Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bruxaria na Pesca

No passado dia 11 de Outubro, realizou-se a 6ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira, as condições de pesca previstas não eram as melhores, tempo de chuva, algum vento, mar bem mexido com período de vaga elevado, iriam dificultar a jornada, para mim estava óptimo, por norma dou-me bem a pescar em condições adversas.
A maré inicialmente estaria na baixa-mar(maré vazia) e acabaríamos a prova praticamente na praia-mar(maré cheia), com todas estas condicionantes bem estudadas, a escolha de pesqueiro não poderia fugir da zona da Ericeira.
Depois de tomar um café na habitual concentração na sede da Bordinheira, saímos para o mar todos ao mesmo tempo, em fila indiana, cada um seguindo as suas intuições foram virando para os spots eleitos, alguns viraram para Santa Cruz, outros para a Foz do Sizandro, outros ficaram pela Assenta, eu e o meu pai continuamos.
Na estrada, mesmo à nossa frente, seguia o carro do David Forcada, continuamos bem coladinhos, na expectativa para ver onde ia pescar.
Como já calculava virou para o seu pesqueiro habitual, mas desta vez não quis fazer-lhe companhia e deixei-o à vontade.
Ainda espreitei o mar no alto do miradouro de Ribeira D'ilhas, olhei para os lados do Cavalinho, mas não me agradaram as condições e segui o meu pensamento.
Chegamos à praia do Matadouro, nisto chega companhia, o "Bruxo" do César Ribeiro e o Paulo Xabita, que seguiram os meus conselhos, aqui sim, as condições pareciam estar reunidas para uma boa faina.
Carrego as tralhas e desço à praia, com 2 spots em mente, o "Buraco da Inês" e o "Cano de Inox", inclinei-me para a primeira opção.
Pouso as tralhas na areia, ia espreitar se o dito buraco na ponta da laje deixava pescar em condições.
Mas já nem cheguei a ir lá, bem cá fora, praticamente junto da areia vi as tainhas, com 2 palmos de agua, ali estavam elas e grandes!!!
Nem pensei 2 vezes, é já aqui, a adrenalina que já é habitual na competição, triplicou após ver o peixe, em passo acelerado volto para junto do material, estico uma das canas que levava montadas, a mais indicada para este tipo de pesca, com fio mais fino, um 0,165mm e bóia de 4grs, apenas mudei o anzol para um mais pequeno, ajusto a altura da montagem, apenas 2 palmos de altura, preparo uns filetes de sardinha para isco bem como o engodo.
Já estava na hora, como o peixe estava por ali, não quis engodar logo para não afugenta-las, vou agachado para cima da laje de maneira que o peixe não me veja, isco com um pequeno belisco e lanço, em poucos segundos a bóia dá sinal, faço a ferragem e ali estava ela a dar luta, tento fazer com que não estrebuche muito na agua, de modo a não espantar as outras e vou encalhar o peixe na praia, uma grande tainha para abrir o dia não estava mal.
Novo belisco no anzol e mais um lance, um leve jeitinho na bóia denunciou nova investida, faço a ferragem e já estava, mais uma boa tainha a lutar na ponta da linha, o mesmo trabalhar do peixe e saco com ela.
Um cheirinho de engodo para elas não abalarem, nesta altura já tinha muita companhia no pesqueiro, éramos 4 pescadores e mais uma carrada de aprendizes a surfistas na agua, as escolas de surf por aqui tornaram-se uma grande praga.
Não sou contra as ditas escolas de surf, apenas acho que deviam respeitar o espaço de quem já lá estava a pescar. Se que estamos a pescar em aguas pouco profundas e claras, onde o peixe consegue ver tudo, entra um grupo de marmajos, com pranchas e fatos coloridos a fazer uma barulheira infernal, adeus peixe, enfim, temos de aguentar e calar, mas não devia ser assim, se pago uma licença para pescar, pergunto se os surfistas pagam alguma licença para usufruírem do mar, o mar é tão grande, vão para zonas onde não esteja ninguém a pescar por perto.
Insisti no engodo, espaçadamente tirei mais 2 pequenas, mas definitivamente tinham ido embora.
Os meus colegas abandonaram-me, já com o mar a varrer um bocado, balde do engodo no braço passo então para a ponta da laje, na expectativa de dar com uns sargos.
Tiro um sargo logo no primeiro lançamento, mais um ou 2 que foram devolvidos, ferro um peixe que não sei como acabou por partir, levando a bóia e tudo.
Venho cá atrás, estico outra cana com fio 0,205mm e bóia de 7grs, arriscando um bocado volto lá para a ponta, a levar bastante porrada do mar ainda tiro mais um sargo e 2 tainhas, mas já não dava mais, tive mesmo de abandonar o pesqueiro. 
Passo para a 2ª opção, vou para o "Cano de Inox", os sargos estavam lá em força, o César e o Paulo já tinham uns quantos no saco.
Já fui tarde demais para ir para cima da pedra, onde apenas lá estava o maluco do César a levar porrada do mar, sempre de cana vergada a pô-los no saco, saiu de lá a nado he he he.
Fui tentando cá de fora e ainda consegui sacar alguns peixes, maioritariamente eram tainhas, o mar continuou a encher e já estávamos todos a pescar cá fora a pescar lado a lado, mas o bruxo do César continuou a malhar nos sargos muito mais que nós, estava de mão bem quente, como se isso já não bastasse para nos desorientar, ainda ia rogando umas pragas e lançando alguns feitiços, para os poucos sargos que conseguíamos trancar se soltassem ou partissem.
Posso garantirvos que parecia mesmo bruxaria, era vê-los a ir embora uns atrás dos outros, fartava-se de rir na nossa cara, já estávamos a ficar fulos, não sei se estão a ver, ou se já tiveram daqueles dias de pesca em que tudo parece estar contra nós, era mesmo um desses dias, nada havia a fazer.
Apesar das pragas ainda consegui tirar alguns peixes, mas sempre mais pequenos do que os do César, lá compus o ramalhete até ao final da prova.
Era hora de entregar o peixe e esperar pelos resultados dos companheiros de pesca.
Após a pesagem, banho tomado, almoçados, faltava a sobremesa, bolo de aniversário do Filipe Ferreira, depois de cantarmos os parabéns ao nosso presidente, vinha a hora do veredicto final.

Esta jornada foi ganha inevitavelmente pelo "Sr. Bruxo" César, com 24 exemplares totalizou 26220pts.
Eu apesar de tudo ainda consegui o 2º lugar com 23760pts, a fechar o pódio ficou o David Forcada com 14540pts.
Resumindo o resultado da jornada, não foi mau de todo para mim, consegui ascender ao 2º lugar da geral, relegando o Miguel Serra para o 3º lugar e recuperei um ponto ao líder.
Agora é esperar por nova jornada para ver se consigo melhorar a situação.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vida complicada no campeonato

Durante esta minha prolongada ausência do blog, as pescarias apesar de terem sido poucas, não terminaram e realizaram-se mais 2 jornadas do campeonato da Bordinheira.
Vou relatar agora a pescaria da 5ª jornada, realizada no dia 20 de Setembro.
Continuando a correr a trás do prejuízo, a meta para esta jornada era não perder mais pontos para os os meus adversários directos, coisa que este ano está a ser tarefa bem complicada.
Tentando jogar pelo seguro, a escolha do pesqueiro recaiu para a zona de Ribeira D'ilhas, queria estar de olho no actual líder do campeonato, pescando ao seu lado na tentativa de lhe colocar alguma pressão he he he.... é que nisto da pesca de competição, o jogo psicológico muitas vezes condiciona resultados.





Depois de montarmos as canas e prepararmos os engodos lado a lado, cada um foi para onde a intuição mandou, eu fiquei num ponto mais recuado, o David aventurou-se com agua pela cintura e foi para o seu pesqueiro de eleição.


A pescaria ia ser realizada com a maré já na praia-mar e sempre a descer, depois de engodar o pesqueiro, após meia dúzia de lançamentos, a grade estava safa com uma tainha, pouco tempo depois tirei mais uma safia, mas a coisa ficou por ali.
Sem sentir mais nada, iniciei a habitual procura de peixe noutros buracos, ainda fiz uma tentativa ao lado do David, onde apenas tirei umas sarguetas que foram devolvidas, o peixe era pouco, dava para perceber que ia ser um dia de pouco peixe.
Rapidamente fartei-me de ali estar e continuei a procurar noutros poisos, deixei o David descansado e fui caminhando para norte, experimentei em cima do Cavalinho, onde fiz mais 2 pesqueiros, mas sem sentir um único peixe.
As horas passavam depressa e continuava apenas com 2 peixes na lata, já em desespero de causa, uma ultima tentativa para dar com algum peixe, depois de passar pelos Guiões onde as condições não me agradaram, apostei no Arneiro, mesmo no meio das pedras em cima da laje, fazia alguma feição e foi ai que dei com alguns peixes.
Após tirar uns sargotes um robalote e uma tainha, já no cair do pano deixei fugir 2 bons sargos mesmo aos pés, um que desferrou quando lhe ia por a mão em cima e outro que partiu o fio, pondo-me os nervos completamente à flor da pele.
Bom, mal ou bem o trabalho estava feito, tinha agora uma longa caminhada de volta ao carro e aguardar que a pesca tivesse corrido pior aos meus colegas.
Após a pesagem realizada, uma reconfortante banhoca, já com o estômago aconchegado era hora saber os resultados desportivos.
Em primeiro lugar ficou o Fausto Matos com 14490pts, em 2º lugar o João Rodrigues com 12230pts e a fechar o pódio ficou o Nuno Pereira com 8600pts.

Eu acabei no 6 lugar com 3720pts, não consegui atingir o objectivo estabelecido inicialmente e voltei a perder mais 2 pontos para o líder do campeonato, já que o David  Forcada ficou em 4º com 6920pts.
Nem tudo foi mau, pois consegui recuperar 2 pontos para o Miguel Serra, actual 2º classificado da geral, agora, ainda a faltar 5 provas é continuar a lutar e esperar por alguma escorregadela para subir ao topo da tabela, coisa que não será fácil.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Por trás de um grande pescador está sempre uma grande mulher!!!

Esta é apenas uma pequena brincadeira que fiz, a pedido de um grande pescador que conheci este ano, Juan António Nanclares, um campeão de pesca, que veio da Suiça, para pescar no convívio de pesca da Bordinheira.
Esta viagem foi uma oferta pelo seu aniversário, feita pela sua esposa Michaela.
Sabe como é,  por de trás de um grande pescador, está sempre uma grande mulher!!!
Agora é altura de retribuir, aqui fica uma pequena surpresa para Michaela, no dia do seu aniversário, os diálogos nas fotos estão traduzidos(talvez estejam mal, mas a culpa é do translater ;) ) .
Muitos Parabéns Micahela, são os votos de todo o grupo de pescadores da Bordinheira.
-Ofereceu-me uma viagem a Portugal para vir pescar!!
-Mas que esposa se lembraria de oferecer uma prenda destas??

 -Sai da Suiça, fiz mais de 1700km só para estar presente no convívio de pesca Bordinheira.

-Tudo isto para não apanhar nada??

- Pescador sofre!!

 -Penso que devia agradecer!!Agora é o momento Certo

 - Companheiros, digam todos comigo

- Muitos parabéns Michaela!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Uma Carta fora do baralho ;)

Continuação da saga feira Oeste Natura.
Às 5 e meia toca o despertador, apenas tempo para o pequeno almoço e vestir a farda de trabalho, como prometido às 6 e meia estava no complexo desportivo do Turcifal, para receber os pescadores e entregar as fichas de inscrição.
Depois do habitual sorteio, lá arrancamos todos para o mar, eu fui com o meu pai e desta vez deixei ao seu critério a escolha do pesqueiro.
Ele optou pela praia da Assenta Norte, mas como não sou grande fã dessa zona torci o nariz, quando lá chegamos o mar apesar de calmo, estava algo turvo, coisa que não me agrada muito na pesca, mas como as informações que tinha era que estaria igual por toda a costa, não podia fugir a essa contrariedade e acabamos por ficar por ali mesmo.
Descemos à praia, com a maré ainda a descer, mas praticamente na baixa mar, a solução foi ir para o lado norte, pescar nuns lagos entre umas pedras, onde costuma dar uns peixes.
Depois de preparar o engodo e isca, tudo na base da sardinha, montei apenas uma cana com fio 0,165mm e uma bóia de 3grs, deixo o material cá atrás e levo apenas o essencial comigo lá para o pesqueiro.
Nisto aparece ao meu lado o Toní(Filhos da Escola), pergunta-me se podia pescar ali, pois não tinha muitas opções onde conseguisse pescar, prontamente o pus à vontade para pescar onde desejasse, mesmo que fosse ao meu lado, apesar de ser bastante competitivo, coloco em primeiro plano a amizade e companheirismo.
Depois de umas colheradas de engodo, toca de por as bóias a fazer o seu trabalho, após 2 ou 3 lançamentos o cenário apresentava-se pior, além da agua turva, tinha muito limo solto em suspensão, tapando a isca e prejudicando ainda mais a pesca.
Nisto a minha bóia afunda e arranca mar dentro, após alguma luta coloco a seco o primeiro peixe do dia, uma bonita baila, a grade estava safa, fui insistindo neste pesqueiro, engodando esporadicamente e ainda consegui tirar mais uma tainha, mas com a agua a faltar e sem sentir mais nada vi que estava na hora de sondar outros lagos.
Continuei alguns metros para norte, passo para uma pedra mais dentro com aguas mais fundas, mas com mais lixo em suspensão, uma vez que o mar partia um pouco mais ai, mesmo assim tentei, engodei, após 2 lançamentos vejo que não ia dar, a juntar ao lixo a corrente abalava com o engodo para sul e não valia a pena estar ali a perder tempo.
Sem muitas mais opções, faço uma leitura rápida do mar e das correntes, vejo no meio da agua umas pontinhas de pedra entre este pesqueiro e o pesqueiro inicial, onde o engodo que eu já tinha mandado em ambos os pesqueiros se concentrava, nada como tentar ir até lá e ver se deixa lá pescar.
Assim faço, baldinho de engodo no braço e lá vou eu com agua quase pela cintura apalpando terreno até chegar ao ponto X, depois de alcançar as tais pedras tive logo aquela sensação que ia dar uns peixitos, agua mais calma, um pouco mais clara e com pouco lixo, com alguma fundura mesmo encostado a essas pedras, mando 2 colheradas de engodo, balde sempre no braço pois a maré já subia e não tinha poiso possível.
Subo a bóia para por a isca a trabalhar bem no fundo, nem era preciso lançar era só deixar a bóia cair encostada à pedra, em menos de nada ela afunda, ferro o peixe, depois de o trabalhar pô-lo a seco é que era mais complicado já que praticamente não tinha onde o encalhar, estava no meio da agua, mas lá a consegui agarrar, para meu espanto uma bonita safia.
A toada continuou, cada lançamento era um peixe, tirei mais 2 safias e uns sargos, mas já não deixava estar lá mais tempo, tive mesmo de sair depois de tirar um bom sargo, que ficou com o anzol embuchado.
Volto para terra, já com agua bem acima da cintura, quando julguei estar a seco em cima de um lajedo, pouso o balde na laje, seguro-o entre as pernas, para desferrar o peixe e empatar novo anzol, nisto enquanto empatava o dito, abstrai-me do mar e cometi um daqueles erros que nunca devemos fazer, virei costas ao mar, veio uma onda que me levou o balde do engodo, por segundos andou a flutuar, mas acabou por se virar.
Após perder alguns minutos, lá consegui recuperar o balde e a colher, mas o migador não consegui encontrar, a pesca tinha de continuar sem migador.
Vou para junto da mochila, o meu colega Malaquias estava ali perto, contei-lhe o sucedido, como ele tinha o engodo já todo migado, lá me desenrascou o migador.
Ainda faltava 2 horas para o final, vou andando para o lado do carro, fiz uns lançamentos em vários buracos ao lado do meu pai, mas sem sentir nada.
O tempo escasseava e já faltavam condições para pescar ali, fui gastar os últimos cartuchos bem próximo do carro.
Engodo em cima da laje à direita da praia, encurto a altura da bóia para tentar umas tainhas, foi uma boa aposta, tirei 6 tainhas de rajada e para terminar um bom sargo, nesta altura já tinha a companhia do meu pai, que também conseguiu tirar 4 bons sargos e assim terminamos a prova com bastante peixe no pesqueiro.
Depois de entregarmos o peixe no complexo desportivo do Turcifal, hora de matar a sede e fome com umas boas entradas.

Como habitual ajudei na realização da pesagem acompanhado do meu colega de equipa, o peixeiro César.
Agora vem o primeiro grande momento do dia, eu diria que foi um momento de extrema esperteza Saloia, «Alguém apanhou uma dourada», gritou o César.
Até aqui estava tudo bem, não fosse a dourada de viveiro, bem fresquinha, do gelo é claro, já com os olhos meio esbranquiçados e tudo, he he he.....
O artista até se deu ao trabalho de suja-la de areia e tudo, para dar alguma veracidade à captura,  como se isso fosse possível e logo nas mãos de um peixeiro, que diariamente amanha dezenas delas, possivelmente um pouco mais frescas e com melhor cara, enfim!!!
Não foi este peixe, mas era parecida, só faltava mesmo o limão he he he

Logicamente foi desclassificado e saiu bem de fininho, para não ser reconhecido, nem ao almoço foi, ridículo mesmo.
Depois da pesagem terminada, ficou a curiosidade de saber quem seria esta carta fora do baralho?????
Claro, só podia!!! Olha o tal que no ano passado se deu bem, com um robalo muito duvidoso, talvez de viveiro também e ganhou o Convívio de Pesca de Gentias.
Desta vez teve azar e correu-lhe mal, da outra só não correu mal, porque a malta da organização não quis estragar a festa, eu estava na pesagem e por mim tinha sido desclassificado, mas como estava apenas a ajudar, não me cabia a mim decidir.
Deixo agora um pensamento, direccionada somente a este tipo pescadores, que vem para os convívios de pesca tentar fazer todos os outros de otários, estragando muitas vezes o bom ambiente.
Tentam deixar no ar a imagem de que fazer batota compensa, tudo isto só para ganharem algo, uma taça, um troféu, uma lata qualquer que nunca terá valor, pois foi ganho sem história nem veracidade, será apenas um prémio à sua imagem claro está.
Amigos se vierem participar para isto, mais vale ficarem em casa, ninguém vai sentir a vossa falta.

Depois de separado o joio do trigo, seguiu-se o almoço convívio com grande ambiente de camaradagem, onde todos puderam desfrutar da boa comida, bebida e sobremesas, esta é para mim a parte mais bonita destes convívios, as amizades que se criam, a partilhas de experiências e o companheirismo, isto sim é dos melhores prémios que podemos receber.
Antes da entrega de prémios, as entidades promotoras desta feira, demonstravam-se bastante satisfeitas com o sucesso destes certame, garantindo que para o ano se realizará novamente.
Como uma boa pescaria consegui alcançar o 1º lugar, totalizando 18110pts, foi uma boa prenda de aniversário, ganhei também o prémio para a maior quantidade de exemplares, com 17 capturas , um prémio bem bonito oferta de Camões Taxidermia.

Em 2º lugar ficou o João Rodrigues com 10850pts e a fechar o pódio ficou o meu pai, Joaquim Franco com 9880pts.

Nos juvenis, Gonçalo Silva deu os seus primeiros passos na pesca de competição e alcançou o seu 1º lugar com 2160pts, mostrando ao avô Artur Silva como se faz, dou-lhe os merecidos parabéns e que venham mais vitórias.
O maior exemplar foi uma tainha com 1,190kg, capturada pelo Paulo Lourinho.
Por equipas e clubes a Bordinheira dominou, alcançando a vitória em ambas as categorias.

Queria deixar um agradecimento especial a todos os patrocinadores e não podia deixar de agradecer a presença de todos os pescadores, principalmente os que vieram pela primeira vez a um convívio de pesca, espero que tenham gostado e que voltem.

Depois do trabalho completamente feito, ainda ouve tempo para uma boa surpresa feita por amigos, um bolo de aniversário para mim, obrigado, estão no meu coração.
Depois de cantarmos os parabéns a festa continuou, já bem animado depois de uns copos, ganhei coragem para fazer companhia ao acordeonista, cantando uma modinha para animar a malta.



Chegava a hora de regressar a casa, não era cedo, já calculava o que me esperava, alguma natural má disposição, de esposa trocada pela pesca, situação agravada por passar o dia de aniversário longe da família.
Não me enganei nada, o verniz não estalou, saltou todo he he he, levei um raspanete daqueles, bem merecido por sinal, mas nesta situação não dava para ser de outra maneira.
O doce sabor da vitória, bem depressa passou a amargo, andei uns dias algo desanimado, sem vontade de fazer relatos no blog e tive de por um pouco de travão na pesca, fora isso está tudo bem.
Suponho que este seja um mal geral, não devo ser só eu a ter estas chatices de vez em quando, por acaso é com a pesca, mas podia ser com a caça, na bola, para elas é indiferente.
Pesca VS Esposa,  um bom tema para um post, quem sabe se num destes dias de inverno que se avizinham, melancólicos e chuvosos, em que vou estar em casa à lareira, sem poder ir pescar, não me ponho a divagar e a escrever sobre este assunto, ia dar pano para mangas,
Agora tudo voltou à normalidade, como eu costumo dizer, isto também faz parte da pesca, as vitórias, as derrotas, as alegrias, os atritos e as chatices, também lá estão incluidos e são importantes temperos neste carrossel de altos e baixos que é a vida.
Um colega  meu de trabalho, uma pessoa já muito vivida, é que costumava dizer-me, «Ó Pedro, de vez em quando é bom ficar chateado com a mulher, pois na hora de fazer as pazes é tão bom!!!», eu posso dizer que ele está bem certo do que diz.
Grande abraço a todos e vão mas é pescar, com moderação claro está.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Começava a estalar o verniz

Finalmente ganhei coragem e vontade para voltar a escrever, estava difícil, pois fiquei completamente descolhoado, tão desanimado que perdi a vontade de relatar esta aventura, mesmo após uma jornada vitoriosa, em ambiente de grande festa, mas com sabor bastante amargo no fim.
Este relato é dedicado a todos os leitores, mas tem dedicatória especial para 3 pessoas, não vou dizer nomes pois eles saberão que é especialmente dedicado a eles.
Deixo apenas uma pequena descrição dos felizardos, o tal....... aquele que se for para isto mais vale ficar em casa, pois ninguém vai sentir falta dele, vai também para um grande companheiro que está bem longe de Portugal e para uma pessoa muito especial para mim.
Pois bem, pensava que tinha perdido o jeito para isto da escrita, mas pelos vistos não, basta ter vontade, colocar as mãos no teclado, um pouco de paixão à mistura e os pensamentos passam a palavras quase que automaticamente.
Bom, deixando-me de poesias, passemos ao relato.
Fazendo o enquadramento temporal dos acontecimentos, tudo se desenrolou na Feira Oeste Natura, uma feira de caça, pesca e natureza, realizada nos dias 11,12,13 de Setembro no Turcifal em Torres Vedras.












E o Burro sou eu???Heeeemm...


Como tinha divulgado anteriormente, a organização do convívio de pesca, integrado nas actividades da feira, coube à secção de pesca da A.D.R.C. Bordinheira, da qual faço parte, como prometido, teria selo de garantia no que toca à boa organização, à qualidade nos prémios, na comida e bebida, nada podia falhar.
Este foi mais um fim de semana bem durinho, de muita entrega pessoal, é que quando dou a cara e me meto numa coisa, dou o máximo para que no final tudo corra bem, não sei se isto é um defeito, se é feitio ou uma virtude que tenho, mas eu sou assim!!!!
Depois de alguns afazeres familiares logo pela manhã, o resto do sábado foi passado na feira a tratar das inscrições para a prova.
Ao almoço ainda tive de dar uma perninha a servir à mesa no restaurante «Os Sapinhos», pois a malta estava atrapalhada e precisava de uma ajuda, não fui capaz de negar.

Claro que além ajudar a servir, ajudei também a beber uns copos he he he...

Por coincidência calhou-me logo servir a mesa onde estava a almoçar o pessoal dos stands de material de pesca, o Armando Sousa e Ricardo representantes da Modern Angler, pessoal que já conhecia do blog Predadores ao Spinning.
Estava também o Paulo representante da Vega, tudo malta porreira, ainda nos fartamos de rir, tudo por causa de um mal entendido do tal empregado de mesa(eu mesmo).
É que na hora de pagarem a conta, a mesma vinha em nome do Sr. Careca(Paulo), que não queria pagar pois não estava ali ninguém que se chamasse Sr Careca he he he.....
Dado o lapso vi-me na obrigação de pagar uma rodada a esta malta, vida de empregado de mesa não é fácil!!!
E o sábado passou bem rápido, sai a feira já bem tarde, por volta da 1 da manhã, mas com o dever cumprido e tudo devidamente tratado, até eu já estava bem tratado ;)
Apenas o numero de inscritos me desanimou, ficou um pouco aquém das minhas expectativas, 81 pescadores, incluindo eu, seriamos poucos mas bons....... ou talvez não, nem todos!!??
Antes de ir dormir, apenas tempo para tirar o engodo do congelador e sardinha para isco, carregar o material no carro, sem tempo para montar o que quer que fosse, uma vez que o cansaço já apertava. Apenas ia dormitar 4 horitas, é que por volta das 6 e meia, já lá tinha de estar novamente para receber os aventureiros.
Chego a casa, vou-me deitar, mas não adormeci sem antes ouvir aquela pergunta típica de esposa já fula, «Isto são horas???».
Começava a estalar o verniz!!
Nem respondi e dei o desconto, apenas achei que estava rabugenta por ter interrompido o seu sono.
Mas já calculava o que me esperava no dia seguinte, quando regressasse a casa ao anoitecer, o tom de ironia ainda ia ser pior, muito pior..... 
Por varias razões, ia passar praticamente todo o fim de semana sem por os pés em casa, ainda com uma agravante, é que no domingo, dia do convívio era o dia do meu aniversário, já estava a imaginar o discurso, «É sempre a mesma coisa, trocas tudo pela pesca, estou sempre em 2º plano!!!».
Ui ui........nem queria imaginar quando chegasse a casa, já calculava que ia ter missa com fado cantado e tudo.
Não é que o dia do meu aniversário me passe completamente ao lado, mas nunca gostei muito de festas, mais propriamente do meu aniversário, é que depois de completar 20 anos, comecei a acusar muito o peso da idade.
Tenho a sensação que estou mais velho, o que não é mentira nenhuma, mas não me agrada nem um pouco este sentimento, então para contornar esta minha fragilidade, tento passar este dia o mais normal possível, sem grandes alaridos nem festas.
Se o  meu dia de aniversário calhar durante a semana, vou trabalhar, nunca tiro o dia como muita gente faz, logo por azar este ano calhou num domingo, coincidindo logo com um convívio de pesca, onde tinha obrigatoriamente de estar presente e não iria passar o dia com a família, são ossos do oficio.
Como o relato ainda vai a meio, já vai bem longo e não vos quero maçar, vou deixar o relato do dia seguinte para amanhã, imaginem o que ai vem?? Já devem calcular!!!

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