Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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domingo, 29 de julho de 2012

Planos foram por água abaixo

Nestas férias decidi ir com a família passar 15 dias até ao Alentejo mais propriamente à Costa vicentina, claro é que tinha em mente grandes planos de pesca que passavam por fazer umas pescas à bóia e Chumbica com o meu júnior para ele praticar e no final das férias no regresso a casa ia passar pela zona de Sines para uma pesca com cana directa com amigo Alexandre (http://pescariasdoalex.blogspot.pt/).
Como gostamos muito de acampar optamos por ficar no parque de campismo Zmar, um parque situado a situado 7kms da praia da Zambujeira do Mar, que oferece excelentes condições a qualquer campista, um verdadeiro resort do campismo.
Montada a tenda era hora de ir à procura de almoço que a barriga já estava a dar sinal, fomos até à Zambujeira do Mar onde comi o melhor arroz de polvo da minha vida no restaurante/pensão «Mar e Sol», mesmo no centro da vila.
Depois do farto almoço fomos percorrer a costa e procurar a praia para passar o dia, seguimos em direcção a Almograve passando pelo cabo Sardão, zona protegida com grandes paisagens costeiras onde as falésias escarpadas são beijadas pelo mar, um verdadeiro paraíso natural.



A praia escolhida para passar a tarde foi a bonita praia de Almograve, e foi ai que os planos se desvaneceram quando já no final do dia vi numa grande pedra um velho pescador local fazendo a típica pesca à chumbica com cana directa, eu com a curiosidade habitual decidi ir ter com ele para ver que isca estava utilizar e como pescava e ver se estava a apanhar alguma coisa. Mas antes de lá chegar escorreguei numa pedra e mandei um malho nas pedras de todo o tamanho, por azar fiz um grande golpe onde arranquei um pedaço de pele por baixo do pé (um grade bife), lá se foram todos os planos de pesca por água abaixo pois mal conseguia assentar o pé no chão, é caso para dizer que a curiosidade matou o gato, ou melhor dizendo lixou o pé.
As férias ficaram estragadas pois fiquei com mobilidade muito reduzida passando os dias a coxear para todo o lado não podendo sequer fazer uma única pescaria, limitando-me apenas a passar os dias deitado na toalha nas varias praias onde fomos ou na esplanada do parque.
Entre as varias praias visitadas acabamos por eleger a praia de Alteirinhos como destino diário, apesar de ter de descer uma grande escadaria e um pequeno trilho a mancar até chegar à praia.
Foi pena não poder ter posto o material de pesca que levava a uso pois pesqueiros com grandes condições para apanhar uns peixes não faltavam.
Apesar de tudo deu para arranjar mais uma amizade com um novo companheiro de pesca da zona de Sintra ajudando-o, dando algumas dicas de como engodar e iscar com sardinha (à minha maneira), espero que as dicas tenham sido úteis e venham ajudar, ficaram combinadas algumas pescarias em Sintra e possivelmente na costa Vicentina para breve.
Para o ano voltarei a este paraíso pois vale bem a pena, com novos planos de pesca, desta feita espero que os consiga por em pratica.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os 7 mandamentos para a competição

Deixo aqui umas fotos que me enviou o amigo Artur com os 7 mandamentos para a pesca de competição( também se aplica em todos os outros tipos de pesca ), aos quais eu vou acrescentar mais alguns e fazer alguns comentários.
Para quem pesca à bóia sabe que não se deve usar roupas muito coloridas pois pescamos perto da água e muitas vezes o peixe vê-nos, por isso temos de ser discretos e usar roupas com cores discretas que se enquadrem com o ambiente e passemos despercebidos.
Para pescar o equilíbrio é uma ferramenta fundamental para quase todos os tipos de pesca, mas principalmente na pesca à bóia e spinning em que o pescador tem de estar o mais próximo da água possível.

A mobilidade e agilidade e energia são outras características importantes, tanto na procura de pesqueiros como depois de encontrarmos peixe no pesqueiro sermos rápidos e tirar o maior numero de peixes possível, é que na maior parte das vezes o peixe entra no pesqueiro mas também rapidamente sai, então à que aproveitar ao máximo.
A técnica é sem sombra de duvida a chave para o sucesso na pesca seja de competição ou lúdica, ai é que está a diferença na maior parte das vezes entre apanhar ou não apanhar peixe, quantas vezes já aconteceu alguém sair dum pesqueiro por não estar a dar nada e a seguir vai para lá outro pescador e começa logo a tirar peixe, ou quando estão 2 ou 3 pescadores no mesmo pesqueiro mas só é que apanha peixe ou tira uma percentagem maior que os outros 2.
Muitas vezes são pequenos pormenores que fazem toda a diferença, como colocamos a isca no anzol, o tipo e espessura de fios que usamos, os anzóis que escolhemos em função do tipo de peixe que lá anda, etc, etc!!!
E por ultimo saber dar musica aos peixes( ás vezes é ao contrário), costuma-se dizer que quem tem unhas é que toca viola.
Seja de que maneira for os anos de ensaios reflectem-se depois nos concertos, com grandes guitarradas a solo ou em duetos, em muitas das vezes é uma grande orquestra, em que naquele momento certo temos de saber o que o peixe está a pedir, como eu costumo dizer «temos de pensar como um peixe!!», e tentar perceber se eu fosse peixe como reagiria, por onde andaria, como e o quê comia? Se conseguirmos responder a estas perguntas a probabilidade de alcançar sucesso nas nossas jornadas aumentam.
Alem destes 7 mandamentos, ainda acrescentaria mais alguns, ser bom observador, ser bastante humilde, honesto, ser teimoso e persistente, ainda temos o factor sorte que também faz parte, por vezes falta aquela estrelinha que nos ajuda mas acima de tudo ser viciado na pesca e gostar do que se faz.

domingo, 15 de julho de 2012

Tinha de experimentar

Com as férias à vista tinha de ir ao mar experimentar umas novas aquisições que fiz, comprei uns vinis e uns cabeçotes para tentar uns robalos, , como esta não é a minha pesca ando ainda a apalpar terreno, juntei um cabeçote de 10grs ao vinil mas fiquei com algumas duvidas se este cabeçote é o mais adequado para esta amostra, e fiquei com duvidas se estaria bem montado? Será assim??
Não sei se irão funcionar, mas tem bom aspecto e parecem trabalham bem.
Madruguei e por volta das 5 da manhã já estava no mar, desci no Porto Chão e fui varrendo com o vinil toda zona até chegar à praia da Foz, mas nem um toque senti.
Chegado mesmo a garganta da Foz decido mudar de planos e coloco uma amostra, e ao 2º lance ferro este robalão, que por ter excesso de peso foi devolvido ao seu habitat, deu para safar a grade.

Faço mais uns lances troco de amostras mas não senti mais nada e dou por encerrada a jornada, apesar de não ter levado peixe para casa foi um amanhecer muito agradável com um aroma a maresia e uma calma matinal que renova o espírito a qualquer um.
Quanto aos vinis fica a duvida, se funcionam ou não?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Concurso de pesca do G.D.R. da Tornada

Mais um fim de semana e mais uma aventura de pesca, desta feita só na companhia do amigo Artur, rumamos bem cedo até à Tornada, no local da concentração dos cerca de 100 participantes, ao entregarem os envelopes com o nº de inscrição reparo que o meu numero era o 31, restava agora saber se a pescaria seria um grande 31!!!
Depois do sorteio arrancamos para o pesqueiro, fomos novamente pescar para perto da Baía de São Romeu mas desta feita com a maré sempre a descer.
Deixamos o carro bem longe do pesqueiro e toca de caminhar trilho abaixo até ao mar, que estava com uma cor fantástica e um pouco mexido, as expectativas eram boas.
Como a maré era a descer faço um balde de engodo com areão e gravilha a fim de o segurar no pesqueiro pois a maré era a descer e corria com o engodo para fora, meto 2 colheradas na água e monto uma cana de 5 mts com fio 18,5mm uma bóia de 6grs para tentar enganar uns sargos, sinto logo alguns toques de peixe mas não consegui ferrar nenhum, mudo logo de estratégia e monto outra com 165mm e com bóia de 3 grs.
Com esta mudança tiro logo um sargote e desferra-se outro, nisto fico sem agua no pesqueiro e vou andando e pescando aqui e acolá com uma ou outra captura em cada pesqueiro que fazia, curiosamente logo após engodar, praticamente aos pés e sempre encostado ás pedras, deu-me a ideia que o peixe andava a comer a medo.
Acabo a prova com 2 sargotes e uma tainha tirados nos últimos 10 minutos o que viria a ser importante para o resultado final.


No total capturei 20 peixes, 5 sargos 2 salemas e 10 tainhas e 3 bodiões que não pontuaram, uma pescaria banal que me deixava poucas expectativas para uma grande classificação, agora tínhamos uma dura caminhada de volta ao carro que acabou por ser facilitada pelo amigo Vítor Migueis que nos deu boleia no jipe.
Após a pesagem do pescado, serviram-se umas entradas de mexilhão de cebolada para abrir o apetite para uma magnifica feijoada que nos esperava.
Já de barriga bem aconchegada vieram dar-me a noticia que tinha ganho a prova, não estava nada à espera, em dia de pouco peixe o esforço e a insistência valeram a pena pois foi uma vitória arrancada a ferros nos últimos minutos, afinal até foi um bom 31. Ainda fui premiado com o maior nº de exemplares pescados(17).
Por equipas e clubes a Bordinheira alcançou um merecido 2º lugar.
Quero dar os parabéns a organização pelo magnifico convívio que realizaram, com um almoço 5 estrelas servido por boa malta, para o ano vou voltar a marcar presença pois vale bem a pena.   

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Procurando novos Quintais

Com as saudades da pesca já a apertar e após um fim de semana de descanço no que toca à pesca lá decidi no sábado à ultima da hora tirar um pouco de engodo e isco para ir fazer uns lances no domingo mesmo com previsões pouco convidativas para tal.
Como tinha de estar cedo em casa para almoço de família decidi ficar por perto e ir fazer testes nuns pesqueiros onde nunca tinha pescado mas onde à algum tempo queria experimentar, como a baixa mar era por volta das 7 horas combinei encontrar-me com o Hélder por volta das 6 horas apanhar a viragem da maré, depois de espreitar da arriba o pesqueiro na Praia Azul decidimos descer apesar de as aguas estarem um pouco tapadas e com algum limo.
Rumamos para um pesqueiro do lado norte da praia, faço um balde de engodo com um pouco de sardinha e meio balde de ouriços que o Helder tinha levado( para os sargos é um piteu, onde é que aprendeste isto?), o engodo estava com um aspecto consistente e avermelhado com um aroma, irresistivel, restava agora engodar e espera que o peixe correspondesse.
Como ia dedicar-me aos sargos montei a cana de 5mts com fio 0,185mm e uma bóia de 6grs, uma montagem mais grossa antevendo a ventania que estava prevista e que se começava a fazer sentir.
Após alguns lances nem sinal de peixe, e o vento que já soprava forte remexia o mar e começou a levantar algum limo do fundo prejudicando a pesca, ainda assim consegui tirar dois sargotes nesse pesqueiro.
Com a maré a encher fomos obrigados a mudar de sitio mas o peixe não dava sinal, quando o peixe não aparece nada melhor do que ir à sua procura, então arrumamos a tralha e fomos correndo a costa desde a praia Azul até à praia de Porto Novo, onde fui fazendo de guia piscatório ao Hélder pois não costuma vir pescar para estas bandas e assim ficar com umas luzes de pesqueiros para futuras jornadas.
Chegados a Porto Novo/Santa Rita decidimos assentar arraiais e acabar com o resto do engodo, depois de ir espreitar na pedra onde está a santa tivemos de voltar para trás pois todos os pesqueiros estávam ocupados, passamos todo o areal para o lado norte e fomos pescar por baixo do hotel Golfo Mar, onde não o vento quebrava um pouco, ai encontramos um cantinho disponivel entre as pedras, ainda nos safámos com alguns sargos, tendo capturado um bom sargo que curiosamente foi fisgado no lombo e que deu algum trabalho a tirar por esse mesmo motivo, parecia quase o trabalhar de um bom robalo.

O Hélder também apanhou um sargo e alguns robalotes sem medida que foram prontamente devolvidos, pouco tempo depois demos por terminada a pesca e fomos á procura do almoço.


Foi uma jornada positiva apesar das difíceis condições, onde deu para testar novos pesqueiros e sair da nossa zona de conforto, onde estamos habituados a pescar e já conhecemos bem os hábitos e horas em que o peixe encosta, este é um processo importante para explorar novos locais e posteriormente tirar o melhor partido desses mesmos locais em futuras jornadas.
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