Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia, e as minhas pescarias na região Oeste e não só.

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sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Obstáculos complicados

Agora que o mar começa a adivinhar as mudanças de estação, é normal encontramos nas nossas jornadas de pesca alguns obstáculos extra que nos podem dificultar as jornadas.
Os limos são sem duvida um deles, agora que estão maduros basta um pouco de mar para se soltarem e andarem à deriva, atrapalham e muito, pois muitas vezes tapam-nos a isca escondendo-a do peixe, caso se pesque à chumbadinha ou surfcasting amontoam-se na linha fazendo com que a força do mar araste a nossa montagem não a deixando fazer correctamente a sua função.

Apesar de infelizmente já não existirem as quantidades monstruosas de limos de outros tempos, em certas partes da costa ainda se formam alguns amontoados, nestas situações o melhor é procurar aguas sem esta sujidade.
Mas nem tudo é mau, quando o mar acalma faz com que o limo se concentre em certos pontos, sem andar disperso, estas concentrações de limo bem compactas são por norma locais onde o peixe procura abrigo e alimento, nestas condições vale a pena fazer uns lançamentos nas extremidades da mancha de limos, já por varias vezes dei com o peixe nestas condições.
Outro dos obstáculos dos meses que se seguem é o mar barrento, com as chuvadas fortes a darem um ar de sua graça, turvam o mar, seja pelo desaguar no mar de rios ou ribeiras, quer pela agua que sendo em demasia escorre pelas arribas indo parar ao mar.

Este fica acastanhado, se for em demasia afasta o peixe da costa, tal como na situação anterior a melhor solução é procurar aguas com cores mais convidativas, as zonas de praia onde existe mais areia e sem arribas por perto são por norma zonas onde conseguimos melhores condições.
Na zona Oeste sei por experiência própria que com estas condições apanhar algum peixe fica complicado, penso que funcione da mesma maneira noutros pontos do pais salvo raras excepções. 
Sei que a maior parte de vós já sabe como contornar e agir nestas situações, mas fica o conhecimento de causa para os principiantes nestas andanças da pesca. 
Saudações piscatórias e bons lances.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Ainda não foi desta!!

No passado domingo realizou-se mais um convívio de pesca, desta feita integrado nas Festas Anuais da Bordinheira que contou com meia centena de pescadores para mais um dia de diversão, pesca, copos e aquele convívio salutar que se deseja.
Agora que se aproxima novo ano escolar, foi talvez uma das ultimas oportunidades do júnior mostrar o que sabe e tentar dar uma tareia no avô neste final de época.
Tal como nas ultimas brincadeiras eu fui mero espectador e ajudante nesta sua tarefa, o dia apresentou-se muito bom para a pesca, sem vento, o mar a cair mas ainda com uns enchios, com boa cor(não em todos os pesqueiros).
Como de costume a família Franco foi junta em busca de uns peixes, mais uma vez apostamos na Ursa, principalmente por causa da cor das aguas, por não ter excesso de areia no pesqueiro e porque é um bom spot para o João.
Depois de descer a arriba, descaímos para os caneiros a sul da descida, montei a cana com fio 0,18mm e uma bóia de 7grs, preparei um balde de engodo e uns filetes de sardinha para isco, a poucos metros o meu pai apostou na chumbadinha, a sua pesca de eleição.
Engodado o pesqueiro era hora de começar a labuta e não podia ter começado da melhor maneira, bóia na agua e ao 1º lance peixe ferrado, depois de uma boa luta uma boa tainha na lata, mais meia duzia de lançamentos e mais um peixe ferrado, desta feita um sargo, sempre de olho no avô ia dizendo, «É hoje que ganho ao avô, ele ainda não tem nada ;) ».
Com a maré a descer depressa ficamos sem agua no buraco, encostamos-nos mais ao meu pai que naquela altura estava a tirar o seu 1º peixe uma tainha, logo no lançamento seguinte tira mais um sargo empata o jogo, o júnior ainda tirou uma tainha ficando em vantagem, mas depois ficou a ver o avô a tirar uns bons sargos de rajada, era só lá cair e pimba, uns atrás dos outro.
Com pouca agua no pesqueiro só lhe calhava pequenas sarguetas que foram sendo devolvidas, o peixe graúdo andava mais afastado sem abeirar.
Fulo da vida e farto de ver o avô a tirar peixe quis mudar de sitio, uma atitude que compreendo perfeitamente e que também já tive, principalmente em competição, estar perto de alguém mais experiente e que está sempre a tirar peixe deixa-nos bloqueados e desorientados, sem conseguir reagir e ver onde estamos a falhar, neste caso a falha não era dele pois são pescas diferentes e como o peixe estava mais fora nada havia a fazer senão ir procurar noutro lado onde existissem melhores condições.
Sem grande opção fomos para cima da Ursa, onde faz uns lagos mais fundos, procuramos os sargos mas deles nem sinal, o melhor que lá apareceu foi uma boa baila, já na parte final entraram umas tainhas bem manhosas, foi necessário mudar para uma bóia de 2grs para conseguir tirar algumas.

 Aqui fica uma bela sequência de fotos a trabalhar o peixe como manda a regra.





Sem ter conseguido atingir o objectivo principal, pois a desforra acabou em 13 a 8 favorável ao avô, que além de ter mais peixe tinha 12 de qualidade(11 sargos um robalote) e apenas 1 tainha, ainda assim com 8 peixes estava bem satisfeito e confiante para obter um bom lugar.
Depois da pesagem realizada e classificação feita, seguiu-se um esmerado almoço muito bem regado claro está, que isto da pesca abre bem o apetite como todos sabemos, aqui sim ganhou ao avô, parecia que estava roto o raio do miúdo!!!

Depois da barriga bem aconchegada, decorreu a entrega dos prémios, em 1º lugar com 17360pts ficou o avô Joaquim Franco, confirmando o bom momento de forma que atravessa ganhou também o prémio para o maior nº de exemplares, para ele os meus parabéns.
Em 2º lugar ficou o Hugo Cipriano com 10150pts, e a fechar o pódio o João Fastré com 9700pts, já fora do pódio em 4º lugar, o tal miúdo de apenas 9 anos que me enche de orgulho e satisfação, João Franco com 7870pts.

De salientar ainda a captura de 2 bons sargos quileiros, um dos quais capturado pelo Joaquim Carvalho que conquistou o prémio de maior exemplar com 1,075kgs.

Foi sem duvida um dia agradável entre pescadores amigos, depois da pesca foi festa rija noite dentro com um grade bailarico até altas horas.
Um abraço e bons lances.

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Fruta da época

Sem concursos e com um fim de semana de mar chão(24/08/2014) resolvi optar por uma pescaria típica de verão e dedicar-me à fruta da época, uma pescaria nocturna à bóia aos carapaus.
Depois de aproveitar o bom dia de praia que se fez sentir no sábado com a família, fui fazer a enchente da maré durante a madrugada na praia Formosa em Santa Cruz com a expectativa de apanhar uns carapaus.

Longe da confusão habitual desta pesca aproveitei para tirar uns carapaus, não foi uma noite de fartura mas ainda rendeu 35, suficiente para o almoço do dia seguinte.
Com as sobras de engodo e isca aproveitei ainda para ir brincar com o júnior na tarde domingueira até Porto Novo, a pesca foi fraca mas deu para ele se divertir e tirar uns peixes que por serem pequenos na sua maioria foram sendo devolvidos, reencontrei ainda o colega de pesca Francisco Muralha que já não via à uns meses e podemos por a conversa em dia enquanto o miúdo pescava. 





Em suma uma tarde bem passada, mesmo sem trazer grande peixe para casa se passou mais um agradavel fim de semana com sabor a mar e descanso à mistura.

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Atenção ao peixe em mau estado!!!

No passado dia 16 de Agosto realizou-se o 2º Convívio de pesca de Gentias, integrado nos festejos anuais desta localidade, organizado pela jovem comissão de festas e ajudados pelo pessoal da Bordinheira, contou com participação de 50 pescadores para mais um dia de pesca, de boa comezaina e copofonia.
Aproveitando mais uma vez o bom tempo de verão dediquei-me apenas a ajudar o meu filho nesta jornada onde contamos com a companhia do meu pai.
O júnior tinha objectivos bem traçados, queria ficar à frente do avô, a jornada acabou por se revelar pouco produtiva devido ás más condições do mar, que estava agitado, turvo e bastante sujo de limos, já para não falar da forte nortada que se fez sentir.
A pescaria foi iniciada na Ursa à bóia com recurso a engodo de sardinha e iscando beliscos da mesma, passadas 2 horas sem um único toque de peixe fomos batendo todos os buraquinhos até Cambelas mas o peixe não andava por ali, apenas uma tainha que depois de ferrada acabou por soltar-se já aos pés.

De regresso ao ponto de partida, agora com a maré completamente vazia e já praticamente no final da prova foi com muita alegria que conseguiu desgradar com uma tainha.

Sem ter conseguido atingir o objectivo inicial pois o avô tinha tirado 3 peixes, 2 tainhas e um sargo, restava subir a arriba para nova desforra mas no saboroso frango caseiro guisado com ervilhas e batata, que nos esperava para o almoço.


Na entrega do pescado constatou-se que a falta de peixe tinha sido geral, coube-me a mim realizar a pesagem que ficou marcada por mais uma daquelas situações que deixam duvidas e estraga o bom ambiente que se pretendia, depois de abrir um saco com um robalo, pego no peixe e constatei logo que se encontrava estranhamente mole, pouso-o na balança que marcava 0,870kg, a desconfiança pairou no ar, «O peixe teria sido apanhado hoje?».
Depois de colocar a duvida, analisamos mais atentamente o peixe, as gelras aparentavam cor avermelhada, foi o que o safou, pois todos os restantes sinais indicavam o contrario, pontas da barbatanas secas e os olhos apesar de vivos não tinham aquele brilho característico de frescura.
Na minha opinião o pescador tinha sido desclassificado por apresentar peixe em mau estado de conservação, mas não tendo total certeza, coube à organização o aval final, que para não estragar o dia de festa acabou por aceitar o peixe.
Depois da classificação feita, quis o destino ironicamente atribuir a vitória ao Nelson Oliveira o pescador do dito robalo, totalizando 3480pts.

Em 2º lugar ficou Victor Silva com 3320pts, na minha opinião o justo vencedor e a fechar o pódio o sr Braga com 3280pts, para eles os meus parabéns.
O prémio de maior exemplar com uma tainha com 890grs e maior quantidade com 3 peixes couberam ambos ao meu pai Joaquim Franco.
O júnior ficou em 14º e penúltimo lugar dos que apanharam peixe com 950pts, os restantes 35 pescadores gradaram o que demonstra bem a escassez de peixe na costa neste dia.

Resta-me dar os parabéns pela boa organização e deixar uma mensagem a todos os participantes de convívios de pesca, conservem o peixe em boas condições a fim de evitar estas situações de mau estar pessoal e no grupo, pois o principal motivo da participação nestes tão salutares convívios é a amizade e camaradagem, esses são sem duvida os melhores prémios que recebemos.
A meu ver as vitórias ficam para 2º plano e se forem pouco honrosas ficam para ultimo plano, pensem no significado do prémio que se ganha de forma desonesta e logo chegam à conclusão que não tem nenhum valor.

Um abraço a todos e bons lances.

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Estes animais valem Ouro

Luís Inácio e Patrícia Mega Lopes desceram já vezes sem conta a este antigo viveiro de mariscos na Ericeira. Patrícia é bióloga e fez um estudo sobre o crescimento do ouriço-do-mar em viveiro. E ambos acreditam que este pode ser um negócio com muito futuro — basta ver o valor das ovas de ouriço-do-mar no Japão que, segundo Luís Inácio, podem chegar a custar 80 dólares por quilo, ou até mais no caso dos ouriços mais raros e apreciados. Mas as coisas não são fáceis, e o negócio ainda não arrancou por causa de entraves burocráticos ligados ao licenciamento. 
“Queremos produzir em massa e comercializar”, explicam. “Já temos contactos com a Itália, a França, o Japão, e até já temos dois investidores interessados, o problema é que em Portugal não existe legislação específica sobre este produto, e isso complica muito as coisas”. Para já, vão prosseguindo as experiências neste viveiro cedido pela Junta de Freguesia da Ericeira na zona conhecida como “Furnas”, o tapete rochoso ligado ao antigo Forte do século XVII, onde existem viveiros que pertenceram a fábricas de conserva de pescado. Mais tarde, conta Patrícia na sua tese, foram usados pelos restaurantes locais como armazéns, onde mantinham as lagostas, ameijoas, sapateiras, lavagantes e santolas vivos até à altura de serem consumidos. 
Lá em baixo, a água ainda não subiu muito. Equilibrando-nos em cima de traves que servem de passadiços, conseguimos aproximar-nos desses animais misteriosos, com o corpo feito de espinhos. Muitos deles são roxos, mas há também alguns verdes e de vários outros tons. “O mais cobiçado, com maior valor comercial, é o laranja”, explica Luís, que cresceu a ver os mergulhadores trazerem ouriços-do-mar das águas da Ericeira — aliás, o nome da vila virá precisamente da palavra Ouriceira, por causa dessa abundância de ouriços que aqui existia. Mas com o excesso de apanha desregulada, eles foram desaparecendo, e hoje não é fácil encontrá-los. Por isso, a ideia de os criar em viveiro, fazendo a reprodução in vitro — a partir daí, os ouriços “reproduzem-se aos milhões”, garantem os dois jovens.
Patrícia e Luís Inácio andavam há já bastante tempo a pensar na melhor forma de desenvolver o seu projecto de reprodução de ouriços-do-mar em viveiro quando ouviram falar do Endògenos, uma iniciativa lançada pelo empresário Nuno Nobre para revitalizar produtos que existem em Portugal mas que são pouco aproveitados na gastronomia nacional. E um dos produtos na lista do Endògenos era precisamente o ouriço-do-mar. 
Nuno Nobre conheceu o projecto de Luís Inácio e Patrícia, e está agora a colaborar com a Câmara de Mafra e a Junta de Freguesia da Ericeira para “tornar o ouriço-do-mar um ícone da região”. A partir de Setembro vai ouvir-se falar de ouriço-do-mar, com uma série de iniciativas que vão envolver os restaurantes locais, sem os quais este trabalho não é possível. 
É preciso que quem visita a Ericeira volte e encontrar ouriço-do-mar servido em pratos variados. “Queremos torná-lo mais contemporâneo e mostrar que pode ser versátil”, explica Nuno. “Neste momento há pouca coisa a fazer-se com ouriços-do-mar”, lamenta. Dos planos do criador do projecto Endògenos faz ainda parte uma Festa do Ouriço-do-Mar, que deverá acontecer em Janeiro ou Abril do próximo ano.

Fonte da Noticia:
 http://www.publico.pt/

Vamos aguardar para ver a evolução deste prometedor projecto, esperamos que dê bons frutos.
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