Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo

Feliz ano novo amigos!!!
Tenho a certeza que vai ser um ano fantástico e que cada dia novo será melhor que o anterior. Abraços e saudações piscatórias.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Unidos pela mesma paixão

No passado dia 4 de Dezembro «Os Unidos da Pesca» realizaram mais um almoço convívio, com prova de pesca incluída é claro.
O mau tempo do dia anterior e as previsões marítimas adversas amedrontaram grande parte dos pescadores da zona Oeste que preferiram ficar em casa, eu como sou do contra e gosto de dias de pesca duros fiz questão de participar, tal como eu mais 60 pescadores compareceram.
Sem grandes planos para esta jornada, pois tratava-se mais de uma brincadeira do que de uma competição, arranquei para o mar, levava em mente Santa Cruz, pesqueiro menos frequentado por mim, mas que já tenho algumas saudades de lá pescar.
Depois de lá chegar, ver o mar completamente castanho, foi dar meia volta e procurar pesqueiro a sul da Foz do Sizandro, tal como eu mais umas dezenas de pescadores fizeram o mesmo, pois a barria que se estendia para norte tinha origem do rio.
Próxima paragem foi Cambelas, aqui as aguas convenceram-me e não hesitei em ficar por aqui, tal como uma boa parte dos participantes.
Já atrasado mas sem grande pressa, desço a arriba e assentei arraiais na Ponta da Vela, nas calmas preparei o engodo, montei uma cana com uma bóia de 5grs e fio 0,185mm, para isco os tradicionais lombos de sardinha.
Por ali estive quase uma hora, até que me fartei e fui procurar outro canto, pois além de não ter sentido nada, estava a ficar com pouca agua no pesqueiro.
Fui caminhando em direcção à Ursa, ainda fiz mais um pesqueiro, mas após meia dúzia de lançamentos vi que as condições não me agradavam, tinha de continuar a procurar.
Foi já em cima da Ursa que dei com uns sargos, apesar de ter pouca agua, o engodo trabalhava bem e consegui tirar 4 sargos, ainda desferrei uma tainha e tive mais umas ferragens falhadas.
Com menos de 2 horas de pesca e novamente sem agua no pesqueiro, estava na hora de ir procurar novo buraco, mais para norte não podia pois afastava-me do carro, assim voltei para o pesqueiro inicial.
Com a maré praticamente na vazia, deixou-me ir para cima da Ponta da Vela, as condições estavam muito boas para dar uns sargos, depois de umas boas colheradas de engodo, meto a bóia na agua, tive logo uma boa arrancada de um sargo que desferrou, depois comecei a sentir que lá andavam mas muito manhosos, apenas atacando a isca quando o mar passava por cima da lage e remexia tudo.
Fiz uma alteração na montagem, coloquei uma bóia de 2grs e aumentei a altura da pesca e pus-me a pescar ao tento com a bóia fora de agua, ainda consegui apanhar 2 sargos, deixei de os sentir, ainda insisti mais um bom bocado, mas a unica coisa que consegui foi ferrar uma pedra he he he.
Depois de enrochar e partir a pesca, vim até ao areal fazer nova montagem, faltava apenas meia hora. Pego no balde de engodo e ia novamente para cima da lage, mas ao olhar uns metros para a esquerda, vi um lago onde a agua fazia uma boa paradinha.
Sem hesitar fui até lá e gastei lá o resto do engodo, o pesqueiro tinha muito pouca altura de agua, ajustei a altura da bóia, depois de lançar apercebi-me que as tainhas estavam a entrar no pesqueiro,
 ajustei ainda mais a altura da bóia de modo a isca a ficar quase à tona, consegui apanhar 5 e perder outra a desferrar, o tempo não deu para mais, o que foi uma pena pois tirava mais umas quantas num instante.
Com algum custo lá consegui ainda compor a pesca, no final tinha na lata 6 sargos e 5 tainhas.
Depois de entregar o peixe vinha a parte melhor, um valente convívio e almoço de caras de bacalhau e atum de barrica, 2 pratos que gosto muito, é claro que tive de provar ambos, sabem como o mar abre o apetite he he he.





Faltava apenas premiar os vencedores, o mar barrento e mexido dificultou e muito a tarefa dos pescadores, onde apenas 13 conseguiram capturar peixe.
O grande vencedor foi o Vasco Rosa, que somou 8540pts, para ele os merecidos parabéns.
Eu consegui ficar em 2º lugar, somando 6500pts, conquistei ainda o prémio de maior numero de exemplares.

A fechar o pódio ficou o Artur Silva, que somou 3800pts, ganhou ainda o prémio para o maior exemplar com um bom sargo.

E assim se passou mais um dia bastante agradável, pesca, amigos, comes e bebes, melhor é difícil.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Boas Festas

Olá, desejo a todos vocês um óptimo Natal e um Ano Novo com muita saúde, prosperidade.
Que o ano que vai chegar seja muito melhor do que esse que está a ir embora.
Um grande abraço a todos.
Boas Festas e claro está bons lances a todos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estrelinha de campeão

Pois bem caros amigos, com o final do ano à porta, terminam também as provas de pesca desportiva na Bordinheira, que culminou com a grande final do campeonato neste passado sábado.
Esta foi um prova realizada à tarde, com um cheirinho a pescaria nocturna, já que acabava às 7 da tarde.
Depois de ter assumido a liderança na 9ª prova, era só tentar manter o lugar, mas para isso não podia falhar, como tal a jornada foi planeada e pensada ao pormenor, desde a escolha do pesqueiro ao material, engodos e isca.
Depois da concentração, lá arrancamos para o mar, que apesar de ter bastante força, tinha as aguas com boa cor o perspectivava uma boa jornada.
Tentando fugir da confusão, o pesqueiro que escolhi foi o Porto Chão, neste aspecto foi sem duvida uma aposta ganha, pois apenas lá estava um pescador de spinning, logo não havia mais engodos para fazer dispersar o peixe.
Depois de  descer a arriba, toca de esticar as canas, para esta jornada levava 3 montadas, uma para a pesca das tainhas com fio 0,14mm e bóia de 3grs, outra mais para os sargos com fio 0,18mm e também com bóia de 3grs e uma pensada mais para a pesca nocturna com fio 0,20mm e bóia de 6grs.
Depois de preparar o engodo e lançar umas colheradas, peguei na montagem para os sargos, após 3 lançamentos a sentir toques de tainhas sem conseguir ferrar nenhuma, mudo para a pesca mais fina e lá consegui tirar algumas espaçadamente.
Com a maré a descer, deixaram de dar sinal, pego novamente na montagem para os sargos e fui procurando nos buracos onde o mar fazia alguma feição, entre alguns sargotes devolvidos consegui guardar 2 sargos e um robalote.
A noite aproximava-se rapidamente, mudei varias vezes de pesqueiro sem grande sucesso, tendo apenas apanhado mais uma boa tainha.
Antes de anoitecer tentei procurar um cantinho onde pudesse estar seguro a pescar à bóia à noite, o único sitio onde deixava pescar e tinha alguma altura de agua era junto ao barco no Baio de Gentias.
Já sem grandes esperanças de apanhar muito mais peixe, coloquei o starlight na bóia e com meia dúzia de palmos de agua fui engodando mais grosso na expectativa de ferrar algum robalo ou sargo.
À muito tempo que já não pescava à bóia à noite, já tinha bastantes saudades.
Enquanto pescava, contemplava a noite fantástica que estava, a lua rompia por detrás das arribas, entre as nuvens no horizonte do oceano, bem baixinho brilhava estranhamente uma enorme estrela, a dada altura pensei que era um avião, mas era mesmo uma estrela enorme, disse cá para mim «Será a estrela da Sorte?», tenho pena de não ter feito uma filmagem deste cenário digno de se ver.
A estrela ali continuou a assistir até ao final da prova, sob o seu olhar e praticamente ao cair do pano, nos ultimos 30 minutos consegui compor a pescar com mais 4 sargos e uma baila.
São estes momentos únicos pelos quais passamos, que fazem com que cada jornada de pesca tenha uma história.
Seria um sinal ou premeditação que esta iria ter um final feliz?? 
Depois de terminada a pesca, depressa arrumei as tralhas, tirei as fotos ao peixe, tinha de dar corda aos sapatos, pois ainda tinha uma boa caminhada pela frente, com uma dura subida para terminar.
Era de noite quando comecei a tentar subir a arriba e não dava com o raio do carreiro, as fortes chuvadas tinham estragado o trilho que estava dissimulado, na minha cabeça a bonita história começava a esfumar-se, já com uns bons metros de subida feitos sem dar com o trilho, tive de voltar atrás até ao areal e tentar dar com o ponto certo do inicio da subida.
O tempo passava e não tinha grande margem de manobra, finalmente lá encontrei o trilho, rapidamente já sem fôlego cheguei ao cume, quando olho para o carro mais um susto, vi que tinha um dos mínimos ligados e já com luz fraca.
Tinha deixado o pisca ligado, mas quem é que se lembra de fazer pisca para encostar num caminho de terra, onde praticamente não passam carros, é a força do habito, aliada à ansiedade de começar a pesca um gajo até fica cego.
O primeiro pensamento foi, o carro não vai pegar por falta de bateria, ainda por cima estou aqui sozinho, não vou conseguir entregar o peixe a horas e todo o esforço feito até esta jornada vai cair por terra.
Depois de colocar tudo no carro, olhei para a estrela que ainda lá estava a olhar para mim, pensei alto não me vais deixar ficar mal agora, fiz figas para que o carro pegasse, foi com grande alivio que à primeira começou a trabalhar, mais confiante que nunca lá fui eu com uma enorme convicção que depois disto tudo a vitória no campeonato não me escaparia.
Finalmente chegado à colectividade, ainda a tempo, ao colocar o peixe nas caixas dava para ver que não havia fartura de peixe, coisa que se veio a confirmar até ao final da pesagem.

A montra de prémios 

Depois da pesagem feita, umas entradas para enganar a fome que era negra, um banho quente que o corpo estava enregelado,  seguiu-se um valente o Cozido à Portuguesa que a noite ainda era longa.
A minha pesca não foi suficiente para garantir a vitória na 10ª prova, que foi ganha pelo David Forcada com 13510pts, em 2º lugar ficou o Jorge Carvalho com 12670pts, eu acabei por ficar em 3º lugar com 12580pts.


Com este 3º lugar garanti a vitória no campeonato, que era o principal objectivo, totalizando 59pts.

Em 2º lugar ficou o David Forcada com 65pts.

A fechar o pódio ficou o Miguel Serra com 68pts.

O maior exemplar do campeonato foi uma tainha com 1,735kg capturada pelo Pedro Luís.

O maio numero de exemplares numa só prova, foi de 55 e o autor foi o Miguel Serra.


Para mim esta foi uma vitória com um sabor especial, já que comecei com uma grande desvantagem de 21 pontos logo na 1ª prova, onde por motivos pessoais só pude pescar uma hora.
Depois com grande esforço, sacrifício e dedicação fui recuperando, conseguindo ser bastante regular e com alguma sorte à mistura as coisas correram bem, não esquecer que na pesca o factor sorte também é fundamental.
Ficou o exemplo claro de como não importa como começa, mas sim como acaba. 
Este foi sem duvida um grande campeonato, de longe o mais bem disputado com incerteza até à ultima prova, o que demonstra bem a qualidade e desportivismo dos pescadores que o disputaram, estando todos de parabéns.
Não podia deixar de agradecer a todos os que ajudaram na organização deste campeonato, foram incansáveis, onde destaco toda a equipa da cozinha que nunca nos deixa passar fominha, nota-se bem em mim he he he.
Para o ano irá realizar-se a 9ª edição do Campeonato de Pesca na Bordinheira, com inicio previsto para o final de Janeiro, onde aproveito desde já para convidar todos a participar e conviver connosco.
Assim que souber datas em concreto comunico, resta-me desejar boas festas e bons lances a todos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Loiça das Caldas

Já passaram alguns meses mas só agora vou relatar a pescaria realizada a 3 de Julho no Convívio dos «Filhos da Escola», no Chão da Parada em Alcobaça.
O tempo já lá vai mas as memórias não se esquecem, sem grande tempo devido a afazeres familiares, esta convívio para mim resumia-se a ir pescar e depois arrancar para casa.
Após o sorteio lá arrancamos para o mar, depois de espreitar o mar a norte da Baía de São Martinho, decidimos ficar por ali mesmo, eu o César e o meu Pai.
O mar estava mexido e com as aguas algo tapadas, a maré estava na baixa mar, ideal para tentar procurar uns peixes nos diversos caneiros que por ali existem.
Depois de preparar o engodo, esticar a cana com fio 0,165mm e uma bóia de 3grs, comecei a procurar, a tarefa não foi fácil, o peixe não andava em abundância por ali, foram aparecendo algumas tainhas.
Com a maré a subir e as aguas a turvarem um pouco mais ainda consegui tirar mais um sargote e 2 robalotes.
Bem que procurei mais uns peixes, ora à esquerda ora à direita, mas com a maré praticamente cheia nem mais um peixe senti, o César que estava a gradar nos 15 minutos finais decide por uma chumbadinha e procurar o peixe um pouco mais dentro, parece mentira, mas em 5 lançamentos tirou 4 sargos e desferrou outro, isso é que ele se ria, terminei a pescaria com 5 tainhas, um sargo e 2 robalotes.
Já na pesagem dava para ver que o mal tinha sido geral, tinha saído pouco peixe, ainda deu para almoçar rapidamente com a malta antes de arrancar, uma sopa de peixe que estava um espectáculo.
Já sem a minha presença, realizou-se a entrega dos prémios.

Neste convívio o grande vencedor foi o Carlos Brites, que pescou pela Bordinheira, deu com um buraco de tainhas e apanhou 19, e 2 sargotes, totalizou 9440pts, acabou ainda por arrecadar o troféu para maior numero de exemplares com 21 peixes capturados. 
Em 2º lugar ficou o Sérgio Reis dos Unidos de Torres Vedras com 7300pts, a fechar o pódio ficou Germano Silva da Ape.Ca.Co. com 6510pts, ainda arrecadou o prémio para o maior exemplar com um peixe com 0,860kgs.
Eu acabei por ficar em 5º lugar com 5130pts.

Por clubes ganhou a A.Pe.Ca.Co,  já por equipas a Bordinheira ganhou e claro está que não saiu de mãos a abanar, como estamos na zona desta loiça, tivemos direito a um grande prémio he he he.

domingo, 27 de novembro de 2016

Meramente possível, vamos lá!!!!!!

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) vai libertar 150 meros, em Quarteira, no dia 28 de Novembro, e em Armação de Pêra, no dia seguinte. Esta ação quer contribuir para o repovoamento destes peixes, quase extintos na costa algarvia.

Os meros, cujo nome científico é Epinephelus marginatus,foram produzidos e criados na Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) do IPMA, estão identificados com uma marca amarela numerada e têm entre 3 e 4 anos de idade.
Os peixes pesam entre 700 gramas e 2 quilos (média 1,3 quilos) e medem entre 35 e 48 centímetros (média 41 centímetros). «A zona escolhida para libertação é caracterizada por ter uma grande extensão de fundo rochoso a baixa profundidade, que é o habitatpreferencial desta espécie», explica o IPMA.
Esta ação tem como objetivo «alertar os principais utilizadores da área de libertação para a colaboração com a investigação, no sentido de libertarem os peixes caso eles sejam capturados com vida e para reportarem os avistamentos dos peixes marcados».
Estas ações vão ter a colaboração da Armalgarve (Associação de Armadores do Algarve), da Associação de Pescadores de Armação de Pêra e de clubes de mergulho de Quarteira e Armação de Pêra.
Fonte noticia: Sulinformacão
Agora basta respeitar esta espécie, esperando que dê bons frutos e que esta ação consiga vingar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os Deuses parecem estar a meu lado

Boas pessoal, como todos já sabem o Campeonato de Pesca da Bordinheira está mesmo na recta final, no passado domingo realizou-se a 9ª prova.
Esta foi mais uma dura etapa, as previsões não eram as melhores, vento, chuva e mar bravo, nada que meta medo aos verdadeiros pescadores de competição.
Assim sendo lá estávamos todos nós prontos, seguindo para o mar, pela frente  mais um dia de muita luta.
Sem ter pesqueiro em mente, fui na companhia do meu pai, a ideia era irmos em direcção à Ericeira, espreitando o mar, assim que encontrássemos um cantinho que nos agradasse assentávamos arraiais.
Coisa que acabou por acontecer na praia do Matadouro, o mar bem mexido, partia lá dentro e quando chegava cá fora pouca força trazia, o pior eram os enxios que de vez em quando vinham bem fortes, mas deixava pescar perfeitamente à bóia.
A pesca foi feita praticamente com a maré sempre a descer, dadas as condições, apostei numa pesca um pouco mais forte que o habitual, bóia 7grs e fio 0,18mm.
Na mesma zona,  espaçadamente estavam mais uns quantos colegas que também encontraram aqui um local abrigado, depois de tudo preparado lá iniciei a pescaria.
Umas boas colheradas de engodo de sardinha com areia, para tentar por o peixe no pesqueiro, a coisa resultou e de que maneira, foram dezenas de peixes capturados em 2 horas, bailas, robalos, sargos, uma fartura de miniaturas, tudo devolvido ao mar, apenas aproveitei uma tainha e um sargote.
Ao ver que a coisa não mudava, tinha de fugir do peixe miúdo, pego nas tralhas e vou até à Empa, estava lá o Eduardo que acabara de perder um peixe a partir a linha, fico ao pé dele mas sem grande fé, o pesqueiro tinha pouca agua mas ainda assim fazia alguma feição.
Mando umas colheradas de engodo, uns dedos de conversa com o Eduardo e a minha bóia arranca, faço a ferragem, era uma tainha quileira, trabalho o peixe calmamente, desço para o areal para encalhar o peixe, mas quando estava a aguenta-lo na ultima escoa, com 2 palmos de agua desferra-se, ainda corro para a tentar agarrar, mas ele teve tanta sorte que veio uma pequena onda que a ajudou e lá foi ela de vez.
Claro que fiquei com uma enorme azia, perder um peixe praticamente em seco, ainda para mais num dia de mar assim pode ser a morte do artista, além de ter ficado desorientado.
Voltei a iscar, mais um pouco de engodo, ainda a pensar no sucedido, ferro logo outra, mas desta feita consegui tirar.
Fiz mais meia dúzia de lançamentos, sem sentir nada e com a escassez de agua tive de ir procurar melhores condições.
Faço mais 2 pesqueiros onde só tirei mini sargos, com o final da prova à vista começa a chover, vou andando para o lado do carro e faço a ultima hora de prova a pescar no buraco da Inês, onde ainda consegui tirar mais 3 tainhas.
A pescaria termina com apenas 6 peixes na lata, 5 tainhas e um sargo, não era muito, adivinhava uma má classificação.
Na entrega do pescado, deu logo para ver que não era dia de fartura, tudo muito idêntico, tirando 2 ou 3 sacos que estavam um pouco mais compostos.
Depois da pesagem realizada, não fui logo tomar banho, ainda fui ao Cavalinho com 4 colegas, ajudar a desastascar o carro do Pedro Simões, com a chuva o caminho ficou muito enlameado, o carro parecia uma bailarina, não conseguia subir, só empurrando e amparando para não ir parar à valeta.
Depois do trabalho realizado com êxito, o merecido banho, a fome já era mais que muita, toca reconfortar o estômago com uma bela sopa quentinha e uma magnifica jardineira, esta malta da cozinha nunca falha são umas maquinas.
Passamos então aos resultados desportivos, esta jornada foi ganha categoricamente pelo Paulo Marques, com 2 tainhas e 2 bons robalos quileiros tirados da cartola, somou 10200pts.
Em 2º lugar ficou o Tiago Lucas com 9660pts e a fechar o pódio ficou o Vasco Rosa com 8830pts.

Eu tal como já esperava fiquei um pouco mais abaixo, em 8º com 5210pts, aquela tainha que me escapou fazia muita falta. ficava em 4º, assim levei uma vez tareia do meu pai que ficou em 4º lugar e do mestre Artur Silva, não é nenhum desprestigio, mas custa a todos he he he. 
Definitivamente os Deuses parecem estar a meu lado, coincidência ou não as coisas não correram mal só a mim, inesperadamente assumi a liderança do campeonato, já que ainda consegui ganhar uns pontos aos meus adversários mais directos, o César ficou em 9º e o Miguel Serra em 10º.
Este está a ser sem duvida o campeonato mais renhido de sempre, está muito engraçado com 4 candidatos ainda a lutarem pela vitória final, tal como tinha dito vai ser uma vitória ao sprint.
Já falta pouco para termos o novo campeão, a grande final é no dia 10 de Dezembro, diz o velho ditado que candeia que vai à frente alumia 2 vezes, vamos ver se me aguento no topo da tabela.

sábado, 19 de novembro de 2016

Se acusar a pressão, saco da espingarda!!!

No passado dia 6 de Novembro realizou-se a 8ª prova do campeonato de pesca na Bordinheira, as previsões de mar e tempo eram boas.
No do dia anterior, ao final da tarde, dei uma voltinha pelo mar para ver alguns cantinhos, depois de já estar inclinado para um spot de eleição, vi-me quase na obrigação de ir pescar para a zona do Cavalinho, é que depois de ver algumas salemas abeiradas a rapar o limo, logicamente a tentação falou mais alto que a intuição.
Algo reticente com a escolha, é que muito raramente me dou bem quando  no dia anterior vejo peixe no pesqueiro, já estou escaldado com acontecimentos semelhantes, que depois no dia da prova nem sombras de peixe, mas ainda assim tinha de ir lá tirar as teimas.
Posto isto, após a concentração matinal lá arranquei para o Cavalinho.
Tal como eu, ali apostaram mais uns quantos colegas, entre os quais o Miguel Serra, certamente tentados pelo mesmo motivo, é que quando dá o cheiro a salemas todos sabemos onde é mais provável que elas apareçam em força. 
Tinha combinado encontrar-me com o Eduardo Arrenegado nos Guiões, assim foi, ele já lá estava em cima do Guião do meio, ainda eu ia a descer a arriba.
Faço a caminhada até lá, chego ao pé dele, pouso as tralhas, ia começara a prepara o engodo, olho para terra e vejo algo colorido encostado às pedras, pergunte-lhe se tinha deixado o material lá atrás.
Ao dizer que não, tive de lá ir ver o que era, uma vez que não estava mais ninguém por perto.
Aproximei-me, era uma prancha de bodybord muito bem artilhada por algum pescador de caça submarina, tinha uma espingarda, um bicheiro, no saco de rede apenas um cantil de agua ainda cheio e um pêro, o enrolador e corda da poita, no enfião 1 sargo e um robalo com pouco tempo de mar, a julgar pelo aspecto de frescura dos olhos do peixe, que estavam bem vivinhos.
Deu-me logo um arrepio na espinha, se a prancha está aqui, se está tudo com pouco aspecto de muito tempo no mar, onde está, ou o que será que aconteceu ao mergulhador??
Sem saber bem o que fazer, ainda pensei em ligar para a policia marítima, arrecadei tudo pousei ao lado do meu material, esperando que nada de mal tivesse acontecido ao mergulhador, depois logo veria o que fazer.
Dei então início à jornada, estiquei uma cana com 0,165mm e bóia de 3grs, para isco apostei logo no limo, na expectativa de lá estarem as salemas, mas delas nem sinal, até parece que estava a adivinhar!!!
Não estando as salemas, tentei procurar os sargos iscando com sardinha, mas também não estavam por lá.

Com o tempo a passar, a pressão da grade acentuava-se, sai então dos Guiões em direção aos Coxos, com a maré a descer aposto num caneiro, após umas colheradas de engodo lá consigo safar uns 3 sarguitos e uma tainha.
Com a agua a faltar, ando mais uns metros para direita, quem lá estava, outro candidato à vitória, era o César que também andava à procura do peixe.
Mas tirando uns sarguinhos pequenos que íamos devolvendo, mais nada.
Já com pouco tempo de prova, pego nas tralhas e vou para o Cavalinho, encostei-me ao Miguel que também não tinha dado com o peixe, menos mal pensei eu.
Com muito custo ainda consegui apanhar mais 1 sargo, 2 tainhas e uma salema, terminando a jornada com 9 peixes, muito menos peixe que o desejado.
O Eduardo ficou lá nos Guiões e ao cair do pano ainda conseguiu safar a pesca com um belo robalo.
Pego então nas minhas tralhas, nas do mergulhador desaparecido e vou até ao carro, pensando ainda o que se teria acontecido para aquilo ter dado à costa.
Já na pesagem deu para ver que tinham saído uns peixes, as previsões para a classificação não eram nada animadoras, o que se veio a confirmar, tendo ficando num modesto 10º lugar com 5870pts.
Esta prova foi ganha pelo Jorge Murta, que está em grande forma e com uma magnifica pesca de quase 6kg de bailas e sargos totalizou 22795pts, obviamente está de parabéns.

Em 2º lugar ficou o Paulo Marques com 13335pts e a fechar o pódio o David Forcada com 10990pts.
Apesar de ter ficado em 10º lugar, nem tudo foi mau desportivamente, é que os meus adversários mais directos também acusaram a pressão e ambos ficaram atrás de mim, o César ficou em 11º e o Miguel ficou em 12º.
Isto não podia estar melhor companheiros, já na recta final do campeonato é difícil prever que sairá vencedor, na minha opinião vai ser disputado ao sprint na ultima jornada.
Agora faltava saber o que fazer ao material de mergulho, de quem seria e o que se teria passado.
Como sou uma pessoa de bons princípios ia procurar o dono, publicando no blog e no facebook, caso não aparecesse o dono talvez virasse mergulhador he he he.
Mas nem foi preciso publicar nada para dar com o dono, estava na loja de pesca «Sópesca», à conversa com um colega meu que faz mergulho e contei-lhe o sucedido, ele disse que tinha visto nos grupos de caça submarina do facebook alguém que tinha perdido o material idêntico em São Lourenço.
Fiquei aliviado e contente por não lhe ter acontecido nenhuma desgraça,   após 2 dias consegui entrar em contacto com o dono que me fez uma descrição pormenorizada de todo o material e do peixe, confirmando que era o legitimo dono, tudo se deveu à corda da poita ter partido e a prancha desapareceu na corrente, quando deu por falta dela, nunca mais a viu. 
Combinamos então a entrega, o Mira veio ter comigo, ficou assim tudo entregue ao dono e em boas mãos, uma pessoa muito boa onda mesmo,  ainda tivemos um bom bocado na conversa de mar, pesca, peixes e mais algumas coisas.
Podia ter ficado com as coisas, podia!!!
Podia ter vendido as coisas, podia!!!
Poder, podia, mas não era a mesma coisa, para mim aquele material não tem valor sentimental, mas certamente para o dono terá, assim ganhei mais um bom amigo!!! Há dinheiro que pague isso???
Fica a foto para mais tarde recordar

Agora com a 9ª prova do campeonato já amanhã, vamos ver como corre e que surpresas nos esperam, penso que ficará adia a decisão de quem será o campeão para a ultima jornada.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sargo de Prata

No passado dia 29 de Outubro realizou-se a XII edição do Sargo de Prata, um convívio de pesca organizado pelo Clube Millenniun BCP, que teve lugar em Peniche.
Esta é uma competição onde a espécie alvo são os sargos, onde as espécies menos nobres são menos pontuadas e as tainhas estão limitadas a 15 exemplares por pescador, o que na minha opinião é um excelente exemplo de como tornar certos concursos mais competitivos e ecológicos, se é que me entendem.
Prova participada maioritariamente por bancários e alguns convidados, como foi o meu caso, que pelo 3º ano consecutivo a convite do meu grande amigo Artur Silva, representei o grupo BPI de Lisboa.
A preparação desta jornada começou na noite anterior, com algum tempo disponível, aproveitei e fui à maré vazia apanhar uns camarões das poças com o meu filho.
No sábado arranquei bem cedo para Peniche, queria ver como estavam os pesqueiros que levava em mente, para ultimar alguns pormenores como arranjar areia para o engodo.
Com boas perspectivas em mente e alguns conselhos de pescadores amigos, a minha opção foi apostar na Papôa, pois as condições estavam mesmo de feição.
Durante a concentração para o sorteio, o ex representante do BANIF, João Miguel Silva, um grande pescador de bóia, desagradavelmente perguntou-me se podia vir pescar comigo, pois que queria aprender algumas coisas, além de fazer parte da minha equipa no BPI.
Eu prontamente aceitei está claro, gosto sempre de pescar ao lado de outros colegas, penso que além de ensinarmos, temos sempre algo a aprender também, para mim até me dava jeito ter algem que me acompanhasse naquele pesqueiro que é bastante trabalhoso e algo perigoso.
Ele ainda reticente dizia, vê lá se te faz diferença, pois o peixe que estaria à disposição de um pescador apenas, possivelmente seria dividido pelos 2.
Eu prontamente respondi, o peixe chega para os 2 companheiro, o que tu apanhares eu já não apanho e vice versa.
Posso estar errado, mas da experiência que tenho, quando entra peixe no pesqueiro apanho exactamente o mesmo se lá estiver sozinho ou com mais um ou 2 colegas, o tempo que o peixe está de passagem por lá vai ser o mesmo, o tempo que eu perco a mata-lo na agua, tira-lo do anzol, voltar a iscar, será o mesmo, por isso não se iludam companheiros.
Agora se me disserem, que se consegue trabalhar a bóia no pesqueiro estando sozinho, ai concordo, que ter 2 ou 3 pescadores a tirar peixe a probabilidade de escardear o pesqueiro é maior, também concordo.
Ter um colega a pescar ao nosso lado também trás muitas vantagens, ajudarmos-nos mutuamente durante toda a jornada, seja a acartar o material, engodar, acamaroar peixe, no aumento de entusiasmo, na procura do peixe no pesqueiro e na segurança, um aspecto muito importante que nunca devemos descurar, mas isto são apenas ideias minhas.  
Vamos passando à frente, que o relato já vai longo e ainda nem sequer comecei a pescar he he he he.... Quer queiramos ou não isto também é parte integrante da pesca.

Arrancamos finalmente para o mar, tralha às costas, numa mão uma lata com isca e engodo, na outra o balde cheio de areia para misturar no engodo, após uma longa e dura caminhada chegamos aos local pretendido, o pesqueiro dos 3 bicos.
Como ainda tínhamos meia hora até dar início à pesca, deu tempo para preparar o engodo, isca, esticar a cana que levava preparada para uma pesca mais ligeira, pois o mar era calmo e a agua lusa, fio 0,165mm e uma bóia de 3grs.
Ainda sobrou tempo para trocar umas ideias com o Miguel, ver o tipo de montagens que tinha, bem diferente da que faço, eu pesco directo, ou seja o fio sai do carreto, passa na bóia e não tem nenhum nó a não ser o do anzol, ele tinha no carreto fio 0,28mm, com uma bóia de 6grs e depois uma baixada de 0,22mm fluorcarbono, as medidas e tipos dos anzóis eram muito semelhantes, nº6 fininhos ideias para iscar beliscos de sardinha.
Chegou a hora e lá mandamos engodo ao mar e metemos as pescas a trabalhar, com a maré ainda baixa o trabalhar das aguas não era o ideal, o peixe não apareceu logo como eu estava à espera, passado uns bons 20  minutos ferro o primeiro peixe, certamente seria um bom sargo, mas teve a perícia de se entocar nalgum buraco, acabou por ficar lá tudo, peixe e bóia e tudo.
Faço nova montagem e volto à acção, logo de seguida aconteceu o mesmo ao Miguel, trancou um peixe que partiu o empate, mau queres ver que eles são poucos e não conseguimos tirar nenhum.
Mais umas colheradas de engodo e lá começaram a sair timidamente alguns sargos, mas sem aquela cadencia que gostamos.
O Miguel com uma pesca mais pesada, não estava a conseguir ferra-los, mudou a baixada para 0,18mm e melhorou um pouco nas ferragens.
Insistimos no engodo e com aguas pouco batidas tentamos explorar todas as opções, longe, a meia distancia, aos pés, e foi nesta ultima que obtivemos melhores resultados, mesmo a pescar ao tento encostado à pedra onde estávamos consegui desencantar mais alguns, 2 deles bem jeitosos que com ajuda do camaroeiro vieram para lata.
A maré já ia alta, o mar cada vez mais parado, aguas gasosas no pesqueiro era quase mentira, os sargos desapareceram, na ultima hora e meia já sem engodo com areia, apostamos forte num engodo mais aguado, engodando em maior quantidade na tentativa de por algumas tainhas no pesqueiro.
A coisa funcionou tão bem que o peixe apareceu em força, era tainhas, cavalas, bogas a monte era só cair lá a isca.
No final deu ainda para compor a pesca, foram 15 cavalas, 5 tainhas, 5 bogas e 18 sargos, arrumadas as tralhas e tirada a foto da praxe, cansados arrancamos para o carro, a pior parte da pesca sem duvida.
Na pesagem realizada na fabrica abandonada junto da marginal, com uma vista fantástica para o mar, os participantes iam fazendo fila, dava para ver que não tinha sido uma jornada farta de peixe, o que me dava boas perspectivas de vitória.


Após a pesagem em que totalizei 5kg de sargos e 6kg nos outros peixes, fiquei logo a saber que o objectivo de capturar o maior sargo não tinha sido atingido, já existia um com 1,100kgs e o maior que tinha pesava 0,850kgs.
Após a pesagem do peixe, estava cá com umas securas, ainda passei no bar do «Independente» para matar a sede com uma cerveja fresca, bebida à beira mar tem outro sabor.
Seguimos depois para o almoço convívio no restaurante Vale Oásis, com muito boa comida e bebida para animar ainda mais a malta.



Isto serve só para apagar o fogo he he he 
Chegava a hora de premiar todos os participantes, e saber os grandes vencedores deste convívio.
O maior exemplar de Sargo acusou na balança 1,100kgs e foi capturado pelo João Rebelo do GDS Cascais.
As coisas correram-me bem e consegui alcançar uma saborosa vitória totalizando 30050pts.
Em 2º lugar ficou Vitor Esteves, um experiente pescador a mostrar como se apanha peixe, somou 17060pts.
A fechar o pódio ficou outro lobo do mar, o Vitor Malheiros que somou 16040pts, a mostrar aos mais jovens que desistir é para os fracos, ainda diz ele que se vai reformar da pesca, não acredito!!!

Ficou assim completo o pódio 

Por equipas o Grupo BPI alcançou a vitória, o que me deixou extremamente satisfeito como é óbvio.

Para terminar queria dar os parabéns à organização que encabeçada pelo Francisco Garcia em representação do Clube Millenniun BCP, fizeram um excelente trabalho, dignificando a instituição e este magnifico desporto que é a Pesca Desportiva.
Para o ano caso se repita esta prova cá estarei novamente, isto se o convite se renovar, logicamente não tenho como dizer que não, tudo 5 estrelas.
Abraços a todos e bons lances companheiros.
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