio 18,5mm e uma bóia de 4grs e vai de pescar. Apesar do mar ser bravo e correr muito para sul, só dava peixe miúdo sem peso que desiscava tudo, apenas tiro 2 Salemas que já pontuavam.
Vendo que não dava mais nada decido ir mais a norte num pesqueiro onde costumam andar Salemas, como estava a iscar com sardinha e os peixes miúdos não deixavam o outro peixe comer, pensei para mim «uma vez que só anda peixe miúdo vou iscar só com limo de modo a que se lá for alguma coisa seja Salemas», assim foi e tirei mais algumas e perdi outras tantas pois cortavam ou desferravam. Curiosamente também tirei um sargote a pescar com limo coisa que nunca me tinha acontecido.
No final da prova tinha 7 Salemas com 4110grs e um sargote 220grs que foi suficiente(por uma diferença de 200 pontos) para alcançar a 2ª vitoria deste campeonato.
Os 3 primeiros classificados, eu ao centro, à direita o 2º classificado Miguel Serra e em 3º o Fausto.
Não podia deixar de agradecer ao companheiro Artur pela boa companhia e camaradagem, e também pelas bonitas fotos que tirou e nas próximas provas compareça pois será muito bem vindo.
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