Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

De volta a Nadrupe

Pois caros amigos e seguidores,este foi um fim de semana repleto de pesca e convívio, para mal da minha Maria, estavam agendados 2 concursos, no sábado o convívio da Casa do Nadrupe organizado pelo meu amigo Artur, ao  qual não podia faltar, e no domingo a 8ª prova do campeonato da Bordinheira, onde não podia cometer mais deslizes para ainda ter esperança de alcançar a vitória.
Assim sendo abdiquei da preparação da 8ª prova do campeonato da Bordinheira, falhando a habitual  vistoria dos pesqueiros, para definir uma estratégia para a prova, afim de estar com bons amigos no convívio do Nadrupe, no domingo seja o que Deus quiser, o que por vezes até é boa politica, vamos ver!!!   
Mas para já vou relatar o dia de sábado, ponto de encontro praça da Lourinhã para tomar o café e por a conversa em dia antes de ir para o mar. 
Fui com o meu pai e por culpa minha chegamos atrasados, já tinham todos arrancado para o mar, mais um pouco tomávamos o café sozinhos, apenas o organizador Artur Silva nos fez companhia.
Arrancamos então para  o mar a ideia era ir até a Vale Frades na Areia Branca, mas como o mar era muito bravo e barrento fomos andando para norte, passamos pela praia de Paimogo, mas as condições eram idênticas, fomos então até Peniche na procura de aguas mais claras e onde conseguíssemos pescar minimamente.
Chegados a Peniche, mais propriamente à Papoa, as condições agradavam, preparava-me para descer quando fui interpelado, «És o Pedro Franco do blog?», era o Pedro Batalha do blog Pescatuga, que tinha combinado uma pesca com o Sérgio Tente, mas este parece que adormeceu.
Tivemos um pouco na conversa, esta é outra parte engraçada dos blogs, conhecermos e sermos reconhecidos, além de se aprender muita coisa nova.
Depois disto desço então para o pesqueiro, à direita do antigo esgoto, a ideia era tentar apanhar uns sargos nos rebolos pois o mar estava de feição e não me cansar muito saltando de pesqueiro em pesqueiro, pois tinha prova dura no domingo.
Monto a pesca do costume, bóia de 3grs, fio 0,165mm e faço um bom balde de engodo de sardinha, começo a pescar e sinto logo peixe, mas miúdo e a comer mal, tiro um sargote e uma tainha. 
Deixei de sentir peixe, agarro no balde de engodo e vou para o lado do cano de esgoto, onde fiquei a pescar com o Pedro Batalha, em estilos de pesca completamente diferentes, ele com uma pesca pesada, um pião de 40 ou 50 grs a pescar fora ai a 60mts de distância e eu com uma pesca ultra leve a pescar aos pés, tiro mais um sargote, uma tainha e dois robalinhos que foram devolvidos, ele a iscar com percebe não sentia nada.
Nova falha do peixe e tralha às costas, mas eu tinha dito que não me queria cansar muito!!!
É mais forte que eu, não consigo parar muito tempo num pesqueiro se não tiver peixe, subo a arriba e  volto a descer do lado norte da Papoa, num pesqueiro que não sei o nome, sugerido pelo colega penicheiro Cláudio Ferro.
Um pesqueiro mais fundo e mais alto, com boas escoas, mudo a bóia para uma de 7 grs, engodo numa pedra onde o mar vinha lavar, e no 1º lançamento tiro um sargote, pouco depois tiro um robalote, tiro mais uma tainha e um sargo jeitoso e volta a falhar o peixe, insisto no engodo mas sem sucesso, novamente tralha ás costas e vou fazer a ultima hora de pesca no Barreiro Baixo, onde ainda apanhei mais umas tainhas e uns sargotes.




 No final apesar de ser peixe miúdo tinha a lata composta, era hora de ir pesar o peixe e almoçar.
Após a realização da pesagem, e comida uma boa feijoada, confeccionada pela esposa do Artur, que por acaso foi minha professora no secundário, e para sobremesa o típico e saboroso arroz doce.

Enquanto uns saboreavam o arroz doce, outros tratavam de lavar a loiça, he he he!!!
 Entre mais uns dedos de conversa e um cafézinho na sede do Nadrupe, foi feita a classificação, faltava apenas a entrega dos prémios e fotos da praxe.



Apesar de não ser grande pescaria acabei por alcançar a vitória com 14680 pontos, em 2º lugar ficou Fernando Maymone com 11700 pontos e a fechar o pódio o Silva Duarte com 10840 pontos.
O organizador está de parabéns pois foi sem duvida mais um dia muito bem passado, entre bons amigos e que para o ano nos voltemos a reunir na casa do Nadrupe.
Agora era voltar a casa e preparar o material para a 2ª jornada do fim de semana, fica o suspense para saber como correu. 


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

2º Grande Convívio de Pesca A.C.D.R dos Arneiros

Pois é pessoal amigo após alguns meses de descanso está ai mais um concurso convívio para desenferrujar os ossos e o material.
Venho por este meio convidar todos a participar no 2º grande convívio de pesca  A.C.D.R dos Arneiros(São Mamede da Ventosa) no litoral do concelho de Torres Vedras, que já deu provas de saber receber e tratar bem da malta.
Depois da pescaria para abrir o apetite será servido o esmerado e farto almoço que certamente nos espera, sem ter certezas, penso que será maçada de marisco.
Será certamente um dia  muito bem passado, venham e tragam 1 ou mais amigos para participar, e no final do dia vão ver que valeu a pena e que o resultado da pescaria é o menos importante.
Aqui fica o prospecto com os horários e contactos para inscrição, a inscrição é 10 euros, com direito a almoço.
Um abraço e espero contar com a vossa presença.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Era o que lá andava!!!

Pois é malta amiga, mais um fim de semana e mais uma pescaria realizada, é o ritual anti stress semanal para ir revigorado e fresco para mais uma semana de trabalho, além de fazer uma espécie de limpeza espiritual dos problemas que vamos acumulando.
Com as previsões de mar mexido e maré de lua, que estaria vazia por volta das 10 da manhã fui matar o vicio com o meu pai até à praia da Mexilhoeira em Santa Cruz, depois de analisarmos as condições do pesqueiro que nos agradaram bastante, a cor da agua que estava excelente, e a fisionomia do pesqueiro com bons croeiros de areia nova, com bons agueiros, a ideia era tentar uns robalos nesses agueiros.

Utilizando técnicas de pesca diferentes, eu a habitual bóia ligeira, e o meu pai à chumbadinha, fomos tentando chamar o peixe para os caneiros através de uma engodagem com sardinha migada de forma grosseira e misturada com areia de modo a obter um engodo bastante consistente visto que  a espécie alvo era o robalo.


Como isco utilizamos lombos de sardinha, e demos inicio à faina, eu explorando a zona mais fora e o meu pai um pouco mais dentro, ambos começamos a sentir peixe, mas não foram os desejados robalos, eram tainhas e das grandes, robalos e sargos só mikis que foram sendo devolvidos.
O mar já repontava e peixe comprido nada a não ser as tainhas quileiras que na falta de melhor, proporcionavam boas lutas, já perto do final lá consegui apanhar um peixe para o almoço, uma baila lutadora que teve um ataque fenomenal, dando os típicos saltos fora de agua.

Chegada a hora de ir procurar o almoço a lata estava cheia, mas de tainhas, não sendo o peixe comprido que procurava, estas vieram para casa para fazer uma almoçarada para a família, os pratos vão ser peixe frito com arroz de tomate, e uma sopinha de peixe à moda da minha mãe, é que a vida está difícil e temos de aproveitar tudo, os sargos e robalos ficam para a semana que vem he,he,he!!!!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Irmãos do mar

Publico aqui algumas das fotos de pescarias feitas pelos 2 irmãos mais viciados pela pesca que conheço, o Mário Rodrigues e João Rodrigues meu colega de equipa , são os tipicos pescadores da beira mar(São Lourenço) onde conhecem os cantinhos dos seus quintais como ninguém e vão fazendo boas colheitas, normalmente com as iscas frescas e vivinhas apanhadas na hora e com algumas amostras também.






Para além de serem grandes amigos são grandes pescadores com muito para ensinar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Excalibur Dynamic de volta ao activo

Ontem fui matar o vicio como de costume, nesta pescaria voltei a por em acção a minha velhinha cana de bóia Excalibur Daynamic, depois desta ter ido à oficina mudar de passadores entre outros arranjos.
Esta cana é muito especial para mim pois foi-me oferecida pela minha esposa, na altura namorada, quando atingi a maioridade, já lá vão uns bons 15 anos, e muitas e boas recordações me trás à memoria.
É uma cana de 4,20mts, de acção semi-parabólica, com acção de 20 /30grs, tem um cabo em cortiça, pormenor que gosto muito, e é uma cana polivalente para pescas ligeiras ou um pouco mais pesadas.
Por incrível o carrete  também foi oferecido juntamente com a cana é um Banax Bando e ainda funciona como um relógio, estava assim reunido o conjunto para uma jornada.
Levantei-me bem cedo e fui fazer o nascer do dia na Ericeira para tentar uns carapaus nas Furnas, ainda tirei bastantes mas pequenos, tipo Jaquinzinhos que não tendo direito a foto, vão acabar  fritos com arroz de tomate.

Depois de amanhecer a ideia era ir tentar uns sargos à bóia, fui até á praia da Calada, mas apesar das condições serem excelentes,  mar, tempo o peixe não apareceu como desejava, entre muitas capturas realizadas a maior parte foi devolvida pois apesar de terem medida ainda não tinham o tamanho ideal.
Como isco para esta pescaria tinha sardinha e camarão das poças apanhado no dia, sem esquecer o habitual engodo de sardinha.





 No final da pescaria apenas vieram para casa 7 sargos, deu para ver que a velhinha cana ainda se comporta às mil maravilhas, e que de certeza que me vai trazer muitas alegrias.
Abraços a todos e boas fainas.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A dar cartas neste Millennium

Neste passado sábado fui participar no "X sargo de Prata", a convite do meu grande amigo Artur Silva, este é um grande concurso de pesca  inter-bancários organizado pelo Clube Millennium BCP, que se realizou na costa entre Peniche e Baleal, contando com 63 participantes.
Esta prova fazendo jus ao nome, tem a particularidade de pontuar generosamente o peixe de qualidade( 5 pontos por grs) e limitar o nº de capturas de tainhas a 15 unidades (1 ponto por grs), a meu ver tornando mais competitivo e  mais justa as classificações.
Vamos agora ao resumo e relato da jornada, chega a Peniche bem cedo para analisar os pesqueiros bem como o mar, depois de espreitar na Papoa ficou decidido que a pesca ia ser feita por ali mesmo já que as condições agradavam, o mar manso e aguas abertas, com o sol, obrigavam a procurar zonas fundas e com alguns espumeiros, o vento era fraco facilitava a tarefa.


Depois da concentração e sorteio, era hora de chegarmos aos pesqueiros e pormos as estratégias em prática, eu fui para o bico da Papoa, mas lá em baixo, pois as alturas fazem-me vertigens e prefiro molhar os pés.

Como tinha ouvido dizer que tinham saído sargos grandes nos últimos dias ali, optei por montar 2 canas para pescas distintas, uma cana de 5mts com fio 0,20mm e uma bóia de 7grs para os sargos,  outra de 4mts com fio 0,16mm e bóia de 3grs para uma pesca mais ligeira já que as aguas eram lusas.
Depois de fazer um bom balde de engodo mal amassado para tentar abeirar uns sargos é chegada a hora do início, salpico as pedras e pego na montagem mais grossa, como isca tinha um pouco de tudo, camarão, sardinha, e carapau e até uns percebes apanhados na hora, agora só faltava o peixe.
 Fui tentando mas passado uma hora nem um toque de peixe até e pesca enrrocha e acaba por partir, como tinha a outra cana montada, para não perder tempo pego nela e não é que coloco a bóia na agua e tiro logo um sargo, parece mentira, tiro logo outro e outro, nem queria acreditar que o peixe estava lá mas desconfiado pois no 0,20mm nem um toque, de vez em quando lá saia uma tainha ou uma salema.
A azafama era muita e a lata foi acompanhando o ritmo da maré, ou seja foi subindo, até que fui obrigado a sair da pedra onde tinha começado e fui terminar a ultima hora da prova um pouco mais atrás junto ás escadas da subida, onde acabei por apanhar mais meia duzia alguns peixes, no final tinha a lata a cheia mas sem grandes exemplares, no total foram 47 exemplares, 22 sargotes, 8 tainhas, e 17 Salemas.


Após a entrega do peixe e feita a pesagem, era hora de ir ao almoço no restaurante Braga, no Vimeiro. Depois do esmerado almoço realizadas as pontuações foram entregues os prémios, eu representando a equipa do Banco BPI acabei por alcançar o 1º lugar com 23000 pontos, bem distanciado do 2º classificado José Mestre(Santander) com 16440 pontos, a fechar o pódio ficou o João Miguel(Banif) com 14220 pontos.




O maior exemplar da prova coube ao José Rodrigues e foi um sargo de 580grs, por equipas o BPI acabou por sair vitorioso com as boas prestações dos seus atletas.
De salientar a excelente organização desta prova que tive todo o gosto em participar, se me convidarem para o ano, voltarei certamente pois o bom ambiente e companheirismo foram palavras de ordem. 
Deixo ainda um apelo para os clubes de pesca que organizam concursos em especial para os de Peniche e de Cascais onde as quantidades de tainhas e salemas são capturadas em quantidades astronómicas, olhem para esta forma de pontuações, penso ser mais competitiva, correcta e justa, pois acho que incentivava mais pescadores a participarem nestas provas, além de se evitarem tantas confusões, chatices e duvidas criadas por pesqueiros viciados, já para não falar na quantidade de peixes que acabam no caixote do lixo, vamos lá pensar nisto.
Um abraço a todos e até breve.
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