Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

No belo reino do Imperador César

Num reino não muito longínquo, governado pelo imperador César Ribeiro(«Xaveira» para os amigos), fui convidado para realizar uma pescaria nocturna numa das suas coutadas de pesca.
Ao final da tarde à hora combinada, uma carroça(Mitsubishi) passou perto da minha porta para me levar, na mala carregamos o material necessário para uma jornada de pesca à bóia nocturna, uns bons quilos de sardinhas para engodar e iscar, umas canas e uns carretos, e todo o resto de palamenta fundamental para montar as artes, bóias, anzóis, starlights, chumbinhos, etc.....sem esquecer de uma ou 2 lanternas, que funcionem de preferência he he he.
Na carroça vinha o extrovertido imperador, animado como sempre, carregado de uma boa disposição inigualável, ansioso por me levar para a sua coutada de pesca, depois de uma paragem pelo caminho para atestar o nosso depósito com umas minis e uns dedos de conversa lá prosseguimos.
Em pouco tempo chegávamos ao local, um verdadeiro paraíso, mar azul, de aguas limpas e oxigenadas rodeado de uma paisagem deslumbrante, as boas condições deixaram-nos com uma enorme fezada e vontade de pescar.

Num pesqueiro típico de imperador, em que não temos de andar muito, em menos de nada estávamos a pescar, o peixe sem surpresas foi saindo, o imperador estreou-se logo no 1º lançamento um peixe que ele mais gosta e sabe pescar, uma grande salema ;) ;) que foi devolvida.
Pouco tempo depois eu estreava-me com um belo robalo, a pesca estava animada e as capturas foram acontecendo, com o subir da maré mudamos de local e começamos a fazer pesqueiro para a noite que já se aproximava.


Com o sol a desaparecer fomos brindados com uma inesperada e reconfortante ceia, trazida gentilmente pela imperatriz até ao pesqueiro, mas que qualidade de vida, que maravilha, há pescadores com sorte.....depois de dar ao dente lá continuamos na faina.


Entre uns baldes de engodo bem feitos pelo imperador lá continuaram a sair uns bons peixes, uns bons sargos e umas belas bailas pela noite fora até ao sol raiar, o imperador e eu voltamos finalmente para casa cansados, felizes e satisfeitos depois de mais uma animada pescaria.
Não ficamos felizes para sempre, pois não corre sempre assim, mas no próximo fim de semana há mais!!!! 
FIM.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mudar ou não mudar, eis a questão.

Neste passado domingo realizou-se a 5ª prova do Campeonato de pesca da Bordinheira, a pressão era muita pois queria manter o 1º lugar da geral, apesar disso estava bastante confiante num bom resultado já que as condições do mar, hora da baixa mar, bem como os pesqueiros estavam do meu agrado.
Depois de um treino no dia de Santo António que não correu mau de todo esperava apanhar uns sargos, o plano de prova estava bem traçado, o meu pai deixava-me na praia da Foz do Sizandro, para aproveitar uma hora de pesca na boca do rio em busca de uns sargos, e depois ia ter com ele ao Porto Chão para explorar uns buracos na maré vazia.
O plano foi cumprido à risca, depois de montar uma cana com fio 0,16mm e uma bóia de 3grs, engodei bem o pesqueiro com engodo de ouriço e sardinha, como isca a habitual sardinha, nos primeiros lances senti uns peixes mas não os consegui ferrar, estavam manhosos, possivelmente devido ao tempo ser de Leste, quando o tempo é da terra o peixe por norma come mal e muitas vezes nem come.
Afinei a pontaria e fiquei mais atento, de fio bem esticadinho lá ferrei umas 3 tainhas grandes seguidas, mas não tirei nenhuma, 2 desferraram, uma praticamente na minha mão, outra desempatou o anzol(devia estar mal empatado), definitivamente não era um bom começo, ainda por cima os sargos não apareceram.
Depois lá consegui tirar 2 tainhas jeitosas para desgradar e começou a entrar tainhas miúdas sem medida no pesqueiro, ainda apanhei umas 4, era hora de passar à 2ª fase do plano e dar corda aos sapatos.
Pelo caminho passo no pesqueiro da mesa onde estava o Nelson Inácio com o pai, eles apenas tinham tirado um peixe cada um, ainda fiz uns lançamentos mais para por a conversa em dia, ainda tirei uma tainha, mas como o trabalhar do mar não me agradava arranquei logo de seguida.
Chego ao destino mesmo na hora pretendida, o meu pai ainda não tinha sentido nada, o que não era animador, mas a fezada mantinha-se, entro mar dentro e vou pescar para o saltadouro, engodo o pesqueiro e vou para cima da pedra pescar, sargalhada miúda não faltava que foi sendo devolvida, aproveitei apenas 2 sargotes e uma safia, como as aguas eram claras, com a maré praticamente vazia deixei de sentir peixe.
Completamente desiludido com os resultados obtidos, já com meia jornada completa sentia que a coisa não ia correr bem, sem opções de escolha de novos pesqueiros esgotadas, sentia-me completamente impotente para alterar o rumo da má prestação, estava a conformar-me com um mau dia.
O meu pai que estava ainda a gradar e farto de perder material, pergunta-me se não seria melhor mudar de zona?
Mudar ou não mudar, eis a questão??? Mas mudar para onde? - pergunto eu.
Qualquer outro pesqueiro pois aqui não nos safamos, disse ele.
Lá me convenceu, subimos a arriba, pegamos no carro e fomos para à Assenta, mais propriamente à praia das Peças, as aguas ai estavam mais tapadas, a maré já dava a volta para a enchente, restava apenas hora e meia de pesca.
Rapidamente desço ao pesqueiro do lado esquerdo da praia, mesmo em frente dos antigos viveiros, engodo bem o pesqueiro, pesca na agua e poucos momentos depois a bóia afunda, do outro lado da linha um robalote quileiro debateu-se até acabar na lata, já tinha valido a pena a mudança, novo lançamento e novo peixe cá fora, desta feita um sargo, mais uns lançamentos e mais duas boas tainhas na lata.
A pesca estava animada com bons peixes, mas o melhor estava guardado para o fim, a bóia afunda, faço a ferragem, a cana verga toda e o peixe arranca mar dentro, fui obrigado a ceder bastante linha, até que lá longe vejo um belo robalo à tona da agua, com calma fui trabalhando o peixe até o conseguir encalhar, um belo robalo de quase 2kg, foi a cereja no topo do bolo, até ao final não senti mais peixe, mas estava mais que satisfeito, para quem estava conformado com uma fraca pescaria esta inesperada reviravolta veio satisfazer o ego, e para mais com peixe de qualidade.
O meu pai apenas conseguiu apanhar uma baila, mas estava satisfeito já que foi graças a ele que mudei de spot e apanhei estes peixes.
Depois das pesagens feitas bem como as classificações acabei por conseguir o meu 1º lugar neste campeonato com 15910pts, aumentando em mais alguns pontos a distancia para o 2º lugar e ainda conseguir o maior exemplar da competição até agora.


Em 2º lugar lugar ficou o Miguel Serra com 11270pts e a fechar o pódio o César Ribeiro com 7340pts.
Mais uma lição que levei deste dia, nunca desistir até ao fim da pescaria pois por vezes somos bafejados pela sorte com estes inesperados momentos de dupla satisfação.
Depois de uns bons copos e do habitual convívio havia quem já andasse a dançar(sempre a varrer) com vassouras he he he, granda malha.


Um abraço, até novas aventuras e bons lances a todos.

sábado, 14 de junho de 2014

Brincar no dia de Santo António

Como trabalho numa empresa com sede em Lisboa e o feriado municipal é o dia 13 dia de Santo António, nada melhor que aproveitar essa folga para dar um saltinho ao mar e fazer um treino para a prova deste próximo domingo.
Neste dia tinha programada uma pesca dedicada aos sargos, tinha uma lata de engodo feito com ouriços  ao qual juntei 2 kg de sardinhas, obtendo um engodo bem consistente e com muito bom aspecto.


Desta vez como o mar era manso com maré de lua com uma boa amplitude, optei por procurar o peixe em aguas mais fundas, fui até à praia da Calada(Sul) fazer a enchente.
Para isco levei uns camarões e as sardinhas que eram para grelhar na sardinhada dos santos , numa zona de muita pedra em que tinha de pescar um pouco mais longe da agua optei por pescar um pouco mais grosso que o habitual, fio 0,20mm e uma bóia de 7grs.


A pesca foi sendo feita em varios buracos onde a agua mexia mais um pouco, e lá foram saindo alguns sargos palmeiros, muitos foram sendo devolvidos, tirei também 2 valentes carapaus e algumas tainhas que também foram devolvidas pois hoje não era o seu dia.

Após 5 horas de pesca o resultado não era o esperado, mas também não era mau de todo, aproveitei 11 sargos e 2 chicharros, era hora de voltar para casa e ir brincar aos santos populares, comer umas sardinhas assadas na brasa e comprar o tradicional manjerico.
Amanhã à mais pesca de competição, desta feita para o campeonato interno da Bordinheira, as expectativas são boas, vamos ver se os resultados correspondem.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Era um dos grandes em Torres Vedras

O convívio de pesca do Atlético Clube Torreense Castelo era uma referencia no concelho de Torres Vedras, o clube ainda existe mas infelizmente a secção de pesca terminou deixando de realizar este evento.
Ainda muito novo participei em vários convívios realizados nesta casa, partilho convosco o regulamento do convívio de 2004 que digitalizei com conteúdos históricos muito bons.



 Praia Formosa e Penedo do Guincho em Santa Cruz




 O famoso Penedo do Guincho em Santa Cruz

 Pesqueiro da Pedra que Bole em Santa Cruz



Os elementos da equipa de pesca do ACT Castelo na temporada 2004

Pegando naquela máxima de  «Recordar é viver», pode ser que algum pescador Torrense vendo este artigo, se lembre dos tempos áureos e apele a esta colectividade para uma reedição desta prova.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pesca na Republica das Bananas

Neste domingo realizou-se o convívio de pesca da A.PE.CA.CO de Colares no litoral Sintrense, foi um dia de festa para este grupo pois comemoraram 24 anos de existência, cerca de 110 pescadores de vários clubes marcaram presença para festejar com esta instituição.
Desta vez arranjei disponibilidade e fui também, o destino já estava traçado, a pescaria foi realizada na zona de Magoito, mais propriamente na praia da Aguda, além de ir com o meu pai, juntou-se a nós o João Rodrigues para mais uma aventura piscatória.
Depois do sorteio lá fomos em busca do peixe, cada um escolheu o seu pesqueiro inicial, depois de feito o engodo e montadas as canas era hora de procurar os peixes, o pesqueiro estava do meu agrado, mar mexido, aguas com boa cor e umas coroas de areia nova por dentro, ideal para os sargos e robalos.
Na primeira hora não dei com o peixe, com menos agua no pesqueiro consegui tirar 6 peixes seguidos, 4 sargos, uma tainha e um robalo, o peixe entrou de repente mas depressa desapareceu obrigando-me a procurar noutros buracos.
Lá fui tentando, e com muita insistência lá aparecia um ou outro peixe solitário, depois de a maré dar a volta e depois de procurar bastante, tentei junto do meu companheiro João Rodrigues que na altura também desesperava por algum peixe.


Com a maré a subir apertamos no engodo, e na ultima hora de pesca ainda conseguimos enganar alguns peixes, a lata ficou composta no total 9 sargos, 6 tainhas, 2 robalos e uma baila.
Já no posto da entrega do peixe deu para ver que apesar de não haver muito peixe, havia umas pesca s bastante boas em peixe de qualidade, das quais destaco estas, 2 senhores robalos e uma cerada de sargos com mais de 10kgs.

Enquanto decorreu a demorada pesagem, foi servido o almoço para restabelecer forças, passamos para as sobremesas e digestivos, depois de muito esperar e desesperar lá saiu a classificação final e afixada na parede.

O campeão das sobremesas, cuidado com os diabetes!!! 

Como já tínhamos esperado pouco, a organização brindou-nos em jeito de gozo com mais umas horinhas de espera, até se dar inicio à tão aguardada entrega de prémios.
Enquanto uns comiam marisco, outros quase dormiam, nós fomos dando conta de alguma comida que sobrou do almoço, como estávamos na Republica das Bananas a fruta da época foi devorada sem piedade, foram cachos delas, pilhas e pilhas de bananas.







Já bem tarde, por volta das 7 e meia da tarde começaram a entrega dos prémios, em primeiro lugar destacadamente ficou o Luis Alves da G.A.P de Magoito com 38600pts, com uma grande pescaria de sargos 9,650kgs feita a pescar ao pião, para ele os merecidos parabéns.

Em 2º lugar e também da G.A.P. ficou o João Sequeira com 25350pts, a fechar o pódio ficou o Guilherme Serrario do Paço D´Arcos com 24640pts.
O maior exemplar foi um robalo com 2,950kgs capturado pelo Eduardo Pantana, a maior quantidade de exemplares foi ganha pelo João Sequeira com 111 peixes capturados, por clubes e equipas a G.A.P de Magoito saiu vitoriosa.
Eu acabei em 8º lugar com 14970pts, pelo meio anda ouve tempo para cantar os parabéns à A.PE.CA.CO de Colares pelo 24º aniversário, mas num dia que devia ser de festa poucos eram os que estavam contentes e as palmas foram poucas, penso que derivado ao exagero de tempo de espera, já bem tarde, por volta das 9 e meia da noite estava terminada a cerimonia, era hora de voltar para casa.

Quero deixar uma mensagem para a organização, eu adoro estes convívios, mas assim não dá pessoal, penso que esta maneira de organizar um convívio não traz benefícios nem prestigia quem organiza, acho que estiveram mal em alongar propositadamente as entregas dos prémios, esquecem-se que existem pescadores que vem de longe e que tem muitos kms a fazer de regresso a casa, e que no dia seguinte é dia de trabalho,  este ano só estiveram presentes 110 pescadores para o ano provavelmente vão estar menos ainda, eu certamente vou ser um deles pois senti-me gozado, pensem porque é que cada vez somos menos e logo chegam a uma rápida conclusão, não me alongo mais.
Um abraço e bons lances companheiros.
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