Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, spinning e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Estes animais valem Ouro

Luís Inácio e Patrícia Mega Lopes desceram já vezes sem conta a este antigo viveiro de mariscos na Ericeira. Patrícia é bióloga e fez um estudo sobre o crescimento do ouriço-do-mar em viveiro. E ambos acreditam que este pode ser um negócio com muito futuro — basta ver o valor das ovas de ouriço-do-mar no Japão que, segundo Luís Inácio, podem chegar a custar 80 dólares por quilo, ou até mais no caso dos ouriços mais raros e apreciados. Mas as coisas não são fáceis, e o negócio ainda não arrancou por causa de entraves burocráticos ligados ao licenciamento. 
“Queremos produzir em massa e comercializar”, explicam. “Já temos contactos com a Itália, a França, o Japão, e até já temos dois investidores interessados, o problema é que em Portugal não existe legislação específica sobre este produto, e isso complica muito as coisas”. Para já, vão prosseguindo as experiências neste viveiro cedido pela Junta de Freguesia da Ericeira na zona conhecida como “Furnas”, o tapete rochoso ligado ao antigo Forte do século XVII, onde existem viveiros que pertenceram a fábricas de conserva de pescado. Mais tarde, conta Patrícia na sua tese, foram usados pelos restaurantes locais como armazéns, onde mantinham as lagostas, ameijoas, sapateiras, lavagantes e santolas vivos até à altura de serem consumidos. 
Lá em baixo, a água ainda não subiu muito. Equilibrando-nos em cima de traves que servem de passadiços, conseguimos aproximar-nos desses animais misteriosos, com o corpo feito de espinhos. Muitos deles são roxos, mas há também alguns verdes e de vários outros tons. “O mais cobiçado, com maior valor comercial, é o laranja”, explica Luís, que cresceu a ver os mergulhadores trazerem ouriços-do-mar das águas da Ericeira — aliás, o nome da vila virá precisamente da palavra Ouriceira, por causa dessa abundância de ouriços que aqui existia. Mas com o excesso de apanha desregulada, eles foram desaparecendo, e hoje não é fácil encontrá-los. Por isso, a ideia de os criar em viveiro, fazendo a reprodução in vitro — a partir daí, os ouriços “reproduzem-se aos milhões”, garantem os dois jovens.
Patrícia e Luís Inácio andavam há já bastante tempo a pensar na melhor forma de desenvolver o seu projecto de reprodução de ouriços-do-mar em viveiro quando ouviram falar do Endògenos, uma iniciativa lançada pelo empresário Nuno Nobre para revitalizar produtos que existem em Portugal mas que são pouco aproveitados na gastronomia nacional. E um dos produtos na lista do Endògenos era precisamente o ouriço-do-mar. 
Nuno Nobre conheceu o projecto de Luís Inácio e Patrícia, e está agora a colaborar com a Câmara de Mafra e a Junta de Freguesia da Ericeira para “tornar o ouriço-do-mar um ícone da região”. A partir de Setembro vai ouvir-se falar de ouriço-do-mar, com uma série de iniciativas que vão envolver os restaurantes locais, sem os quais este trabalho não é possível. 
É preciso que quem visita a Ericeira volte e encontrar ouriço-do-mar servido em pratos variados. “Queremos torná-lo mais contemporâneo e mostrar que pode ser versátil”, explica Nuno. “Neste momento há pouca coisa a fazer-se com ouriços-do-mar”, lamenta. Dos planos do criador do projecto Endògenos faz ainda parte uma Festa do Ouriço-do-Mar, que deverá acontecer em Janeiro ou Abril do próximo ano.

Fonte da Noticia:
 http://www.publico.pt/

Vamos aguardar para ver a evolução deste prometedor projecto, esperamos que dê bons frutos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O que é bom acaba depressa

Como diz o velho ditado «O que é bom acaba depressa» e as férias deste ano já foram, mais uma vez andei pela bela costa Vicentina em busca de descanso, sol, boas praias e claro está uma ou outra pescaria apenas para o petisco.
Com o mar muito manso fui fazer uma pesca à boia ao romper da manhã na Zambujeira do Mar para tentar apanhar uns peixes para o almoço, com apenas 2kg de sardinha para isco e engodo deu para apanhar uns peixes para o almoço e ainda para oferecer o restante à senhoria da casa onde fiquei.



Sargos nem vê-los pois o mar nem mexia, mas deu uns belos carapaus, umas bailas, umas bogas e 3 tainhas quileiras, o almoço desse dia estava garantido, foram uns carapaus grelhados com molho à espanhola uma verdadeira delicia. 

Para variar na ementa virei-me depois para o marisco, aproveitando as boas marés apanhei umas navalheiras e uns polvos que com o típico pão do Rogil deram uns bons petiscos ao final da tarde enxugando umas cervejas.


Agora que voltei ao trabalho e revejo estas fotos, já sinto saudades desse descanso e boa vida, para o ano há mais se a crise permitir claro está!!!

Um abraço e aproveitem bem as férias ;)


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Aprisionado, torturado e chantageado pelo Bobo da corte

Em tempo de férias nada melhor para as iniciar que uma nobre visita familiar ao castelo na vila de Óbidos, uma das zonas mais bonitas e de visita obrigatória para quem passa pela zona Oeste.
Por ocasião decorria a feira medieval onde pude desfrutar de um final de tarde bem diferente, animado e divertido que recomendo a todos.


Nessa tarde tudo estava a correr bem até ser aprisionado, torturado e chantageado pelo Bobo da corte, que apenas me libertaria com a condição de o  levar ao concurso de pesca da Foz do Sizandro integrado nos festejos anuais - Feira dos Alhos e tradicional Tourada a realizar no dia seguinte.


Pior, teria ainda de carregar todo o material de pesca bem como engodos e iscas, tinha ainda de ser seu criado de pesca, montando tudo e preparando o pesqueiro para sua excelência. 
Não estava em posição de recusar e tive mesmo de aceitar ser seu servo e no dia seguinte lá estávamos nós para mais uma jornada onde participaram 70 pescadores.
Na companhia do meu pai fomos pescar para na praia Norte da Assenta, como a maré vazava muito e o mar era manso aproveitamos para pescar nuns lagidos bem dentro onde procuramos nos fundos alguns sargos que por ali andassem, a cor das aguas não ajudou pois estavam tapadas e com algum limo típico desta época.



Mesmo assim lá fomos apanhando alguns sargotes, com o encher da maré as condições pioraram obrigando a procurar outro buraco, fomos andando e acabamos a jornada à direita do porto de pesca da Assenta, onde conseguimos enganar umas tainhas pequenas onde apenas aproveitamos uma e um robalote.



No final da jornada 7 peixes não era mau, mas não seria suficiente para uma vitória, por curiosidade esta acabaria por ficar na família Franco já que o avô Joaquim Franco com uma pesca de sargos e tainhas acabaria por ganhar com 10110 pontos, está de parabéns e merece pois é um verdadeiro lutador, para mim é o melhor pescador da zona Oeste.

Em 2º lugar ficou Jorge Soeiro com 8800 pontos e a fechar o pódio ficou o Miguel Serra com 8260 pontos, o meu pequeno Bobo João Franco acabaria na 13ª posição.

O maior exemplar capturado foi um robalo com 0,960kg capturado pelo Mário Júlio e o prémio de maior quantidade de exemplares foi arrecadado pelo meu pai com 8 exemplares.
Resta apenas agradecer e dar os parabéns à organização deste convívio onde nem tudo esteve perfeito, mas como 1º convívio tem desculpa e prometem para o ano limar algumas arestas para que todos saiam completamente satisfeitos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Uma prenda do pai

Como o tempo passa, hoje o meu filho completa mais um ano, ainda parece que foi ontem que nasceu mas já passaram 9 anos de alegrias, muitas satisfações mas também muitas preocupações como é normal, 9 anos vividos intensamente.

Como está crescido!!!Aqui fica uma prenda do pai, um video com algumas fotos de bons momentos passados contigo junto do mar, Parabéns filhote!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Das latas nasce a obra

Arte Urbana, urbanografia ou street art é a expressão que se refere a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se das manifestações de carácter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo, entre paredes, latas de tinta, escadotes e muito mais a obra nasce pelas mãos do(s) artista(S), simplesmente fantástico.

 Torres Vedras, junto do Choupal 

Porto, perto da Torre dos Clérigos


Em Lisboa, Ponte 25 de Abril(Fotos copiadas da fonte O Bocagiano)

Deixo aqui o exemplo de algumas obras deste tipo arte, representativas dos oceanos e do nosso desporto também que merecem ser divulgadas.
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