Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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domingo, 27 de novembro de 2016

Meramente possível, vamos lá!!!!!!

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) vai libertar 150 meros, em Quarteira, no dia 28 de Novembro, e em Armação de Pêra, no dia seguinte. Esta ação quer contribuir para o repovoamento destes peixes, quase extintos na costa algarvia.

Os meros, cujo nome científico é Epinephelus marginatus,foram produzidos e criados na Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) do IPMA, estão identificados com uma marca amarela numerada e têm entre 3 e 4 anos de idade.
Os peixes pesam entre 700 gramas e 2 quilos (média 1,3 quilos) e medem entre 35 e 48 centímetros (média 41 centímetros). «A zona escolhida para libertação é caracterizada por ter uma grande extensão de fundo rochoso a baixa profundidade, que é o habitatpreferencial desta espécie», explica o IPMA.
Esta ação tem como objetivo «alertar os principais utilizadores da área de libertação para a colaboração com a investigação, no sentido de libertarem os peixes caso eles sejam capturados com vida e para reportarem os avistamentos dos peixes marcados».
Estas ações vão ter a colaboração da Armalgarve (Associação de Armadores do Algarve), da Associação de Pescadores de Armação de Pêra e de clubes de mergulho de Quarteira e Armação de Pêra.
Fonte noticia: Sulinformacão
Agora basta respeitar esta espécie, esperando que dê bons frutos e que esta ação consiga vingar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os Deuses parecem estar a meu lado

Boas pessoal, como todos já sabem o Campeonato de Pesca da Bordinheira está mesmo na recta final, no passado domingo realizou-se a 9ª prova.
Esta foi mais uma dura etapa, as previsões não eram as melhores, vento, chuva e mar bravo, nada que meta medo aos verdadeiros pescadores de competição.
Assim sendo lá estávamos todos nós prontos, seguindo para o mar, pela frente  mais um dia de muita luta.
Sem ter pesqueiro em mente, fui na companhia do meu pai, a ideia era irmos em direcção à Ericeira, espreitado o mar, assim que encontrássemos um cantinho que nos agradasse assentávamos arraiais.
Coisa que acabou por acontecer na praia do Matadouro, o mar bem mexido, partia lá dentro e quando chegava cá fora pouca força trazia, o pior era os enxios que de vez em quando vinham, mas deixava pescar perfeitamente à bóia.
A pesca foi feita praticamente com a maré sempre a descer, dadas as condições, apostei numa pesca um pouco mais forte que o habitual, bóia 7grs e fio 0,18mm.
Na mesma zona,  espaçadamente estavam mais uns quantos colegas que também encontraram aqui um local abrigado, depois de tudo preparado lá iniciei a pescaria.
Umas boas colheradas de engodo de sardinha com areia, para tentar por o peixe no pesqueiro, a coisa resultou e de que maneira, foram dezenas de peixes capturados em 2 horas, bailas, robalos, sargos, uma fartura de miniaturas, tudo devolvido ao mar, apenas aproveitei uma tainha e um sargote.
Ao ver que a coisa não mudava, tinha de fugir do peixe miúdo, pego nas tralhas e vou até à Empa, estava lá o Eduardo que acabara de perder um peixe a partir a linha, fico ao pé dele mas sem grande fé, o pesqueiro tinha pouca agua mas ainda assim fazia alguma feição.
Mando umas colheradas de engodo, uns dedos de conversa com o Eduardo e a minha bóia arranca, faço a ferragem, era uma tainha quileira, trabalho o peixe calmamente, desço para o areal para encalhar o peixe, mas quando estava a aguenta-lo na ultima escoa, com 2 palmos de agua desferra-se, ainda corro para a tentar agarrar, mas ele teve tanta sorte que veio uma pequena onda que a ajudou e lá foi ela de vez.
Claro que fiquei com uma enorme azia, perder um peixe praticamente em seco, ainda para mais num dia de mar assim pode ser a morte do artista, além de ficar desorientado.
Voltei a iscar, mais um pouco de engodo, ainda a pensar no sucedido, ferro logo outra, mas desta feita consegui tirar.
Fiz mais meia dúzia de lançamentos, sem sentir nada e com a escassez de agua tive de ir procurar melhores condições.
Faço mais 2 pesqueiros onde só tirei mini sargos, com o final da prova à vista começa a chuver, vou andando para o lado do carro e faço a ultima hora de prova a pescar no buraco da Inês, onde ainda consegui tirar mais 2 tainhas.
A pescaria termina com apenas 6 peixes na lata, 5 tainhas e um sargo, não era muito, adivinhava uma má classificação.
Na entrega do pescado, deu logo para ver que não era dia de fartura, tudo muito idêntico, tirando 2 ou 3 sacos que estavam um pouco mais compostos.
Depois da pesagem realizada, não fui logo tomar banho, ainda fui ao Cavalinho com 4 colegas, ajudar a desatascar o carro do Pedro Simões, com a chuva o caminho ficou muito enlameado, o carro parecia uma bailarina, não conseguia subir, só empurrando e emparando para não ir parar à valeta.
Depois do trabalho realizado com êxito, o merecido banho, a fome já era mais que muita, toca reconfortar o estômago com uma bela sopa quentinha e uma magnifica jardineira, esta malta da cozinha nunca falha são umas maquinas.
Passamos então aos resultados desportivos, esta jornada foi ganha categoricamente pelo Paulo Marques, com 2 tainhas e 2 bons robalos quileiros tirados da cartola, somou 10200pts.
Em 2º lugar ficou o Tiago Lucas com 9660pts e a fechar o pódio ficou o Vasco Rosa com 8830pts.

Eu tal como já esperava fiquei um pouco mais abaixo, em 8º com 5210pts, aquela tainha que me escapou fazia muita falta. ficava em 4º, assim levei uma vez tareia do meu pai que ficou em 4º lugar e do mestre Artur Silva, não é nenhum desprestigio, mas custa a todos he he he. 
Definitivamente os Deuses parecem estar a meu lado, coincidência ou não as coisas não correram mal só a mim, inesperadamente assumi a liderança do campeonato, já que ainda consegui ganhar uns pontos aos meus adversários mais directos, o César ficou em 9º e o Miguel Serra em 10º.
Este está a ser sem duvida o campeonato mais renhido de sempre, está muito engraçado com 4 candidatos ainda a lutarem pela vitória final, tal como tinha dito vai ser uma vitória ao sprint.
Já falta pouco para termos o novo campeão, a grande final é no dia 10 de Dezembro, diz o velho ditado que candeia que vai à frente alumia 2 vezes, vamos ver se me aguento no topo da tabela.

sábado, 19 de novembro de 2016

Se acusar a pressão, saco da espingarda!!!

No passado dia 6 de Novembro realizou-se a 8ª prova do campeonato de pesca na Bordinheira, as previsões de mar e tempo eram boas.
No do dia anterior, ao final da tarde, dei uma voltinha pelo mar para ver alguns cantinhos, depois de já estar inclinado para um spot de eleição, vi-me quase na obrigação de ir pescar para a zona do Cavalinho, é que depois de ver algumas salemas abeiradas a rapar o limo, logicamente a tentação falou mais alto que a intuição.
Algo reticente com a escolha, é que muito raramente me dou bem quando  no dia anterior vejo peixe no pesqueiro, já estou escaldado com acontecimentos semelhantes, que depois no dia da prova nem sombras de peixe, mas ainda assim tinha de ir lá tirar as teimas.
Posto isto, após a concentração matinal lá arranquei para o Cavalinho.
Tal como eu, ali apostaram mais uns quantos colegas, entre os quais o Miguel Serra, certamente tentados pelo mesmo motivo, é que quando dá o cheiro a salemas todos sabemos onde é mais provável que elas apareçam em força. 
Tinha combinado encontrar-me com o Eduardo Arrenegado nos Guiões, assim foi, ele já lá estava em cima do Guião do meio, ainda eu ia a descer a arriba.
Faço a caminhada até lá, chego ao pé dele, pouso as tralhas, ia começara a prepara o engodo, olho para terra e vejo algo colorido encostado às pedras, pergunte-lhe se tinha deixado o material lá atrás.
Ao dizer que não, tive de lá ir ver o que era, uma vez que não estava mais ninguém por perto.
Aproximei-me, era uma prancha de bodybord muito bem artilhada por algum pescador de caça submarina, tinha uma espingarda, um bicheiro, no saco de rede apenas um cantil de agua ainda cheio e um pêro, o enrolador e corda da poita, no enfião 1 sargo e um robalo com pouco tempo de mar, a julgar pelo aspecto de frescura dos olhos do peixe, que estavam bem vivinhos.
Deu-me logo um arrepio na espinha, se a prancha está aqui, se está tudo com pouco aspecto de muito tempo no mar, onde está, ou o que será que aconteceu ao mergulhador??
Sem saber bem o que fazer, ainda pensei em ligar para a policia marítima, arrecadei tudo pousei ao lado do meu material, esperando que nada de mal tivesse acontecido ao mergulhador, depois logo veria o que fazer.
Dei então início à jornada, estiquei uma cana com 0,165mm e bóia de 3grs, para isco apostei logo no limo, na expectativa de lá estarem as salemas, mas delas nem sinal, até parece que estava a adivinhar!!!
Não estando as salemas, tentei procurar os sargos iscando com sardinha, mas também não estavam por lá.

Com o tempo a passar, a pressão da grade acentuava-se, sai então dos Guiões em direção aos Coxos, com a maré a descer aposto num caneiro, após umas colheradas de engodo lá consigo safar uns 3 sarguitos e uma tainha.
Com a agua a faltar, ando mais uns metros para direita, quem lá estava, outro candidato à vitória, era o César que também andava à procura do peixe.
Mas tirando uns sarguinhos pequenos que íamos devolvendo, mais nada.
Já com pouco tempo de prova, pego nas tralhas e vou para o Cavalinho, encostei-me ao Miguel que também não tinha dado com o peixe, menos mal pensei eu.
Com muito custo ainda consegui apanhar mais 1 sargo, 2 tainhas e uma salema, terminando a jornada com 9 peixes, muito menos peixe que o desejado.
O Eduardo ficou lá nos Guiões e ao cair do pano ainda conseguiu safar a pesca com um belo robalo.
Pego então nas minhas tralhas, nas do mergulhador desaparecido e vou até ao carro, pensando ainda o que se teria acontecido para aquilo ter dado à costa.
Já na pesagem deu para ver que tinham saído uns peixes, as previsões para a classificação não eram nada animadoras, o que se veio a confirmar, tendo ficando num modesto 10º lugar com 5870pts.
Esta prova foi ganha pelo Jorge Murta, que está em grande forma e com uma magnifica pesca de quase 6kg de bailas e sargos totalizou 22795pts, obviamente está de parabéns.

Em 2º lugar ficou o Paulo Marques com 13335pts e a fechar o pódio o David Forcada com 10990pts.
Apesar de ter ficado em 10º lugar, nem tudo foi mau desportivamente, é que os meus adversários mais directos também acusaram a pressão e ambos ficaram atrás de mim, o César ficou em 11º e o Miguel ficou em 12º.
Isto não podia estar melhor companheiros, já na recta final do campeonato é difícil prever que sairá vencedor, na minha opinião vai ser disputado ao sprint na ultima jornada.
Agora faltava saber o que fazer ao material de mergulho, de quem seria e o que se teria passado.
Como sou uma pessoa de bons princípios ia procurar o dono, publicando no blog e no facebook, caso não aparecesse o dono talvez virasse mergulhador he he he.
Mas nem foi preciso publicar nada para dar com o dono, estava na loja de pesca «Sópesca», à conversa com um colega meu que faz mergulho e contei-lhe o sucedido, ele disse que tinha visto nos grupos de caça submarina do facebook alguém que tinha perdido o material idêntico em São Lourenço.
Fiquei aliviado e contente por não lhe ter acontecido nenhuma desgraça,   após 2 dias consegui entrar em contacto com o dono que me fez uma descrição pormenorizada de todo o material e do peixe, confirmando que era o legitimo dono, tudo se deveu à corda da poita ter partido e a prancha desapareceu na corrente, quando deu por falta dela, nunca mais a viu. 
Combinamos então a entrega, o Mira veio ter comigo, ficou assim tudo entregue ao dono e em boas mãos, uma pessoa muito boa onda mesmo,  ainda tivemos um bom bocado na conversa de mar, pesca, peixes e mais algumas coisas.
Podia ter ficado com as coisas, podia!!!
Podia ter vendido as coisas, podia!!!
Poder, podia, mas não era a mesma coisa, para mim aquele material não tem valor sentimental, mas certamente para o dono terá, assim ganhei mais um bom amigo!!! Há dinheiro que pague isso???
Fica a foto para mais tarde recordar

Agora com a 9ª prova do campeonato já amanhã, vamos ver como corre e que surpresas nos esperam, penso que ficará adia a decisão de quem será o campeão para a ultima jornada.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sargo de Prata

No passado dia 29 de Outubro realizou-se a XII edição do Sargo de Prata, um convívio de pesca organizado pelo Clube Millenniun BCP, que teve lugar em Peniche.
Esta é uma competição onde a espécie alvo são os sargos, onde as espécies menos nobres são menos pontuadas e as tainhas estão limitadas a 15 exemplares por pescador, o que na minha opinião é um excelente exemplo de como tornar certos concursos mais competitivos e ecológicos, se é que me entendem.
Prova participada maioritariamente por bancários e alguns convidados, como foi o meu caso, que pelo 3º ano consecutivo a convite do meu grande amigo Artur Silva, representei o grupo BPI de Lisboa.
A preparação desta jornada começou na noite anterior, com algum tempo disponível, aproveitei e fui à maré vazia apanhar uns camarões das poças com o meu filho.
No sábado arranquei bem cedo para Peniche, queria ver como estavam os pesqueiros que levava em mente, para ultimar alguns pormenores como arranjar areia para o engodo.
Com boas perspectivas em mente e alguns conselhos de pescadores amigos, a minha opção foi apostar na Papôa, pois as condições estavam mesmo de feição.
Durante a concentração para o sorteio, o ex representante do BANIF, João Miguel Silva, um grande pescador de bóia, desagradavelmente perguntou-me se podia vir pescar comigo, pois que queria aprender algumas coisas, além de fazer parte da minha equipa no BPI.
Eu prontamente aceitei está claro, gosto sempre de pescar ao lado de outros colegas, penso que além de ensinarmos, temos sempre algo a aprender também, para mim até me dava jeito ter algem que me acompanhasse naquele pesqueiro que é bastante trabalhoso e algo perigoso.
Ele ainda reticente dizia, vê lá se te faz diferença, pois o peixe que estaria à disposição de um pescador apenas, possivelmente seria dividido pelos 2.
Eu prontamente respondi, o peixe chega para os 2 companheiro, o que tu apanhares eu já não apanho e vice versa.
Posso estar errado, mas da experiência que tenho, quando entra peixe no pesqueiro apanho exactamente o mesmo se lá estiver sozinho ou com mais um ou 2 colegas, o tempo que o peixe está de passagem por lá vai ser o mesmo, o tempo que eu perco a mata-lo na agua, tira-lo do anzol, voltar a iscar, será o mesmo, por isso não se iludam companheiros.
Agora se me disserem, que se consegue trabalhar a bóia no pesqueiro estando sozinho, ai concordo, que ter 2 ou 3 pescadores a tirar peixe a probabilidade de escardear o pesqueiro é maior, também concordo.
Ter um colega a pescar ao nosso lado também trás muitas vantagens, ajudarmos-nos mutuamente durante toda a jornada, seja a acartar o material, engodar, acamaroar peixe, no aumento de entusiasmo, na procura do peixe no pesqueiro e na segurança, um aspecto muito importante que nunca devemos descurar, mas isto são apenas ideias minhas.  
Vamos passando à frente, que o relato já vai longo e ainda nem sequer comecei a pescar he he he he.... Quer queiramos ou não isto também é parte integrante da pesca.

Arrancamos finalmente para o mar, tralha às costas, numa mão uma lata com isca e engodo, na outra o balde cheio de areia para misturar no engodo, após uma longa e dura caminhada chegamos aos local pretendido, o pesqueiro dos 3 bicos.
Como ainda tínhamos meia hora até dar início à pesca, deu tempo para preparar o engodo, isca, esticar a cana que levava preparada para uma pesca mais ligeira, pois o mar era calmo e a agua lusa, fio 0,165mm e uma bóia de 3grs.
Ainda sobrou tempo para trocar umas ideias com o Miguel, ver o tipo de montagens que tinha, bem diferente da que faço, eu pesco directo, ou seja o fio sai do carreto, passa na bóia e não tem nenhum nó a não ser o do anzol, ele tinha no carreto fio 0,28mm, com uma bóia de 6grs e depois uma baixada de 0,22mm fluorcarbono, as medidas e tipos dos anzóis eram muito semelhantes, nº6 fininhos ideias para iscar beliscos de sardinha.
Chegou a hora e lá mandamos engodo ao mar e metemos as pescas a trabalhar, com a maré ainda baixa o trabalhar das aguas não era o ideal, o peixe não apareceu logo como eu estava à espera, passado uns bons 20  minutos ferro o primeiro peixe, certamente seria um bom sargo, mas teve a perícia de se entocar nalgum buraco, acabou por ficar lá tudo, peixe e bóia e tudo.
Faço nova montagem e volto à acção, logo de seguida aconteceu o mesmo ao Miguel, trancou um peixe que partiu o empate, mau queres ver que eles são poucos e não conseguimos tirar nenhum.
Mais umas colheradas de engodo e lá começaram a sair timidamente alguns sargos, mas sem aquela cadencia que gostamos.
O Miguel com uma pesca mais pesada, não estava a conseguir ferra-los, mudou a baixada para 0,18mm e melhorou um pouco nas ferragens.
Insistimos no engodo e com aguas pouco batidas tentamos explorar todas as opções, longe, a meia distancia, aos pés, e foi nesta ultima que obtivemos melhores resultados, mesmo a pescar ao tento encostado à pedra onde estávamos consegui desencantar mais alguns, 2 deles bem jeitosos que com ajuda do camaroeiro vieram para lata.
A maré já ia alta, o mar cada vez mais parado, aguas gasosas no pesqueiro era quase mentira, os sargos desapareceram, na ultima hora e meia já sem engodo com areia, apostamos forte num engodo mais aguado, engodando em maior quantidade na tentativa de por algumas tainhas no pesqueiro.
A coisa funcionou tão bem que o peixe apareceu em força, era tainhas, cavalas, bogas a monte era só cair lá a isca.
No final deu ainda para compor a pesca, foram 15 cavalas, 5 tainhas, 5 bogas e 18 sargos, arrumadas as tralhas e tirada a foto da praxe, cansados arrancamos para o carro, a pior parte da pesca sem duvida.
Na pesagem realizada na fabrica abandonada junto da marginal, com uma vista fantástica para o mar, os participantes iam fazendo fila, dava para ver que não tinha sido uma jornada farta de peixe, o que me dava boas perspectivas de vitória.


Após a pesagem em que totalizei 5kg de sargos e 6kg nos outros peixes, fiquei logo a saber que o objectivo de capturar o maior sargo não tinha sido atingido, já existia um com 1,100kgs e o maior que tinha pesava 0,850kgs.
Após a pesagem do peixe, estava cá com umas securas, ainda passei no bar do «Independente» para matar a sede com uma cerveja fresca, bebida à beira mar tem outro sabor.
Seguimos depois para o almoço convívio no restaurante Vale Oásis, com muito boa comida e bebida para animar ainda mais a malta.



Isto serve só para apagar o fogo he he he 
Chegava a hora de premiar todos os participantes, e saber os grandes vencedores deste convívio.
O maior exemplar de Sargo acusou na balança 1,100kgs e foi capturado pelo João Rebelo do GDS Cascais.
As coisas correram-me bem e consegui alcançar uma saborosa vitória totalizando 30050pts.
Em 2º lugar ficou Vitor Esteves, um experiente pescador a mostrar como se apanha peixe, somou 17060pts.
A fechar o pódio ficou outro lobo do mar, o Vitor Malheiros que somou 16040pts, a mostrar aos mais jovens que desistir é para os fracos, ainda diz ele que se vai reformar da pesca, não acredito!!!

Ficou assim completo o pódio 

Por equipas o Grupo BPI alcançou a vitória, o que me deixou extremamente satisfeito como é óbvio.

Para terminar queria dar os parabéns à organização que encabeçada pelo Francisco Garcia em representação do Clube Millenniun BCP, fizeram um excelente trabalho, dignificando a instituição e este magnifico desporto que é a Pesca Desportiva.
Para o ano caso se repita esta prova cá estarei novamente, isto se o convite se renovar, logicamente não tenho como dizer que não, tudo 5 estrelas.
Abraços a todos e bons lances companheiros.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Pesca não é uma Ciência exacta

Caros amigos e leitores deste espaço de partilha, cá vou continuando a perseguir o objectivo de alcançar a liderança do campeonato de pesca da Bordinheira, 
Vou relatar agora a 7ª jornada, que se realizou no dia 23 de Outubro.
No dia antes da prova, dei uma saltada ao mar para ver alguns pesqueiros, mar muito bravo, período muito alto com enormes enchios, aliado à pesca ser realizada sempre com maré cheia, deixava antever uma jornada muito sofrida,  já que eram poucos os cantos onde se conseguisse pescar à bóia, ainda assim a cor das aguas era muito boa, menos mal.
Apesar destas condições, as previsões para o dia seguinte eram um pouco melhores, o período ia baixar, mas em contrapartida iríamos ter algum vento, com possibilidade de chuva,
Desta vez não me esqueci da bagageira do carro destrancada he he he, durante a concentração matinal a malta estava bem desanimada, mas como é no mar que se tiram as teimas lá fomos nós.
Com estas condições nem pensei muito, arranquei direitinho a Ribeira D'ilhas na companhia do meu velhote, o mar apesar de ser muito, estava bem melhor que tinha pensado.
Foi em cima do Penedo Mouro que iniciei a pescaria, na companhia do David Forcada e do Bisnaga e do Artur Silva.
Com a pesca habitual, bóia de 3grs e fio 0,165mm, após engodarmos o pesqueiro cedo livrei a grade com um sargo, eles pareciam andar por ali, sem grandes surpresas tirei mais 2 ou 3, os sargos miúdos entraram em força e eram mais que muitos, vi-me então obrigado a abandonar este pesqueiro.
Passei para o lado norte do penedo, faço mais uma paragem rápida no canto da lage onde tiro mais 2 sargos, mas sem grandes condições de pesca não deu mais nada.
Volto a pegar nas tralhas e procuro novo poiso mais a norte, exploro um cantinho que sei que não falha e lá estavam eles, apanho rapidamente mais uns sargos e 2 tainhas.
A maré já descia e começou a faltar agua no pesqueiro, deixei de sentir peixe, vim tarde demais para este cantinho.
Ainda procurei noutros cantinhos mas na ultima hora nem mais um peixe consegui apanhar.
Terminava a jornada com um resultado bastante satisfatório para o que tinha em mente, no total 20 sargos e 2 tainhas.
O meu pai à chumbadinha também deu com uns sargos,  e acabou a pesca com 12 na lata.
Agora restava saber como tinha corrido a pescaria aos mais directos adversários, esperando por algumas escorregadelas.
Com a pesagem feita, depois de um magnifico almoço de bacalhau com natas, era hora de saber os resultados desportivos e entregar os prémios, em 1º lugar ficou o David Forcada, com uma excelente pesca, completada com 4 magníficos sargos, apanhados ao cair do pano que lhe deram a vitória, totalizou 19680pts.


Eu consegui ficar em 2º lugar com 17590pts e a fechar o pódio ficou o César Ribeiro com 17140pts.
A pesca não é definitivamente uma ciência exacta, o pessimismo deu lugar a uma boa jornada de pesca, no total foram capturados 30kg de sargos, 2 belos robalos e mais uns quantos quilos de outros peixes.
Em termos desportivos para mim foi mais uma excelente jornada, pois aproximei-me do objectivo traçado.
Analisando a coisa pormenorizadamente, consegui ganhar 4 pontos ao Miguel Serra que ficou em 6º,  ainda lidera mas agora com apenas 3 pontos de vantagem, o Paulo Marques que estava em 2º empatado comigo, acabou em 30º lugar, ficando praticamente arredado da luta pelo titulo, ainda consegui ganhar um ponto ao César Ribeiro que também está na luta e ocupa o 3º lugar da geral.
Para terem uma ideia da classificação geral deixo aqui uma tabela com os lugares cimeiros.

Lembrando faltam apenas 3 provas a coisa vai ser bastante renhida até ao fim, logo vemos quem sai vitorioso no final.
Um abraço a todos e bons lances é o que vos desejo.  
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