Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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sábado, 8 de novembro de 2014

Tive de me render!!!!

No dia 19 de Outubro a Associação Recreativa Amigos da Capeleira e Navalha perto de Óbidos realizou um convívio de pesca intitulado Troféu Rodrigo Rodrigues, este convívio tinha como objectivo homenagear o sócio e pescador Rodrigo Rodrigues, falecido recentemente.
A prova foi disputada por umas boas dezenas de participantes entre o Baleal e Peniche, desafiado pelo meu grande amigo Artur Silva e Nuno Pereira resolvi participar nesta homenagem.
O mar não estava com muito boas condições, barrento na zona de Peniche, o que nos fez apostar numa ida ao Baleal, onde as aguas tinham melhor aspecto.

Como de de costume apostei na pesca à bóia com engodo.
Os meus companheiros de equipa procuraram abrigo e mar mais calmo do lado norte da ilha, dedicaram-se logo às tainhas, eu tentei nas primeiras horas procurar nas aguas mais agitadas uns sargos, no lado sul da ilha.
Após um primeiro pesqueiro falhado, onde apenas senti uns toques de peixe miúdo que não ficaram, fui em busca de novo poiso,
Com a maré já bem alta, depois de dar uma volta à ilha onde não vi pesqueiro que me agradasse  virei-me também para o lado norte, numa baía junto à capela a pescar alto, 3 colheradas de engodo para cima de umas pedras onde o mar vinha lavar e onde fazia uma boa escoa logo ao 1º lançamento ferro um bom sargo, depois de o trabalhar só tinha uma solução iça-lo, um pouco a medo pois estava a pescar com fio 0,18mm lá o consegui por cá em cima.
A coisa prometia, este sargo logo após a bóia cair na agua fez-me pensar logo que podia andar ali mais desta fruta, mero engano, este andava mesmo perdido, insisti mas apenas enganei mais 2 tainhas  entre as centenas delas que por ali andavam.
Como não havia sargos e só via a malta a tirar tainhas e garrentos, tive de me render e na ultima hora e meia encostei-me aos meus colegas e dediquei-me também a elas, esta é definitivamente uma pesca que não me agrada, mas entre não apanhar mais nada e tirar uns garrentos e umas tainhas, olha que se lixe!!!
Até ao fim ainda consegui compor a pesca com mais uns 7kgs de peixe, do qual não tirei foto, por razões óbvias tinha as mãos e braços todos sujos de ranho de garrento, o tempo para entrega do peixe era pouco tinha de me despachar e a maior parte do peixe não merecia foto.
Depois de ajudar na pesagem do pescado, tomar um merecido banho, era hora de almoçar, petiscos, boa comida foi coisa que não faltou e estando na terra da típica Ginginha, para ajudar à digestão umas boas copaneiras deste néctar divino fizeram a alegria de alguns pescadores, EU que o diga, já nem sabia para que lado era o Norte e o Sul, he he he....
Faltava saber a classificação e respectiva entrega de prémios, em primeiro lugar e destacadamente ficou o Paulo Lourinho que capturou 125 tainhas(31,195kg) totalizou 31040pts.
Em 2º lugar ficou o Nelson Inácio com 26135pts e a fechar o pódio ficou o Jorge Soeiro com 19180pts, eu acabei no 11º lugar com 9337pts.



A organização empenhou-se em satisfazer todos os participantes, tendo o pessoal saído bem satisfeito e prometendo regressar para o ano, pois esta Associação merece.

12 comentários:

  1. Boas Pedro,
    Boa iniciativa em fazer um convívio para relembrar um amigo naquilo que mais gostava fazer.

    Forte Abraço e força ai

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    1. Boas Manuel,
      esta foi uma boa maneira de homenagear um companheiro que partilhava a mesma paixão por este nosso desporto, mas que infelizmente a vida terminou cedo de mais.
      Um grande abraço e muito peixe comprido.

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  2. Boas pedro, ahahahahhaha, essa dos garrentos esta boa.... e vá ranho, ahahahha...
    Bom era ganhares isso só com sargos :) mas eles não andavam lá...
    Mais um belo convívio, força ai amigo um abraço.

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    1. Ora viva grande companheiro João,
      detesto esta pesca dos garrentos é uma nojeira dos diabos, mas infelizmente os nossos amigos teimaram em não dar sinal e vi-me obrigado a dedicar-me a esta pesca. Para a próxima pode ser que seja diferente mas em Peniche não é fácil bater o ranho com sargos.
      Obrigado pela força e um abraço sargalheiro.

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  3. BOAS
    mais um dia de pesca com uma história engraçada.uma pergunta :essas tainhas e garrentos todas que sao pescadas qual o seu destino???pergunto isto pois sendo um alimento por vezes crucial de outras espéçies se nao for para algum género de consumo nao se deveriam manter vivas para depois de pesadas serem libertadas??ATENÇAO :ao perguntar isto nao estou nem quero de algum modo levantar nenhum mau estar apenas quero entender melhor a relaçao da competiçao e o papel que a mesma tem como representante visto ter mais exposiaçao nivel de publico divulgaçao, envolvimento de clubes e por vezes camaras municipais,etç) do nosso sector perante a gestao de recursos .apenas isso.abraço e mais uma vez obrigado pela partilha.

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    1. Boas Francisco,
      esta é uma pesca que gera bastante controvérsia, eu percebo o teu ponto de vista e tem muita razão de ser o que dizes.
      Para ser sincero vou dizer que a maioria deste peixe acaba no lixo, ou então é aproveitado pelos pescadores dos barcos que o utilizam para isco nos covos.
      Eu partilho um pouco da tua opinião, mas a tua ideia de manter o peixe vivo não é aplicável neste tipo de convívios pois a área de prova é muito extensa e a pesagem do peixe não é feita no local dos pesquerios, além de muitos dos pesqueiros não permitir ter mangas dentro de agua para manter os peixes vivos,
      Mas eu sou da opinião de limitar o nº de capturas desta espécie para 10 por pescador, assim obrigaria os pescadores a procurar outras espécies e não exclusivamente a esta espécie concretamente.
      Assim evitaríamos a morte escusada da maior parte destes peixes que quase ninguém leva para casa, acabariam também as desculpas de dizerem que se não fosse assim não se pescaria nada pois não existe peixe de qualidade para animar as jornadas, eu costumo dizer que os sargos e robalos realmente são em menor numero, mas também não é a pescar a 50cm da superfície que eles vem comer, se pescarem mais fundo talvez aparecesse mais peixe de qualidade e os resultados seriam mais disputados e renhidos, mas isto são opiniões e nada mais que isso.
      De qualquer das formas obrigado pela tua opinião, eu da minha parte vou continuando a defender a ideia de que peixe que não se come não é pontuável.
      Um grande abraço e bons lances.

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  4. Ola Pedro
    Mais um dia de boa disposição e convívio.
    grande abraço

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    1. Grande companheiro Sérgio de volta à blogosfera?
      Foi mais um dia de muita animação e pesca como manda a lei.
      Aquele abraço e aproveita que agora com o mar bravo começa a tua pesca.

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  5. Boas Pedro, acima de tudo o valor de homenagear um amigo,muito bem pensado.
    grande abraço

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    1. Nem mais Alexandre, poder homenagear um companheiro e fazer o que tanto gostamos é matar 2 coelhos de uma só cajadada.
      Um abraço e bons lances.

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  6. Mais uma jornada para animar a malta, há que aproveitar porque a época está quase a acabar e vêm aí os grandes mares de inverno.
    O meu grande amigo Pedro Franco, tenho que reconhecer, e ele não levará a mal, mas está habituado apenas á captura de espécies nobres, e é um grande especialista, por isso sentiu-se mal com as mãos "ranhosas", mas é bom sujar as mãos e sentir o garro que os pescadores que não sabem apanhar sargos (assim como eu) já estão habituados. Eu terei que continuar a apanhar umas taínhas porque só sou pescador de competição e não de alta competição (estes são os pescadores que usam fatos de neopreme), que não esperam que o peixe venha até si e vão eles até onde o peixe está.
    Por outro lado tenho que fazer aqui um elogio aos pescadores que apanham tainhas e a sua influência no controle das marés, porque se não as apanhassem ás centenas por pescador, as marés começavam a tornar-se mais altas com tanto peixe na costa, as praias desapareciam e as arribas eram afetadas. Venho lembrar que as tainhas que vão parar "ás reciclagens", tornam-se em carbono que é muito importante para a reconstituição dos eco-sistemas (???). Hei-na pá, onde é que eu já vou, é melhor parar por aqui. Um abraço para todos e desejos de boa disposição e.... boas capturas.

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    1. Ora viva grande amigo, um comentário seu neste espaço é sempre bem vindo, até porque este espaço é também um pouco seu ;)
      Nunca levarei a mal um comentário seu ou seja de quem for, como já trocamos imensas vezes opiniões sobre este assunto sabe que sou completamente contra este tipo de pesca, por várias razões entre elas, não gosto nada deste tipo de pesca/pesqueiros, admito que não sou especialista e não me esforço muito para ser já que não me motiva nada, é um desperdício de tempo/dinheiro/material/engodo, é uma pesca «ranhosa» e quanto a mim bastante injusta nas pontuações e classificações, além de gerar muitas polémicas.
      Também percebo que dadas as suas limitações físicas é a pesca ideal para si, mas essa pesca serve muitas vezes de desculpa para não se procurar sargos e outros peixes nobres mesmo nos pesqueiros onde é praticada, a malta diz que se não fossem as tainhas não se apanhava mais nada e todos sabemos que os sargos não tem por habito vir comer a 50cm da superfície, deste modo nunca se apanham outro tipo de peixe que não tainhas.
      O mar sempre teve tainhas, muitas mais que nos dias de hoje e os níveis do mar eram mais baixos, agora as aguas estão a subir mas não a justificação não será do excesso de tainhas e muito menos de sargos!!!!
      Deixemos as tainhas no seu habitat descansadas se estas forem depois parar ao lixo ou serem convertidas em farinha, só trazemos as necessárias para comer se for caso disso!!!
      De resto o importante é pescar, ser pescador de baixa, media, ou alta competição pouco importa, o que importa é que possamos continuar a pescar e conviver juntos, isso é para mim o mais importante.
      Aquele abraço e até domingo.

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