Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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domingo, 30 de abril de 2017

Quem não gosta d'uma Ginginha de Óbidos

No dia 7 de Maio a ARCACEN realiza o 4º Convívio de pesca Troféu Rodrigo Rodrigues.
Para quem não conhece a ARCACEN é a colectividade da Capeleira e Navalha, situada a uns escassos 2km da vila de Obídos, terra de gente que gosta de bem receber quem por lá passa, vale a pena lá ir.
Como já é tradição vou lá estar para provar a magnifica ginginha que por lá oferecem, quem quiser fazer-me companhia pode aparecer, os contactos para inscrição são Marco Leandro - 919369344 ou João Cartaxo - 962663799.
Aqui fica o cartaz para consulta.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pescador de verdade, a este não falha

O grande dia aproxima-se!!!
Dia 14 de Maio a A.D.R.C da Bordinheira realiza o seu 13º Grande Convívio de Pesca, um dos mais concorridos e conceituados da Zona Oeste.
Num dia em que a pesca é palavra de ordem, não vão faltar muitos e bons prémios, aquela animação, grande camaradagem, boa comida e petiscos.

Tal como nas outras edições, desafiamos todos a participar neste grande dia de pesca.
Para inscrições contactar o 963302613 ou 911164925, venham e tragam amigos, será certamente um dia muito bem passado.
Quem vem pela primeira vez, volta nos anos seguintes a esta colectividade que gosta de bem receber quem por cá passa.
Saudações piscatórias e ansiosamente cá vos esperamos.

sábado, 22 de abril de 2017

Convívio de Pesca SFUA na Sociedade Assafora

No dia 1 de Maio realiza-se o convívio de pesca SFUA na Sociedade Assafora, no litoral de Sintra.
No ano passado não pude estar presente, pelo que ouvi dizer foi muito bom, este ano como calha no dia do trabalhador, só por esse motivo vou até lá prestar homenagem à classe trabalhadora.
Aqui fica o cartaz para consulta, apareçam por lá também.


Saudações piscatórias

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Carapaus em barda

Na passada semana, com o mar de rastos e noites bem primaveris, sem vento, decidi ir fazer um teste de abertura aos carapaus e gastar um resto de engodo que tinha na arca e ver se já andavam alguns  pela zona Oeste.
Esta foi uma pescaria terapêutica para curar a ressaca do atraso horário no convívio dos Unidos, como não gosto de ir para muito longe, o local foi a Formosa.
Quando cheguei, perto das 2 da manhã já lá estava um colega, como estava sozinho optei por lhe perguntar se não se importava de partilhar o pesqueiro.
Foi sem stress que aceitou,  preparei um balde de engodo, estiquei a cana, para isco uns lombos de sardinha meia moída, que já tinham ido ao mar 2 vezes, como não tinha mais nada em casa, tinha de me desenrascar com esta.
O meu companheiro já estava a tirar uns bons carapaus, optei por uma pesca ligeira com uma bóia de 3grs e fio 0,18mm, assim que a isca caia na agua, era limpa em menos de um fosforo e só de longe em longe é que conseguia trancar e tirar um carapau.
O meu companheiro continuava a saca-los a um ritmo alucinante, vi que estava a iscar com belicos de camarão, coisa que eu não tinha.
Continuei a insistir na sardinha mas continuei a levar um baile, dos carapaus e do companheiro, já equacionava fazer uns filetes de um carapau que tinha capturado, mas nisto o companheiro tira um bom peixe agulha, como não o queria levar, perguntou-me se eu o queria levar para comer.
Disse para o por na lata, pois ia utiliza-lo para isco, já cansado dos carapaus me limparem a isca, passo ao plano 2, faço uns filetes do peixe agulha e começo a iscar pequenos beliscos, parecia boracha de tão fresco que estava.
Que diferença abismal, como da noite para o dia, era uns atrás dos outros, cada iscada dava para apanhar 3 e 4 carapaus, pois a isca não saia do anzol.
Até amanhecer foi sempre a malhar neles, assim que amanheceu a coisa parou, mas já tinha a minha conta, a lata transbordava e tinha mais um saco de asas bem cheio, foram 97 carapaus, 1 cavala e um sargo.
Foi sem duvida uma boa estreia, deu par distribuir pela família e ficar servido durante umas boas semanas.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um relógio vale mais que mil palavras

Caros seguidores e amigos deste espaço, como é normal cada jornada tem a sua história e esta não foi excepção.
 Por norma o final costuma ser mais feliz, mas desta vez a coisa correu menos bem, apesar de tudo ninguém se aleijou, partir uma perna tinha sido pior, mas mesmo sem um final feliz dá para nos rirmos e é mais uma daquelas histórias que ficarão eternizadas na memória.
No passado domingo dia 9 de Abril, a Associação Unidos da Pesca de Torres Vedras realizou o seu convívio anual de pesca desportiva, como é normal a equipa da Bordinheira  marcou presença, eu não fui excepção.
Os planos para a jornada estavam traçados, depois do sorteio lá nos fizemos à estrada, eu o meu pai e o João Cardoso, Porto Chão foi o local escolhido.
Depois de descermos a arriba, rapidamente preparamos os engodos, iscas e esticamos as canas e à hora indicada demos inicio à pesca.
O mar estava do meu agrado, mar manso mas com aquele toque a espumar o pesqueiro, sem hesitar a saltitar, eu e o João alcançamos a pedra pretendida, o mar já repontava e tínhamos de aproveitar ao máximo aquela horinha.
Pesqueiro bem engodado, toca de por as bóias à procura do peixe, ele deu sinal, encostaram uns sargos e umas salemas, mas a coisa não estava fácil, tanto eu como o João não estávamos a acertar na pesca, a maior parte do peixe ferrado acabava por ir embora, uns a partir e no meu caso a maior parte a desferrar, dava para ver que estávamos em dia não.
O tempo foi passando e tivemos de abandonar a pedra, no saco apenas uma salema e 2 sargos, recuamos um pouco e noutro buraco consegui matar mais um sargo.
Com a maré a subir rapidamente tivemos de ir procurar mais a sul novo cantinho, apostamos na Caldeira para ver se lá andavam os sargos, ainda que timidamente eles apareceram, tirei mais 2 e mais uma salema.

O vento soprava agora com alguma intensidade dificultando a nossa tarefa, o meu pai que tinha ficado um pouco mais a norte, veio ao nosso encontro, não tinha nada, juntamos os 3 a pescar, inesperadamente ele lá conseguiu livrar a grade com 2 robalos bem jeitosos, eu tirei mais um sargo.
O tempo não parava e a maré subia rapidamente, o trabalhar do pesqueiro não me agradava, era hora de procurar novo buraco.
Então eu e o João fomos um pouco mais a norte, apostei nas tainhas, apesar de não terem entrado muitas no pesqueiro, consegui apanhar 3, com a cota de agua certa fui ver se as salemas estavam num buraco que conheço, mas não estavam lá, ainda consegui apanhar mais 2 sargos.

Continuamos a insistir, mas o peixe não dava sinais de andar por ali, nisto chega o meu pai ao pé de nós, como estava dentro de agua perguntei que horas eram aos meus companheiros.
Desde que se avariou o meu relógio de pulso, para controlar as horas uso o telemóvel que fica sempre na mala, como o meu organismo está tão afinado, senti que já devia estar próximo da hora de acabar a pescaria, eles lá consultaram as horas e disseram que ainda faltava uma hora.
Estranhei bastante, pois tinha aquela sensação de já estar à pesca à muito tempo, não é que o tempo passado a pescar seja demais, é que à pesca o tempo parece que passa a voar e nem damos por ele passar.
Ainda questionei, mas como eles tinham visto no relógio do meu pai, confiei plenamente.
Mesmo sem estarmos a tirar ou sentir peixe, desistir não é comigo e como faltava ainda uma hora(???) fui fazer outro pesqueiro para ver se dava com mais um peixito.
Essa hora passou e peixe nem vê-lo, entretanto vejo o meu pai arrumar as tralhas dando o sinal do final da prova, ainda faço mais uns lançamentos pois sei que ele deixa de pescar uns minutos antes, é que a idade já pesa, e ele tem de subir a arriba com mais calma.
Eu e o João começamos a arrumar o material, já o meu pai ia a caminho do carro, como de costume vou à mala para tirar a maquina fotográfica e registar o resultado da pescaria, deu-me na curiosidade de pegar no telemóvel e ver as horas, qual não foi o meu espanto quando vi que eram já 14 horas e 27 minutos, sendo que a prova terminava às 13 e 30 minutos tínhamos estado a pescar fora de horas e já não podíamos nem conseguíamos entregar o peixe.
Fiquei de rastos, nem vontade tinha de tirar foto ao peixe, lá se foi todo o esforço de uma manhã de pesca.
Mas como é que isto aconteceu perguntei eu ao João que tinha visto as horas com o meu pai, ele viu as horas, disse que ainda não tinha acertado o relógio e pensamos que ainda faltava mais uma hora de pesca, por azar não estava mais nenhum pescador do convívio ali, pois teríamos visto ele arrumar as coisas e teríamos-nos questionado acerca das horas.
Afinal o meu organismo estava certo, ainda bem que não tinha uma grande pesca, pois a azia seria ainda maior.
Subo a arriba e quando chego ao carro, está o meu pai sentado calmamente a colocar o peixe no saco, eu rapidamente digo, escusas de por o peixe no saco pois já passou da hora, já não consegues entregar o peixe a horas.
Não passou nada, disse ele!!!!
Passou e bem, digo eu, confirma no relógio do carro?
São mesmo 14 e 35 minutos, mas que raio de confusão que fizemos?
Eu não sei, mas sei que já fomos, pois com a confusão dos acertos de horas, acrescenta hora, tira hora, nove fora nada, mais uns pozinhos, embrulharam tudo e a explicação tá dada.
Claro que a culpa também foi minha, é que já andava para comprar um relógio para a pesca à mais de um ano e nunca mais, toma lá que é para aprenderes.
Tralhas arrumadas no carro, lá seguimos caminho, inevitavelmente íamos conversando os 3 e tentando arranjar explicação para o sucedido, já conformados que nada mais havia a fazer, era aproveitar da melhor maneira o resto do dia de convívio, comer e beber bem para anestesiar a coisa he he he.
Ao chegar ao local da entrega do peixe, com a pesagem ainda a decorrer, já a malta estava preocupada com a nossa falta de comparência, assim que nos viram chegar atrasados perguntou se tinha acontecido alguma coisa de grave.
Contamos o sucedido e que não tinha acontecido nada de grave, perguntei se tinha saído muito peixe, mas a pesca tinha sido fraca de modo geral, para o mar que estava tinha dado pouco peixe, possivelmente a minha pesca tinha dado para ficar no 2º lugar e a do meu pai garantidamente nos 10 primeiros, mas é assim, na vida estamos sempre a aprender.
Depois de tudo isto, claro que fomos motivo de gozo para o resto do dia, e frases como temos de oferecer-te um relógio, para ti tem de ser um daqueles de parede bem grande para estares a pescar e a ver bem ao longe, melhor um daqueles com campainha tipo os das fabricas para tocar bem alto à hora certa, foram o prato forte do dia e ajudaram à festa animando o pessoal, o que vale é que o almoço e convívio estava do melhor, ajudando a esquecer o que se tinha sucedido.
Claro que a jornada não podia terminar sem a entrega dos prémios, o grande vencedor deste ano foi o Pedro Luís, capturou 23 tainhas e arrecadou também o prémio para o maior numero de exemplares, para ele os merecidos parabéns pois em pouco tempo tem-se revelado um grande pescador.

Em 2º lugar ficou o João Rodrigues e a fechar o pódio o Nuno Bernardes.


O maior exemplar foi uma tainha com 1,200kg capturado pelo Paulo Bernardes.

Por clubes a Bordinheira saiu vencedora e por equipas ganhou a equipa da ARCACEN.


Esta foi sem duvida uma jornada para mais tarde recordar, pelos piores motivos, ainda assim fica sempre algo de positivo para aprender, ficou bem patente que um relógio é quase tão importante como a cana de pesca he he he.
Cá vamos continuando na luta e vamos esperar por novas aventuras mas já com o relógio no pulso.
Saudações piscatórias e um grande abraço a todos.
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