Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Concurso de pesca A.PE.CA.CO

Finalmente consegui arranjar um tempinho para me sentar ao computador a realizar mais um relato de uma jornada de pesca, o cansaço tem sido muito graças a poucas horas dormidas, mas vamos lá.
Mais um fim de semana, mais uma prova, desta feita no litoral Sintrense, no mítico concurso de pesca A.PE.CA.CO-COLARES, no qual participaram 140 pescadores.
A pescaria num dia de mar bom, tempo encoberto sem vento, bastante agradável, com a maré a encher, tudo perspectivava a fartas pescarias, mas no final não foi bem assim.
Vamos então ao relato da jornada, acordar bem cedo para que antes da concentração dar uma vista de olhos por alguns pesqueiros. 

Depois do sorteio saída para o mar, apesar das condições do pesqueiro não serem as perfeitas devido a muita areia, a escolha foi a Aguda, zona a sul da praia de Magoito.
Depois da longa descida, a duvida, ir para a direita ou esquerda, todos os meus colegas foram para a direita, eu como nunca tinha pescado do lado esquerdo resolvi ir à descoberta.



Como tudo estava areado, fui andando até encontrar um fundão entre duas coroas de areia com algumas pedras, onde fazia feição, montei uma cana com fio 0,165mm e uma bóia de 3grs, faço um balde de engodo forte com areia para tentar uns sargos ou robalos ou mesmo alguma dourada que por ali pudesse andar.
Começo da pescaria e a 1ª hora foi animada, logo ao 2 lance tiro um sargote, depois entram umas bailas e uns robalotes, que apesar de não terem a medida legal, tiveram de vir pois o peso mínimo nas provas é 200 grs, tiro também uma tainha quileira, que quando ferrou arrancou mar dentro e fez-me acreditar que era um robalo, puro engano, com o virar da maré o peixe desapareceu, insisti bastante no engodo na esperança de entrar peixe grande.



Sem sucesso fui andando para norte quase até à praia de Magoito, fiz mais 2 pesqueiros pelo caminho, mas sem resultados, já na ultima hora  acabei por me juntar ao resto da equipa que estava entretida com as salemas,  ainda tiro mais uma baila, depois entraram umas salemas grandes mas a comer muito mal, ainda consegui compor a lata, tirei 5 e perdi outras tantas a desferrar.
Sem ter feito grande pescaria, mas como saiu pouco peixe acabei por alcançar um excelente 4º lugar com 10600 pontos, com 3 bailas, 3 robalotes e sargo, uma tainha e 5 salemas.
A prova foi ganha pelo César Francisco do Galamares com 26600 pontos, com uma boa pescaria de sargos, para ele os meus parabéns.
Em 1º por equipas ficou o Galamares, e por clubes a Bordinheira saiu vitoriosa, graças as boas classificações no geral.
Foi mais um dia bastante duro de pesca, de muito divertimento e bom convívio onde além da pesca se aprende muito, no fim do dia volto para casa muito cansado, de rastos mesmo. 
Já no caminho para casa, ao passar pela Ericeira, volto a ver o mar, estava agora muito mais calmo, digo ao meu pai, visto que amanhã é feriado, como sobrou algum engodo e isca, mesmo cansado ainda cá venho logo, mas o resultado fica para novo relato.

21 comentários:

  1. O pódio fugiu, mas em termos de equipa, voçês estão fortes...:)

    Forte Abraço

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    1. É uma grande equipa, pelo menos nos comes e bebes, dificilmente outra nos ganha hi hi hi....
      Fiquei bastante satis feito com o 4º lugar, embora lute pelo 1º, mas é difícil ganhar, são muitos pescadores.
      Forte abraço

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  2. Grande luta e aventura, a fazer-me inveja por não ter participado, mas fica para a próxima. Pelas fotos entende-se que as águas estariam muito boas, mas o peixe grande se calhar "foi até ao Algarve". Posição bem marcada relativamente á concorrência, foi um bom treino para o Campeonato da Bordinheira. Um abraço.

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    1. Foi pena não ter partiucipado, muita malta sentiu a sua falta, inclusive eu, mas guardamos a vontade para este fim de semana para mais uma grande batalha.
      Vamos ver como corre, mas a moral está em alta.
      Um grande abraço

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    2. Obrigado amigos, é sempre bom a gente saber que somos um gajo bom para companhia e para a copofonia. Obrigado.

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  3. Peso mínimo 200g ? É inacreditável... As competições de pesca deviam dar o exemplo e exigir como mínimos os tamanhos definidos na lei.

    Cumprimentos,
    Mário Pinho

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    1. É verdade o que o seu comentário diz!!!
      Eu e o autor deste blogue já temos defendido aqui o cumprimento da lei, e estou convencido de que a razão porque ele confessou aqui isso foi para criar maior reacção a essa situação, ele o dirá concerteza.
      Estamos até convencidos que a própria lei está mal, porque os sargos com 15 cm não deveriam ser apanhados e sim com 18/20 cm, quanto aos robalos poderá haver algum exagero nos 36 cm da lei e poderia ser corrigida para 30 cm (porque senão quando as pessoas não compreendem as coisas também não cumprem).
      Mas é escusado a gente falar nisto, porque não há pressão para que se cumpra a lei, e essa pressão devia, em primeiro lugar, ser de natureza esclarecedora e formativa para as pessoas e Associações que estão envolvidas no desporto (e na profissão da pesca) e depois então repressiva.
      O Mário Pinho sabe, que já ouvi dizer, por exemplo, que as embarcações que pescam polvo, apanham todos os tamanhos e depois fazem os tamanhos ilegais sair pela "porta do cavalo"?
      Isto quer dizer o quê?
      Para mim, e em primeiro lugar, quer dizer que as autoridades não são capazes de fazer uma campanha que esclareça os intervenientes sobre as razões da lei.
      Isso é preciso, é fundamental!!!
      Porque o "nosso Estado" não foi capaz de fazer evoluir a formação integral da pessoa ao ponto de ela (a maioria) compreender que os recursos, actualmente (com a população que existe no Mundo), SÃO ESCASSOS.
      Grato por ter visto a sua intervenção aqui.
      Meus cumprimentos.
      Artur Silva.

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    2. Caro Artur Silva

      Há de facto um longo caminho a percorrer até que a maioria dos pescadores perceba que a preservação dos recursos também se faz de pequenos gestos como seja o de libertar os exemplares juvenis. Por isso, custa-me a aceitar que as organizações responsáveis pelos concursos de pesca adoptem regras que vão precisamente no sentido contrário. Já é tempo de alterarem essas regras!

      Melhores cumprimentos,
      Mário Pinho

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    3. Boa noite Mário Pinto, desde já agradeço o comentário e visita pelo meu diário de pesca, sem duvida que matar um robalo de 300grs é um crime e essa é uma luta pela qual tenho tentado fazer ver que o peso mínimo tem de corresponder ás medidas legais, mas não é fácil mudar mentalidades, sendo que aos poucos vamos conseguindo.
      Posso dar um exemplo, o peso mínimo para sargos e robalos era 100grs, mas na maior parte das provas passou para 200gr, o que para sargos é aceitável(as 100grs já tem 15cm), mas para robalos fica um longe da medida, penso que talvez ande por volta das 600/700g, o ideal seria mesmo a implementação das pesagens recorrendo a réguas com as medidas, vou continuar a tentar fazer ver que esse é o caminho, para que todos estejamos em pé de igualdade, enquanto não for assim vou ter de continuar a trazer o peixe com pesos mínimos dessa dita prova.
      Por outro lado e como diz o amigo Artur, isto só acontece porque também existe pouca pressão e controle da parte das autoridades competentes, caso existisse um bom policiamento assim além das autoridades todos os pescadores cumpriam, e caso visse algum a infringir as leis teria também um papel de autoridade para fazer ver que estava a agir contra a lei, como acontece noutros países.
      Fico muito grato pelo comentário bastante construtivo e que proporciona acessos debates, espero que em breve estas situações tomem outro rumo, será um prazer poder contar com as suas visitas e comentários.
      Um grande abraço

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    4. Caro Pedro Franco

      Agradeço as suas palavras. Certamente vou continuar a ser um seguidor fiel do seu blogue. Com mais ou menos capturas, os seus relatos lêem-se sempre com agrado, até porque são reveladores da postura responsável do autor. Quanto ao assunto dos pesos mínimos, estou acordo com as considerações que faz. Seja como for, ao trazer esta questão para as páginas do seu blogue, o Pedro já dá um contributo valioso para a desejável mudança de mentalidades.

      um abraço,
      Mário Pinho

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    5. Eu é que fico grato por saber que é seguidor assíduo, alem de este espaço ser um diário de pesca, é um espaço aberto para o debate e partilha de ideias, essa é outra vertente do blog.
      Vamos continuando a insistir pois um dia isto vai muadar.
      Um abraço e mais uma vez obrigado.

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  4. Buenas playas para un día de concurso, enhorabuena por el cuarto puesto y a seguir con fuerza amigo Pedro, un saludo

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    1. Boas Salah,
      Estas praias são muito boas para o tipo de pesca que fazes, são pontos fortes para as douradas e para os robalos.
      Obrigado companheiro e aquele abraço.

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  5. Boas Pedro,grande dupla que fazes com o teu pai,um abraço aos dois,há fico á espera do desfeixo da outra pescaria:)))abraço

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  6. Boas Alexandre, são muitos anos a pescar juntos, nas provas não troco de companheiro, por norma ele acompanha-me sempre, com excepção dos dias em que estamos em desacordo acerca do pesqueiro, ai vai um para cada lado.
    Fica para breve esse relato, mas sem grande euforia.

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  7. Bom dia a todos

    Antes de mais felicitações pelo blog de pesca, partilhar um hobbie que é tão especial e salutar será sempre uma alegria. Também partilho do mesmo hobbie talvez ainda venha a criar um blog, mas com pena minha o tempo dispendido nesta prática tem sido pouco por razões de trabalho.. Esta zona conheço muito bem, e curiosamente ainda esta semana estive precisamente nessa zona, em toda a extensão, constatando que o peixe era muito pouco e muito miúdo,, incompreensivel dado as boas condições do mar e do tempo do terreno, se fosse há alguns anos era para estar cheio de peixe. os robalos que aparecem têm sido muito pequenos, os sargos então levaram uma razia..! Quanto à critica das medidas minimas admissíveis nos concursos de pesca também fiquei boquiaberto pois desconhecia esse facto. Caramba! Mais vale não trazerem robalinhos para a prova de peso?! Era o que eu faria, se alguém começasse a implementar essa medida e explicar os seus porquês, os outros seguiriam o exemplo, seria uma questão de tempo, estou certo. Se continuarmos a fazê-lo porque os outros também o fazem, aí é que não mudamos nada concerteza! Fica a sugestão.. Também me impressiona a quantidade de peixe que se leva. O que fazem a essas salemas todas? e às tainhas? pergunto-me a mim próprio?! porque não mudar a regra da pesagem de exemplares e trocá-la por nº de exemplares? e/ou por medida dos peixes. Nos dias de hoje, com recurso a uma régua e uma máquina fotográfica, ou mesmo telemóvel seria tão fácil tirar umas fotos aos peixes no pesqueiro, com uma fita métrica perto, e depois visualizar as fotos no final do concurso num ecrã e atribuir prémios.. Bastaria manter os peixes numa rede, conservá-los vivos até à altura das fotos e depois libertá-los. Esta vertente competitiva, confesso que não me atrai minimamente, pela mortandade de espécies que normalmente envolve. Mas se o objectivo é tentar capturar o máximo de peixes possível, então convservem-nos vivos, fotografem e libertem. Julgo que sairiam todos mais satisfeitos , dando-lhes a possibilidade de a cada saída para o mar irem com maior expectativa de captturar mais peixes.
    Um grande abraço aos amigos Pedro, Artur e Mário
    João

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    1. Caríssimo João
      Cada um de nós pratica duas modalidades de pesca, uma é a pesca de lazer e aí não respeitamos só a lei, peixe que a gente vê que não tem "carne" vai logo para o mar para crescer.
      Na outra, é a pesca de competição, que nos dá grande prazer, porque é uma competição, porque faz-nos arriscar um pouco e é uma aventura, porque nos faz ter sede e fome e quando nos sentamos á mesa com os amigos é um prazer extraordinário.
      Para profissões cansativas é um desporto que naquele momento nos faz esquecer completamente os problemas dos outros dias, para si é um pouco difícil compreender isto, por isso é que estou a tentar dar-lhe umas dicas (vamos lá a ver se não o vou pôr também a competir).
      Eu o Pedro Franco e outros comentadores deste blogue, de vez em quando voltamos á carga com esta de respeitar as medidas mínimas nos concursos, fazemos o que podemos, mas sabe isto é um blogue com uma comunidade que não sei se já chega ás Direções das Associações, há convívios de pesca que se fazem para angariar uns dinheiritos para o resto do ano, convêm ter participantes.
      Penso que a luta do Pedro Franco já deu algum resultado, pois já há provas em que os pesos mínimos de sargos passaram de 100 para 200 grs, e um sargo com este peso já respeita a lei á vontade e já é bem aproveitável fritinho ou grelhado. Os robalos é que é pior porque a medida mínima é de 36 cm, que confesso é um pouco exagerado, e a gente olha para um robalote de 30 cm e fica a pensar numa forma de o comer, mas tudo o que é abaixo disso devia ser respeitado, e estamos aqui, com as nossas fracas posses a lutar por isso.
      No Facebook tivemos uma chamada de atenção para o facto de ser muito mais prejudicial a destruição das espécies pelos arrastões que destroem o fundo do mar por cinco anos, aqui não podemos fazer nada, mas mesmo assim vamos falando para ver se as autoridades um dia compreendem a necessidade de acabar com isso.
      Quanto ás salemas, existem aos milhares, não há consumo para elas, são muito vorazes e têm os seus efeitos nefastos na comunidade piscícula, enquanto a crise andar por este estado os pescadores não se preocupam muito com o seu destino, se isto piorar então teremos que dar mais valor a este peixe. Os garrentos são aos milhares, não têm consumo e a comunidade piscícula agradece que a gente lhe dê um desbaste. As tainhas, muges ou negrões, esses vão para a panela.
      Na competição de rio consegue-se manter o peixe vivo umas horas, porque a água do rio é calma e está á mesma temperatura, o mar raramente deixaria manter uma rede com o peixe lá dentro, e cá fora a temperatura é outra e há peixes que não resistem 10 minutos.
      Vamos lutar para salvar sargos abaixo de 20cm, salvar robalos abaixo de 30cm, salvar douradas abaixo de 20cm, e outras espécies conforme a lei. Mas temos muito trabalho pela frente.
      Grato pelo seu abraço e retribuo, desejando um bom domingo e seguintes.

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  8. Boa tarde A Silva
    Grato pela sua resposta!
    De facto não vejo grandes diferenças na pesca de lazer ou competitiva como diz, à excepção da mortandade a meu ver escusada. Desconheço os efeitos nefastos de espécies como a salema na comunidade piscícola. Tudo o resto, parece-me saudável! Ainda bem que esses tainhões de mar vão parar à panela e que a pesca é só o início de um convívio! Têm feito um bom trabalho e encorajo-os a prosseguir! Vou passando pelo blogue, Abraço!! João

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    1. Obrigado João pela visita e comentário bastante pertinente no meu modesto espaço de partilha.
      peço desculpa para só agora responder, mas o tempo tem sido pouco e não tenho tido acesso á net, por isso só agora vou responder.
      Penso que o amigo Artur já respondeu e muito bem a todas as suas propostas, eu apesar de apanhar grandes quantidades de salemas e tainhas também sou da opinião se quem como ninguém as levas não deviam pontuar, apenas seria pontuável o peixe de qualidade, estou em desacordo com o tamanho mínimo sugerido pelo Artur para os robalos, por lei é 36cm e quanto a mim está correcto.
      A ideia da maquina fotográfica e régua não se consegue implementar nas provas, o método utilizado é o correcto, apenas falha nos pesos mínimos, que deviam respeitar as leis.
      Certo é também que temos de mudar mentalidades se queremos reverter a situação da falta de peixe na nossa costa, mas os pescadores lúdicos são quem menos estragos provocam, os pescadores profissionais para mim são os maiores culpados desta situação em especial os grandes arrastões que destroem tudo por onde passam, e a poluição gerada por todos tem ajudado á escassez de recursos.
      Para terminar o meu raciocino penso que as autoridades encarregues de controlar as pescas, tanto no mar como em terra não estão isentas de culpa, pois não se fazem sentir no terreno marítimo, nem em terra, pois se formos aos supermercados vemos muito peixe sem medida á venda nos super-mercados e nos mercados, em grandes quantidades, eu faço uma pergunta, de onde vem esse peixe? Será que ninguém controla estas situações, tanto deviam ser multado quem apanha como quem vende, penso eu.
      Para finalizar é um prazer saber que valoriza o trabalho por nós realizado e garanto que aos poucos vamos mudando o que está menos bem, vá passando e comentando neste blog pois é para isso que ele serve, não é só um espaço de partilha aberto para que todos tenham voz.
      Um grande abraço companheiro João

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  9. Obrigado Pedro! Abração amigo pescador! ;)

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    Respostas
    1. Não tem de quê caro leitor, respondendo como anónimo não sei quem é que comentou, quando comentar basta escrever o nome no final da mensagem, assim sei de quem se trata.
      Um abraço e obrigado pela visita e comentário

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