Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma no cravo outra na ferradura

Já estava na altura de fazer uma auto retrato do meu percurso enquanto pescador desportivo.
Desde muito novo que o bichinho da pesca começou a ficar entranhado em mim, com apenas 5 ou 6 anos já pescava cabozes nas poças na baixa mar, esse vicio foi aumentando e com 8 anos comecei a dar os primeiros passos na pesca mais a serio.
Comecei por pescar ao fundo onde aprendi os princípios básicos da pesca, como montar o material, iscar, lançar e capturar os nossos troféus. Os primeiros anos lembro-me de praticamente só apanhar bodiões e quando apanhava um sargo era motivo de festa e euforia.
Por volta dos 10 anos comecei a participar em concursos como juvenil onde ganhei traquejo e alguns troféus, até sonhava de noite ao ponto de não dormir,com apenas 13 anos já pescava como sénior pescando em clubes como o «Queijo Saloio» e posteriormente a «Venditorres», sempre acompanhado de bons pescadores onde eu era uma espécie de mascote pois era muito novo.

Com alguns anos de competição e já alcançando boas classificações, mas vendo que os pescadores de bóia ganhavam a maior parte das provas, decido então dedicar-me a essa difícil arte por volta dos 17 anos.
Sempre imbuído do espírito competitivo saudável, e sempre com princípios de honestidade e seriedade da qual sou apologista fui evoluindo. Pescando ao lado de bons e maus pescadores, vendo como pescavam e obtinham os seu resultados fui-me adaptando e criando um estilo de pesca muito próprio e que ia de encontro com os objectivos traçados.
Sendo eu uma pessoa simples um pouco reservado mas bastante acessível a todos, amigo do meu amigo e sem medo ou problemas em ensinar tudo o que fui aprendendo ao longo destes anos, fui sendo bastante respeitado e reconhecido como um bom pescador do concelho de Torres Vedras, fruto de muito trabalho e por vezes grandes sacrifícios mas quem corre por gosto não cansa. E como dizia Artur Agostinho, um grande homem da comunicação social esses elogios fazem-me bem, enchem o meu ego de orgulho fazendo sentir que vale a pena ser honesto e trabalhador mas acima de tudo continuando a ser muito humilde.
Ainda assim existe uma ou outra pessoa que tem duvidas quanto ao meu valor, pondo em causa qualidades como a honestidade dizendo que na minha lata entram peixes que não são apanhados por mim, que muitas das vitórias são com ajuda do meu companheiro de pesca (pai), ou seja que por vezes sou levado ao colo.
Para essas pessoas tenho que admitir que em certa parte tem razão, pois tenho quase a certeza que não tiveram a sorte de ter um pai que lhes transmitisse bons valores de vida e que muitas vezes tenha andado literalmente comigo ao colo para me ajudar a ser o que sou hoje, um exemplo a seguir.
É baseado nesses ideais que transmito ao meu filho que está a dar os primeiros passos na pesca, para que um dia ele possa seguir os meus passos.
 Como diz o ditado «Quem é desconfiado não é certo», , dá-me um grande gozo pescar perto dessas ditas pessoas e mostrar como se faz uma lata de peixe.
Vendo o lado positivo da coisa é apenas mais um ponto para me motivar.
É bastante engraçado vermos o nosso percurso e evolução ao longo do tempo.

2 comentários:

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